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Situação tende a voltar ao normal em Machanga após cheias

A vila-sede do distrito de Machanga, na província de Sofala, começa a registar um regresso progressivo à normalidade, depois de vários dias de inundações provocadas pelo transbordo do rio Save, que afectou mais de 39 mil pessoas.

Após cerca de seis dias com extensas áreas submersas, as águas já recuaram para níveis abaixo do alerta, permitindo a reabertura gradual de espaços e a retoma de algumas actividades.

Ainda assim, o cenário continua marcado por danos significativos, com milhares de residências afectadas, infra-estruturas destruídas e serviços públicos interrompidos.

Durante o pico da inundação, o transbordo do rio Save atingiu níveis de cerca de dois metros acima do limite de alerta, deixando um rasto de destruição que inclui mais de sete mil casas, das quais cerca de mil foram totalmente destruídas, além de 17 escolas inundadas, o que obrigou à suspensão das aulas.

Apesar da melhoria das condições, as autoridades mantêm uma postura de precaução. Os seis centros de acomodação continuam activos, acolhendo famílias desalojadas, numa altura em que ainda se prevê a continuidade das chuvas.

“Esta chuva vai perdurar até ao fim do mês de Março. Por isso, é importante que as pessoas permaneçam em zonas seguras. Precisamos continuar vigilantes e viver em harmonia nos centros de acomodação, porque, embora sejamos famílias diferentes, aqui somos uma só”, afirmou o ministro das Obras Públicas, Fernando Rafael, durante uma visita às vítimas.

O governante garantiu ainda que o Executivo está a trabalhar em medidas para minimizar os impactos no sector da educação, uma vez que milhares de alunos estão sem aulas há cerca de uma semana.

“O Governo, através do Ministério da Educação, está a actualizar o plano para garantir a recuperação das aulas perdidas, não só aqui em Machanga, mas também noutras regiões afectadas pelas chuvas”, acrescentou o dirigente.

Entretanto, persistem desafios no terreno, sobretudo no que diz respeito à limpeza das áreas afectadas e à reabilitação de infra-estruturas públicas e privadas. Algumas residências continuam parcialmente inundadas, exigindo esforços adicionais das comunidades e das autoridades para restabelecer plenamente as condições de vida.

Embora o pior cenário pareça ter sido ultrapassado, as autoridades reforçam o apelo à cautela, sublinhando que a época chuvosa ainda não terminou e que o risco de novas cheias permanece.

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