Um mês depois das chuvas intensas, há ainda casas submersas na cidade de Inhambane, com famílias que continuam a viver o drama das cheias sem uma solução definitiva. Entretanto, as autoridades municipais falam da criação de um espaço para reassentar até 80 famílias, um número que expõe a dimensão de um problema que ainda está longe de ser resolvido.
Mais de um mês depois das chuvas intensas que atingiram a cidade de Inhambane, há bairros que continuam debaixo de água, num cenário que teima em prolongar o sofrimento de dezenas de famílias. Desde Março, muitas vivem uma nova realidade, feita de incerteza, perdas e adaptação forçada, sem sinais claros de regresso à normalidade.
A permanência das águas levanta, agora, um novo alerta, pois as famílias temem o surgimento de doenças de origem hídrica, num contexto em que as condições de salubridade se degradam a cada dia.
Em vários pontos da cidade, moradores apontam causas que vão além da chuva. Denunciam que o bloqueio dos canais de drenagem, hoje ocupados por construções, está a agravar o escoamento das águas e a transformar bairros em zonas de retenção.
No bairro Marrambone, nos arredores da cidade, o cenário é de recomeço forçado, com algumas famílias a tentar reconstruir a vida depois de terem sido obrigadas a abandonar as suas casas.
Até agora, cinco famílias vivem em tendas desde Janeiro, aguardando as casas prometidas pela edilidade. Segundo as autoridades locais, o espaço deverá acolher até 80 famílias afectadas pelas inundações, um número que mostra a dimensão do problema ainda por resolver.
Recorde-se que, só na cidade de Inhambane, mais de 500 famílias foram afectadas pelas cheias deste ano. Em algumas zonas, as águas já recuaram, mas noutras, a crise continua.
