O ataque dos Estados Unidos e de Israel lançado contra o Irão neste sábado provocou fortes reações internacionais, que oscilam entre o apoio e a desaprovação, com grande preocupação diante do risco de uma escalada regional.
Os líderes e autoridades mundiais se posicionaram publicamente após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irão na madrugada deste sábado. Entre as declarações de governos e organizações internacionais, estão alertas sobre o risco de uma escalada regional do conflito.
O governo brasileiro por exemplo, através de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores condenou e expressou grave preocupação com os ataques lançados contra o Irão, tendo apelado a todas as partes para que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, por forma a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis.
A Rússia denunciou os ataques como uma aventura perigosa que ameaça o Oriente Médio com uma catástrofe. Segundo o seu Ministério das Relações Exteriores, a ação busca destruir o governo iraniano que tem se negado a se submeter ao ditado da força e do hegemonismo.
Por sua vez, a China pediu um cessar imediato das ações militares após os ataques no Irão e urgiu que se evitem futuras escaladas das tensões, encorajando a retomada do diálogo e das negociações para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmou que os ataques só provocam morte, destruição e sofrimento humano.
O chanceler Badr Albusaidi, que atuou como mediador entre Washington e Teerã, disse estar consternado porque as negociações ativas e sérias foram novamente minadas e instou os Estados Unidos a não se deixarem arrastar ainda mais.
O movimento islamista palestiniano Hamas declarou que a operação dos Estados Unidos e de Israel constitui um ataque directo contra toda a região, assim como contra sua segurança, estabilidade e soberania.
O governo britânico instou a evitar que a situação degenere em um conflito regional mais amplo.
Os Países Baixos apelam a todas as partes a agir com moderação e a evitar qualquer nova escalada.
Já a União Africana fez um apelo à moderação, a uma urgente desescalada e a um diálogo contínuo. Segundo advertiu o presidente da Comissão da UA, qualquer nova escalada corre o risco de agravar a instabilidade mundial, com graves consequências para os mercados de energia, a segurança alimentar e a resiliência econômica, em particular na África.
Vários outros países do mundo também reagiram ao ataque com preocupação diante dos riscos iminentes.

