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Mais de 3.000 pessoas com casas inundadas em Gaza

Pelo menos 3.000 pessoas têm as casas inundadas no distrito de Guijá, província de Gaza, devido a chuvas intensas, refere a Visão Mundial, Organização Não Governamental que monitora as acções no terreno. 

“Dados preliminares indicam que mais de 3.000 pessoas viram suas casas serem invadidas pela água das chuvas intensas que caem há mais de uma semana”, lê-se numa nota publicada este domingo pela World Vision Moçambique. 

Segundo a Visão Mundial, o número de afectados continua a aumentar, prevendo-se que as precipitações se mantenham e que as barragens da província de Gaza possam transbordar a qualquer momento, forçando as famílias a procurar refúgio em centros de acomodação.

“A localidade de Chinhacanine, no distrito de Guijá, província de Gaza, é a zona mais afectada, contando com perto de 2.000 pessoas desalojadas. Quase metade das vítimas são crianças”, refere a nota, acrescentando que, com a chegada contínua de famílias aos centros, a capacidade de assistência dos diversos intervenientes é limitada. 

A World Vision Moçambique diz ainda que prevê assistir famílias desalojadas nos próximos dias, através da distribuição de jerricãs, baldes, cobertores, purificadores de água, assim como actividades de protecção à criança, enquanto continua a mobilizar recursos adicionais.

Até a última sexta-feira, pelo menos 103 pessoas morreram e 173 mil foram afectadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, registando-se a destruição total de 1.160 casas, avançou o Governo, que decretou alerta vermelho nacional.

“No período que vai de 22 de Dezembro a 15 de Janeiro de 2026, o país registou lamentavelmente oito óbitos de compatriotas nossos, que eleva para 103 o número de óbitos de toda a época chuvosa”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no fim da sessão extraordinária para avaliar a situação.

Segundo o novo balanço do executivo moçambicano, além das mais de 173 mil pessoas afectadas, as chuvas já destruíram totalmente 1.160 casas e mais de 4.000 ficaram parcialmente inundadas, face às chuvas intensas registadas em todo o país.

A actual época de chuvas, que começou em Outubro e vai até Abril, tem sido marcada por alertas, principalmente nas zonas Centro e Sul do país, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações.

 

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