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Governo sem conhecimento sobre supostas anomalias de duas  aeronaves da LAM

“Todo o resto desconheço, por isso não vou pronunciar sobre elas”. Foi desta forma que o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, reagiu esta sexta-feira, às informações sobre alegadas avarias mecânicas em duas aeronaves Embraer 190, adquiridas para reforçar a frota das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e que continuam paradas na África do Sul há cerca de seis meses. 

Durante uma conferência de imprensa, Inocêncio Impissa confirmou apenas a versão oficial, segundo a qual os aviões foram enviados para trabalhos de branding e caracterização visual da companhia aérea nacional. Segundo explicou, as aeronaves chegaram ao país pintadas de branco e sem a identidade visual da LAM.

“A informação que o Governo tem é que estas aeronaves foram para o tratamento devido ao branding, para a realização do branding, para que elas sejam caracterizadas como aeronaves efectivamente nacionais”, declarou.

No entanto, o Executivo evitou comentar as informações apuradas pelo o “O País” junto de fontes ligadas à direcção técnica da companhia, que apontam para problemas mecânicos considerados preocupantes. 

A investigação de o “O País” indica que, além da pintura, as aeronaves apresentam alegadas anomalias técnicas, incluindo falta de óleos específicos, necessidade de substituição de peças mecânicas e dificuldades na obtenção de alguns componentes no mercado internacional.

As duas aeronaves Embraer 190 fazem parte de um lote de quatro aviões adquiridos pelo Estado moçambicano no âmbito do plano de revitalização da LAM. De acordo com a Conta Geral do Estado de 2025, a aquisição das duas aeronaves Embraer 190 representou um investimento estimado em cerca de 25 milhões de dólares norte-americanos.

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