O brasileiro Rodrygo, o alemão Serge Gnabry e o neerlandês Xavi Simons são alguns dos futebolistas ausentes do Mundial 2026 por lesão, cenário pelo qual a selecção portuguesa passa incólume a quase uma semana da estreia.
Vários internacionais lusos enfrentaram problemas físicos em 2025/26, incluindo o avançado e capitão Cristiano Ronaldo, mas nenhum ficou, para já, impedido por esse motivo de participar na 23.ª edição do principal torneio internacional de selecções, que se realiza de quinta-feira a 19 de Julho e integra pela primeira vez 48 equipas, num total de 104 jogos, sob inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.
Portugal, detentor da Liga das Nações e a caminho da nona presença, e sétima consecutiva, era até segunda-feira um dos 11 países sem ausências significativas por razões clínicas, tendência extensível a Bélgica, Croácia, Curaçau, Haiti, Panamá, Qatar, Senegal, Tunísia, Turquia ou Uruguai, mas rara entre os principais candidatos à conquista do troféu.
Habitual titular do Brasil, único pentacampeão do mundo e totalista em fases finais, o avançado Rodrygo sofreu uma rotura ligamentar num joelho em Março e encabeça o elenco de ausentes da escrete “canarinha”, a incidir ainda em Éder Militão, ex-defesa direito do FC Porto, Vanderson, Luciano Juba, Estêvão e Vitor Roque, mais Wesley, substituído no domingo por Éderson.
De acordo com o regulamento da prova, só são permitidas alterações nas convocatórias em caso de lesão grave ou doença, até 24 horas antes da primeira partida da respectiva selecção, prazo inexistente para os guarda-redes, que podem ser rendidos por esses motivos a qualquer momento.
A Alemanha também ficou privada à última hora de Lennart Karl, cuja vaga foi preenchida por Assan Ouédraogo, já depois das indisponibilidades de Marc-André ter Stegen e Emre Can e da referência ofensiva Serge Gnabry.
O defesa central Leonardo Balerdi deixou os trabalhos da campeã mundial e bicampeã sul-americana Argentina, ainda sem ter substituto anunciado, e juntou-se a Juan Foyth, vencedor em 2022, Valentín Carboni e Joaquín Panichelli.
Outras baixas conhecidas durante os estágios foram o neerlandês Jurriën Timber, o austríaco Christoph Baumgartner, o escocês Billy Gilmour ou o sueco Emil Holm, bem como Rocky Bushiri, que poderia defrontar Portugal pela República Democrática do Congo na jornada inaugural do Grupo K, e Alexander Djiku, treinado no Gana pelo antigo seleccionador luso Carlos Queiroz.
Antes do fim das provas de clubes, Hugo Ekitiké foi a única contrariedade clínica registada pela França, enquanto Pablo Barrios, Fermín López e Samu, campeão português ao serviço do FC Porto, abandonaram os planos da campeã europeia Espanha, a exemplo de Ben White e Jack Grealish na Inglaterra.
Se Xavi Simons é a ausência mais sonante dos Países Baixos, num contingente ampliado por Matthijs de Ligt, Stefan de Vrij e Jerdy Schouten, Dejan Kulusevski esteve lesionado durante a temporada inteira e não recuperou a tempo de poder representar a Suécia.
O Japão, através de Takumi Minamino e Kaoru Mitoma, o Gana, sem Mohammed Salisu e Mohammed Kudus, e a Jordânia, desfalcada de Yazan Al Naimat, também tiveram perdas importantes nos últimos meses.
Panorama similar afectou igualmente os três anfitriões do Campeonato do Mundo, ao abranger, entre outras potenciais soluções, Tanner Tessmann, Johnny Cardoso e Patrick Agyemang (todos dos Estados Unidos), Luis Malagón e Marcel Ruiz (ambos do México) ou Marcelo Flores (Canadá).
Quanto aos adversários de Portugal na primeira fase, e considerando só jogadores convocados nos últimos dois anos, a Colômbia não pôde chamar Cristián Borja, ex-defesa esquerdo de Sporting e Sporting de Braga.
Mario Stroeykens, cuja filiação junto da FIFA foi actualizada em 2025, ao transferir-se da Bélgica, e Silas Katompa estão à margem na República Democrática do Congo, ao passo que o Uzbequistão ficou sem Khusniddin Alikulov, habitual titular no centro da defesa, e Ibrokhimkhalil Yuldoshev.
Além de Portugal e Brasil, a lusofonia é representada por Cabo Verde, que está privado de Bruno Varela, antigo guarda-redes de Benfica, Vitória de Guimarães e Vitória de Setúbal, na sua estreia no Campeonato do Mundo.
A lista de indisponíveis pode continuar a aumentar nos próximos dias, na certeza de que algumas figuras da modalidade vão chegar à fase final restabelecidos ou na fase final de recuperação de lesões recentes, entre os quais o argentino Lionel Messi, o brasileiro Neymar, o espanhol Lamine Yamal e o francês Kylian Mbappé.
Das selecções que terão ausências nesta edição do Mundial de futebol, o Brasil e os Estados Unidos são os mais sacrificados, com sete jogadores lesionados, seguido pela Suécia, Arábia Saudita e Austrália com seis atletas de fora. Fecham o pódio Países Baixos e Japão desfalcados de cinco jogadores cada um.
Paraguai, Alemanha, Costa do Marfim, Argentina e Gana não terão quatro jogadores; México, Coreia do Sul, Marrocos, Equador, Egipto, Espanha, Jordânia e República Democrática do Congo não contam com três jogadores cada; República Checa, Bósnia-Herzegovina, Irão, Áustria, Escócia, Inglaterra e Uzbequistão estarão desfalcados de dois jogadores, enquanto África do Sul, Canadá, Suíça, Nova Zelândia, Cabo Verde, França, Iraque, Noruega, Argélia e Colômbia terão um jogador ausente por lesão.
Em sentido contrário, Qatar, Haiti, Turquia, Curaçau, Tunísia, Bélgica, Uruguai, Senegal, Portugal, Croácia e Panamá não têm nenhum jogador lesionado até ao momento.