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SERNIC volta a fazer buscas no Kaya Kwanga e detém proprietário

O Serviço Nacional de Investigação Criminal deteve, nesta terça-feira, o proprietário do complexo residencial Kaya Kwanga, no âmbito de uma investigação por suspeita de branqueamento de capitais, falsificação de documentos e outros crimes associados. A operação resulta de diligências iniciadas na semana passada e já levou à detenção de quatro pessoas, no total.

Os suspeitos foram conduzidos algemados pelas autoridades, sob o olhar de trabalhadores do estabelecimento, alguns dos quais em lágrimas. A detenção ocorreu na sequência de novas buscas realizadas pelo SERNIC no complexo e em outros locais ligados aos investigados.

“A operação resulta de um trabalho de inteligência criminal prévio, por isso recaem fortes indícios de que os indivíduos fazem parte de uma rede criminosa dedicada a crimes como branqueamento de capitais, falsificação de documentos e tráfico nas suas diferentes classificações”, afirmou o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, na passada sexta-feira.

Segundo as autoridades, esta fase da operação sucede à apreensão, na última sexta-feira, de armas de fogo, munições e material informático no mesmo complexo. Na continuação das buscas, foram igualmente recolhidos documentos e equipamentos electrónicos no estabelecimento turístico e num escritório de uma empresa imobiliária associada aos gestores do Kaya Kwanga.

A investigação estendeu-se ainda a uma residência no bairro Costa do Sol, onde foi detido outro indivíduo igualmente ligado ao caso, elevando para quatro o número de detidos.

Embora não tenham sido divulgados mais detalhes nesta terça-feira, o SERNIC já havia indicado anteriormente que os materiais apreendidos seriam submetidos a perícia forense.

“A perícia irá trazer resultados que vão sustentar a prova indiciária sobre os crimes que recaem sobre estes indivíduos”, explicou o porta-voz na fase inicial da operação.

As detenções e buscas em curso poderão indicar, segundo as autoridades, a existência de elementos de prova suficientes para justificar a continuação da privação de liberdade dos suspeitos, enquanto prosseguem as investigações.

 

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