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Tribunal volta a tentar vender empresa algodoeira insolvente em Cabo Delgado

O Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado voltou a colocar em hasta pública os bens da  Plexus Mozambique Limitada, quase um ano depois de a primeira tentativa de venda ter fracassado devido à falta de interessados.

O segundo anúncio foi publicado na imprensa na passada segunda-feira, 1 de Junho. No documento, o Tribunal informa que, no dia 15 de Junho de 2026, às 9h00, serão colocados à venda, através de propostas em carta fechada, os bens pertencentes à empresa insolvente, sendo adjudicados ao maior lance oferecido acima dos valores-base estabelecidos.

A venda resulta de uma acção especial de insolvência da Plexus Mozambique Limitada, a única empresa de produção e processamento de algodão que operava na província de Cabo Delgado. O encerramento das actividades da empresa deixou cerca de 300 trabalhadores sem emprego e afectou milhares de produtores de algodão que dependiam da comercialização da cultura para garantir o seu sustento.

Entre os bens colocados à venda constam imóveis e equipamentos avaliados em cerca de 300 milhões de meticais. O montante arrecadado destina-se ao pagamento das dívidas da empresa para com os trabalhadores, produtores de algodão, instituições bancárias e outros credores.

A insolvência da Plexus Mozambique Limitada é apontada como um dos maiores reveses do sector algodoeiro em Cabo Delgado. O caso ocorre apesar dos esforços do Estado moçambicano, que desembolsou mais de dois milhões de dólares norte-americanos numa tentativa de recuperar a empresa, que operava na província há mais de duas décadas.

Para vários observadores, o colapso da Plexus representa não apenas o fracasso de uma iniciativa de recuperação empresarial, mas também o princípio do declínio de uma actividade que durante anos constituiu uma importante fonte de rendimento para milhares de famílias da província.

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