A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, segue com as suas actividades de acompanhamento às comunidades afectadas por cheias e inundações e, esta segunda-feira, reiterou, na cidade de Xai-Xai, que a assistência prestada às famílias desalojadas resulta do apoio dos parceiros do Estado, sublinhando que os bens distribuídos pertencem às vítimas e apelando ao seu uso responsável, no âmbito da sua visita de trabalho à província de Gaza.
Falando à população acomodada na Escola Primária do 1.º e 2.º Graus Anexa ao Instituto de Formação de Professores, a Primeira Dama agradeceu o apoio recebido e reconheceu o impacto das cheias nas comunidades. “Vocês é que sofreram. São as vossas casas que estão debaixo de água. Por isso, tudo isto é vosso”, disse.
A Primeira-Dama detalhou os bens disponibilizados no âmbito da assistência humanitária, referindo que foram recebidas mantas, inclusive no próprio dia, bem como arroz, farinha, kits de dignidade destinados às mulheres, além de sabão, feijão e baldes.
No contacto com a população, destacou ainda o apoio alimentar e comunitário organizado no local. “Hoje reforçámos também o grupo da cozinha. Cozinhamos juntos, jantamos juntos e dançamos juntos à noite. É isso que temos vindo a fazer: servir o nosso povo, servir os nossos irmãos, porque o vosso sofrimento também é nosso”.
Justificando a sua presença no terreno, a Primeira-Dama explicou que não seria adequado permanecer em Maputo enquanto as populações enfrentam sofrimento, sublinhando que a sua deslocação visa prestar apoio directo, ouvir de perto as preocupações das comunidades afetadas e servir melhor os cidadãos.
No mesmo encontro, a Primeira-Dama apresentou a equipa que a acompanha na visita, destacando a presença das conselheiras, das esposas dos ministros e dos embaixadores, bem como de outras mulheres e voluntários que apoiaram a organização das actividades no local.
Gueta Chapo deixou um apelo à população para a preservação dos bens distribuídos. “Quero aqui apelar à população de Gaza: não troquem arroz por bebida, não troquem farinha por bebida e não vendam as mantas. Estamos juntos. Essas mantas custaram muito dinheiro aos nossos parceiros, e nem todos receberam. Vocês receberam porque nós recebemos hoje e decidimos entregar aqui”.
A Primeira-Dama reforçou a mensagem com mais um pedido, salientando a importância do uso familiar dos bens e do agradecimento solidário.

