52 anos depois, a República Democrática do Congo garantiu a segunda qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol, ao derrotar a Jamaica por uma bola sem resposta no jogo dos playoffs de acesso à competição.
Marcou presença na maior montra do futebol mundial em 1974, na Alemanha. Depois seguiram-se mais de cinco décadas de tentativa, queda e superação. O mundo deu muitas voltas e a República Democrática do Congo voltou a sorrir, esta terça-feira.
Sem o seu icónico adepto estátua, Kuka Muladinga, impedido de viajar para o México por questões burocráticas, a RDC transformou o Estádio de Guadalajara num palco de realização de um sonho.
Perante a Jamaica, a selecção congolesa mostrou-se destemida e pronto para o embate. Golo anulado ainda na alvorada do jogo. Era, afinal, um aviso de que o perigo rondava na baliza jamaicana. Seguiram-se outras tentativas que não deram em nada.
A Jamaica, sem a velocidade de Usain Bolt, mas com vontade de vencer e fazer história, também tentou um lugar ao sol. No fim, lá mesmo no fim, a República Democrática do Congo usou o martelo para sentenciar o jogo.
É a segunda qualificação para o Mundial da RDC, que completa a lista de 10 selecções africanas na prova, e está inserida no Grupo K juntamente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. Assim, ficam completas as 48 selecções que se vão exibir ao mundo nos Estados Unidos da América , Canadá e México.

