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Governo confirma que há escolas ainda sem aulas devido a inundações

A ministra da Educação admite que há escolas em que as aulas ainda não arrancaram, com destaque para a província de Gaza. Devido à situação, será feito um programa só para as zonas sitiadas, assegura Samaria Tovela.

Cerca de 40 dias depois do arranque do ano lectivo de 2026, há escolas que continuam sitiadas e consequentemente sem aulas. Na província de Gaza, a situação é mais crítica, conforme assegura a ministra da Educação.

“Há situações que todos conhecemos em Gaza. Há desafios em Massangena, em Chigubo… Há alguns locais pontuais em que, infelizmente, as aulas não começaram porque estamos com problemas de água”, informou a ministra.

Só na província de Gaza, onde há pelo menos 16 escolas com as portas fechadas, a situação afecta cerca de sete mil alunos e 180 professores. 

No passado, o Ministério da Educação tinha um plano para acompanhar os alunos nos centros de acomodação e agora pensa num novo programa.

“Na maior parte das escolas, estão a decorrer as aulas, mas estamos ainda com escolas em alguns distritos sitiados, onde temos de fazer um programa específico para as nossas crianças”, defendeu a governante.

Enquanto isso, o sector da Educação queixa-se de exiguidade de recursos, num contexto em que a população cresce a uma taxa de 2,5% ao ano.

“Quando olhamos para o Orçamento do Estado, entre 26 a 29% vai à Educação. Isso sob o ponto de vista de políticas da Educação está acima daquilo que efectivamente deve ir ao sector, mas como nós moçambicanos não produzimos receitas para estarmos bem, o valor acaba por ser reduzido”, diz Tovela.

Samaria Tovela falava na Cidade de Maputo à margem das cerimónias oficiais alusivas ao Dia da Mulher Moçambicana que se celebrou ontem.

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