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Chapo apela à paz, vigilância e trabalho para impulsionar desenvolvimento do País

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, nesta terça-feira, que a paz, a unidade nacional, a vigilância e o trabalho constituem os principais alicerces para a conquista da independência económica e da prosperidade das famílias moçambicanas, apelando aos cidadãos para rejeitarem a desinformação e reforçarem o seu envolvimento nas actividades produtivas.

Falando durante um comício popular realizado no distrito de Báruè, província de Manica, no âmbito da sua visita de trabalho de três dias inserida na iniciativa de Governação de Proximidade, o Chefe do Estado afirmou que o contacto directo com as populações é essencial para garantir uma governação centrada nas necessidades dos cidadãos.

“Nós tomamos posse no ano passado, no dia 15 de Janeiro, nós dissemos que íamos fazer uma governação próxima do povo. E, para nós, governação próxima do povo significa deixar o gabinete de Maputo, vir a Báruè, conversar com o povo, ouvir as preocupações do povo, porque nós trabalhamos para o povo”, declarou.

Na sua intervenção, Daniel Chapo colocou a paz no centro das prioridades nacionais, considerando-a uma condição indispensável para o desenvolvimento económico e social.

Referindo-se ao processo de Diálogo Nacional Inclusivo e aos desafios de segurança que o País enfrenta, sobretudo na província de Cabo Delgado, o Presidente destacou que “a unidade, a vigilância e o trabalho são o segredo da nossa vitória”.

O estadista alertou igualmente para os riscos da disseminação de informações falsas, considerando que a desinformação representa uma ameaça à estabilidade e à convivência social.

“A mentira, o boato, a desinformação são inimigos da paz, são inimigos do desenvolvimento”, afirmou, apelando às comunidades para se manterem vigilantes e não se deixarem manipular por mensagens que promovam divisões ou violência.

Ainda sobre a estabilidade social, Chapo condenou todas as formas de violência política e defendeu o diálogo democrático como principal mecanismo para a resolução de divergências.

“A política não se faz com violência. Não se faz com ódio. Não se faz com discursos de ódio. Não se faz com discursos de violência. Faz-se com amor. Faz-se com democracia, onde cada um respeita o outro”, sublinhou.

Na componente económica, o Presidente da República incentivou os cidadãos, particularmente os jovens, a apostarem na agricultura e no aumento da produção nacional, argumentando que o aproveitamento dos recursos disponíveis no País constitui a melhor resposta aos desafios económicos globais.

“Vamos todos trabalhar a terra. Vamos aumentar a produção e produtividade. Isto é que vai gerar riqueza para Moçambique”, declarou.

Durante o encontro com a população, o Chefe do Estado anunciou ainda o reforço do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), mecanismo destinado ao financiamento de iniciativas empresariais e produtivas nos distritos.

“Decidimos que neste ano vamos duplicar o valor do FDEL para todos os distritos do País”, anunciou, justificando a medida com a elevada procura pelos recursos disponibilizados através do programa.

Relativamente às preocupações apresentadas pela população de Báruè, Daniel Chapo garantiu a continuidade dos investimentos em sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento local, com destaque para a educação, saúde, abastecimento de água, energia eléctrica e infra-estruturas rodoviárias.

Entre as realizações destacadas durante o comício figura a conclusão da Escola Secundária Josias Tongogara.

O Presidente reiterou igualmente o compromisso do Governo em expandir a rede escolar, melhorar os serviços públicos e responder às necessidades identificadas pelas comunidades.

Na mensagem apresentada durante o encontro, os residentes de Báruè reconheceram os avanços alcançados nas áreas de educação, acesso à água, promoção do emprego juvenil e financiamento de iniciativas económicas. 

A população manifestou ainda solidariedade para com as vítimas do terrorismo e apoio aos esforços do Estado no combate à insurgência armada em Cabo Delgado.

Entre as principais preocupações apresentadas constam a necessidade de mais salas de aula e carteiras escolares, melhoria de estradas, construção de pontes, expansão dos sistemas de irrigação e reforço da mecanização agrícola. 

O Presidente assegurou que as reivindicações foram registadas e serão consideradas no planeamento das futuras intervenções de desenvolvimento do distrito.

Chapo apela ao reforço da produção agrícola

Falando à sua chegada ao Aeroporto de Chimoio, onde foi recebido por membros da população e autoridades locais, o Chefe do Estado explicou que a deslocação se enquadra na estratégia de Governação de Proximidade e visa acompanhar a implementação do Plano Quinquenal do Governo (PQG) junto das comunidades.

Segundo Daniel Chapo, a monitorização directa dos programas governamentais permite avaliar o impacto das políticas públicas e garantir que as intervenções do Executivo respondam às reais necessidades das populações.

“O nosso objectivo é acompanhar a execução dos programas do Governo e assegurar que os benefícios das políticas públicas cheguem efectivamente às comunidades”, afirmou o Presidente da República.

Durante a sua primeira intervenção pública em Manica, o Chefe do Estado voltou a colocar a paz e a unidade nacional no centro da agenda de desenvolvimento, considerando que a estabilidade continua a ser uma condição indispensável para o crescimento económico e social do país.

Daniel Chapo defendeu igualmente o aumento da produção e produtividade como uma das principais estratégias para fortalecer a economia nacional, reduzir a dependência externa e melhorar o rendimento das famílias.

Neste contexto, destacou o papel da agricultura familiar e incentivou as comunidades a apostarem na criação e expansão de hortas familiares como mecanismo de reforço da segurança alimentar e geração de renda.

“O aumento da produção e da produtividade é fundamental para o desenvolvimento económico do País e para a melhoria das condições de vida das famílias moçambicanas”, sublinhou.

A visita à província de Manica decorre no âmbito da iniciativa de governação de proximidade, através da qual o Presidente da República procura manter contacto directo com as populações e acompanhar a implementação dos principais programas de desenvolvimento.

Manica torna-se, assim, a terceira província visitada por Daniel Chapo em 2026 no âmbito desta estratégia, depois das deslocações realizadas às províncias do Niassa e de Tete, dando continuidade ao processo de acompanhamento das políticas públicas e auscultação das comunidades locais.

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