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PR reúne-se com líderes de partidos signatários do Diálogo Nacional Inclusivo

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se, nesta terça-feira, com os presidentes e  secretários-gerais dos partidos signatários do Compromisso Político  para o Diálogo Nacional Inclusivo, para fazer o balanço do processo  de auscultação pública e definir a próxima etapa do diálogo  nacional. 

No encontro, a liderança dos partidos fez uma avaliação positiva da  auscultação pública, considerando que o processo representou um  marco importante na consolidação da participação cívica e  democrática no país. 

Falando à imprensa no final da sessão, o Presidente da Comissão  Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo, Édson Macuácua, afirmou que “foi um processo que se traduziu num dos momentos mais altos de  exercício da soberania, da cidadania e da participação activa”. 

Segundo Macuácua, o processo revelou uma forte adesão da  sociedade ao diálogo nacional. “Registou-se um elevado nível de  apropriação do Diálogo Nacional Inclusivo pela sociedade civil e o  Diálogo Nacional Inclusivo transformou-se numa plataforma onde  todos os segmentos sociais têm espaço, têm a palavra e renovam o  seu compromisso, o contrato social para com o Estado de Direito  Democrático e de Justiça Social, num Estado promotor da paz, da  reconciliação, da estabilidade e do desenvolvimento”, destacou. 

Na ocasião, foi igualmente anunciado que a próxima etapa do  processo terá início no dia 29 de Junho, com a realização das  audições públicas. Nesta fase, os cidadãos serão chamados a  pronunciar-se sobre os cenários resultantes da sistematização das  contribuições recolhidas durante a auscultação pública. 

De acordo com o Presidente da Comissão Técnica, da sistematização  das contribuições resultaram três cenários. “Um primeiro cenário, que é  o cenário de continuidade com ajustes, que significa a realização de  reformas mínimas, pontuais para o aprimoramento do sistema político  atual. O segundo cenário é de reformas moderadas, significa  mudança e continuidade (…). E o terceiro cenário é da mudança  profunda ou radical, que é o cenário de ruptura, de criação de uma  nova República”, explicou. 

As audições públicas permitirão aos cidadãos analisar estes cenários e  apresentar as suas posições, numa nova fase do Diálogo Nacional  Inclusivo que visa consolidar consensos sobre o futuro do sistema  político e institucional de Moçambique. 

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