O Campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2026, inicia a 01 de Maio próximo, com a participação de 14 equipas de sete províncias do país. O sorteio está marcado para este sábado.
É um dado adquirido! Depois de muitas hesitações e dúvidas, o campeonato nacional de futebol vai, finalmente, arrancar!
A Liga Moçambicana de Futebol e as Linhas Aéreas de Moçambique entraram em acordo para a gestão logística da prova, nomeadamente o transporte aéreo, o que vai viabilizar o Moçambola 2026.
Assim, a prova deverá iniciar no primeiro dia de Maio com a participação de 14 equipas, nomeadamente a Black Bulls, Costa do Sol, Ferroviário de Maputo, Maxaquene, Associação Desportiva de Vilankulo, pela zona Sul, União Desportiva de Songo, Chingale de Tete, Ferroviário da Beira, Liga Desportiva de Sofala, pela zona Centro, Ferroviário de Nampula, Ferroviário de Nacala, Ferroviário de Lichinga, Baía de Pemba e Associação Desportiva de Pemba, pela zona Norte.
Para a presente temporada estão previstas jornadas combinadas, onde uma equipa que se desloca a uma província vai jogar com dois ou mais adversários dessa mesma província, como forma de reduzir os gastos financeiros com passagens aéreas.
Assim, o sorteio do Moçambola 2026 acontece este sábado na capital do país, e a prova vai arrancar antes da realização da Assembleia Geral da Liga Moçambicana de Futebol.
LMF aperta o cerco e fixa 22 de Abril como data limite para inscrições
A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) emitiu um comunicado decisivo que define as “regras do jogo” administrativas para o Moçambola-2026. Com o processo de licenciamento ainda em curso para vários emblemas, o organismo que gere o futebol profissional no País fixou o dia 22 de Abril de 2026 como o prazo final para o pagamento das taxas de inscrição e das “jóias” de participação.
A grande condicionante imposta pela LMF neste ciclo é a exigência de liquidação a 100% de todas as dívidas referentes a épocas anteriores. Segundo o documento, os clubes só poderão efectuar o pagamento da taxa de inscrição, fixada em 150.000,00 MT, mediante a apresentação do comprovativo de conta limpa junto da secretaria da Liga.
Para os clubes que ascendem agora ao Moçambola, ou que regressam à prova, soma-se ainda o pagamento de uma “jóia de Participação” no valor de 150.000,00 MT. O incumprimento destes prazos resultará numa sobretaxa imediata de 10.000,00 MT.
Além da vertente financeira, a LMF exige um detalhado dossier de infraestruturas. Os clubes são obrigados a indicar campos com relva (natural ou sintética) e apresentar uma radiografia completa dos recintos, incluindo a lotação detalhada (lugares sentados e camarotes), existência de salas de conferência e de primeiros socorros e sistemas de iluminação para jogos noturnos.
A segurança também está no topo das prioridades, sendo obrigatória a indicação por escrito do Director de Segurança de cada clube para a presente época.
No campo da imagem, os clubes devem enviar os seus logótipos em formato vetorizado e comunicar as cores dos equipamentos principal e alternativo. O comunicado esclarece ainda que, embora os clubes tenham liberdade para usar publicidade nos equipamentos sem limite de patrocinadores, todos os anúncios carecem de homologação pela LMF até cinco dias antes da sua utilização.
Este rigor administrativo surge numa altura em que colossos como a União Desportiva do Songo e o Costa do Sol ainda acertam agulhas nos seus processos de licenciamento, reforçando a intenção da LMF em profissionalizar cada vez mais a gestão do futebol nacional.
UD Songo e Costa do Sol com licenciamento em “banho-maria”
A pouco tempo do arranque oficial da temporada futebolística nacional, o processo de licenciamento de clubes — requisito obrigatório da CAF para a participação nas provas de elite — regista ainda alguns impasses.
Segundo dados avançados pela Federação Moçambicana de Futebol, dez dos 14 clubes inscritos para o Moçambola 2026 já receberam a “luz verde”, mas quatro processos permanecem sob consulta.
Para além da União Desportiva do Songo (UDS) e do Costa do Sol, também o Maxaquene e a Associação Desportiva de Pemba aguardam pela validação final.
Segundo apurado, a FMF solicitou esclarecimentos adicionais a estes emblemas para conformidade com as exigências da plataforma digital CLOP (Club Licensing Online Platform), que avalia critérios financeiros, infraestruturais e administrativos.
Apesar do impasse administrativo, a preparação desportiva não parou. A UD Songo, orientada por Daúdo Razaque, realizou recentemente um estágio de alto nível na África do Sul, onde mediu forças com o Mamelodi Sundowns (empate a duas bolas).
Mais recentemente, os “hidroelétricos” disputaram a Supertaça Provincial de Tete, num duelo renhido onde acabaram derrotados pelo Planície de M’padue por 3-2.
Por outro lado, os dez clubes que já têm a situação regularizada são a Black Bulls, Ferroviário de Maputo, Associação Desportiva de Vilankulo, Chingale de Tete, Ferroviário da Beira, Liga Desportiva de Sofala, Ferroviário de Nampula, Ferroviário de Nacala, Ferroviário de Lichinga e Baía de Pemba.
A FMF deverá pronunciar-se nos próximos dias sobre a decisão final relativa aos quatro clubes pendentes, num momento em que a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) acerta os últimos detalhes para o calendário da maior prova desportiva do país.

