Pelo menos 23 famílias continuam sem poder regressar às suas casas no bairro Ndlavela, município da Matola, devido às inundações que afectaram a zona durante a última época chuvosa, apesar do fim das chuvas em várias regiões do País.
A situação foi verificada pelo edil da Matola, Júlio Parruque, que visitou o bairro para avaliar os danos e ouvir as preocupações dos moradores, que denunciam dificuldades no processo de reassentamento e pedem maior celeridade na assistência municipal.
Segundo a edilidade, cinco famílias já foram reassentadas, enquanto o processo de apoio às restantes continua em curso, numa operação que envolve identificação de áreas seguras e mobilização de recursos.
“O processo de reassentamento está em curso”, garantiu o edil, Júlio Parruque, durante a visita ao terreno.
Os residentes afirmam, contudo, que a situação continua crítica, com várias habitações ainda submersas ou em condições de insalubridade, o que agrava o risco sanitário e dificulta a retoma da vida normal.
Durante a visita, o edil reconheceu a gravidade da situação e apontou a necessidade de soluções estruturais para mitigar os efeitos recorrentes das inundações na zona.
Parruque destacou que o município está a identificar pontos críticos de drenagem e a preparar intervenções em infra-estruturas, com foco na melhoria do escoamento das águas pluviais e na requalificação de áreas vulneráveis.
O edil referiu ainda que algumas intervenções já realizadas em infra-estruturas municipais demonstraram resultados positivos face às chuvas intensas, defendendo a expansão de soluções semelhantes para outras zonas críticas da cidade.
Ainda no âmbito da visita de trabalho, o presidente do Conselho Municipal da Matola procedeu à entrega de 250 carteiras escolares à Escola Básica de Mulovote, equipamento que deverá beneficiar mais de três mil alunos, contribuindo para a melhoria das condições de ensino.
Paralelamente, a edilidade anunciou o reforço das acções de fiscalização nas imediações das escolas, com o objectivo de restringir a venda de bebidas alcoólicas nas proximidades dos estabelecimentos de ensino, medida enquadrada nos esforços de protecção do ambiente escolar.
Parruque reconheceu que a cidade enfrenta desafios persistentes relacionados com a drenagem urbana, sobretudo em zonas como Ndlavela e corredores adjacentes a vias estruturantes.
O edil sublinhou que estão em curso ou em preparação intervenções em estradas e passagens de nível, com vista a melhorar o escoamento das águas e reduzir o impacto das chuvas em áreas residenciais.
“Temos que ir a obras, não há alternativa”, afirmou, destacando a necessidade de mobilização de parceiros para acelerar as intervenções enquanto o município reforça a sua capacidade de financiamento.
Apesar das medidas anunciadas, moradores de Ndlavela continuam a pedir soluções mais rápidas e definitivas, alertando para o risco de novas inundações caso não sejam resolvidos os problemas estruturais de drenagem.
A situação volta a colocar em evidência a vulnerabilidade de várias zonas da Matola durante períodos de chuva intensa e a necessidade de investimentos sustentados em infra-estruturas urbanas para garantir maior resiliência das comunidades.