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Portugal realiza segunda volta das eleições presidenciais neste domingo em meio a intempéries

Neste domingo, mais de 11 milhões de eleitores portugueses vão às urnas para a segunda volta das eleições presidenciais, com a missão de escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. As eleições acontecem sob a previsão de mau tempo, com chuva e ventos fortes, e o novo presidente tomará posse em 9 de março.

A disputa final é entre António José Seguro, ex-secretário-geral do Partido Socialista, apoiado por toda a esquerda e algumas figuras da direita moderada, como os ex-presidentes Aníbal Cavaco Silva e o antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes, e André Ventura, líder do Chega, partido da direita radical, que obteve o segundo maior número de votos na primeira volta.

Na primeira volta, realizada em 18 de janeiro, António José Seguro foi o mais votado, com 31,11% dos votos, seguido por André Ventura, que recebeu 23,52%. Este domingo, os portugueses têm a missão de decidir quem será o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, cujo mandato termina em março.

Na véspera da eleição, o atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, fez um apelo à participação dos cidadãos, destacando que votar é uma forma de “vencer a calamidade” gerada pelas recentes intempéries. Em uma mensagem transmitida em rede nacional, ele agradeceu à população a “resistência, coragem e determinação” diante das tragédias provocadas pelas cheias e tempestades que afetaram várias regiões do país, causando danos materiais e humanos.

Marcelo também comparou a atual situação com os desafios enfrentados durante a pandemia, quando, mesmo com hospitais lotados e o país em estado de emergência, os cidadãos não hesitaram em votar. “Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar é liberdade, é democracia, é Portugal”, afirmou o presidente.

Por sua vez, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) reiterou a importância da participação, apesar das condições climáticas adversas. A CNE sugeriu que fossem tomadas medidas, como o fornecimento de transportes públicos especiais para eleitores em áreas afetadas pela intempérie. Até o momento, sete municípios solicitaram o adiamento da votação devido às condições do tempo.

A expectativa é de que, apesar das adversidades, a eleição mobilize os portugueses para exercerem seu direito democrático.

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