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PR homenageia Alfredo Gamito e destaca legado de patriotismo e diálogo 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, afirmou hoje, em Maputo, que Moçambique perdeu  “um grande homem” e “um patriota por excelência” com o  falecimento de Alfredo Maria de São Berard Cepeda Gamito,  destacando o seu papel determinante na edificação do Estado, na  consolidação da democracia e na promoção do diálogo nacional  inclusivo. 

Falando à imprensa, à margem das exéquias de Alfredo Gamito, o  Chefe do Estado sublinhou que o antigo governante assumiu  responsabilidades de elevado relevo desde os primeiros anos da 

independência, tendo servido o país em diferentes funções na  administração pública e no aparelho do Estado. 

“O país perdeu um grande homem. O Doutor Alfredo Gamito é um  patriota por excelência, assumiu as primeiras funções no Estado  moçambicano, ao nível da administração pública, como Secretário  do Estado do Caju, como Vice-Ministro da Agricultura, mas o nível mais  alto que atingiu ao nível do Estado foi, sem margem de dúvidas, como  Ministro da Administração Estatal”, declarou. 

Segundo o Presidente, foi nesse período que Alfredo  Gamito imprimiu uma dinâmica decisiva à função pública, com  especial enfoque nas reformas estruturais do Estado, num momento  crucial da história política e administrativa do país. 

“O país implantou as primeiras autarquias em Moçambique para que  houvesse, portanto, as primeiras eleições autárquicas de 1998 ao nível  do país e, com o seu conhecimento reconhecido ao nível da região,  também participou na implantação do sistema de descentralização  em Angola”, recordou. 

O Chefe do Estado destacou ainda o contributo de Alfredo Gamito  enquanto deputado da Assembleia da República, considerando-o  “um dos melhores deputados que este país teve”, pela bancada da  FRELIMO, com um papel relevante na liderança de várias comissões  parlamentares. 

“Foi o adjunto da comissão para a elaboração da primeira Lei Eleitoral  e, com os seus conhecimentos, foi contribuindo bastante para a  consolidação da democracia em Moçambique”, acrescentou.

Para o Presidente da República, a presença do Estado nas exéquias  representa um reconhecimento público do valor humano, político e  institucional de Alfredo Gamito, cujo percurso se pautou pela  integridade, responsabilidade e competência no exercício de funções  atribuídas por sucessivos Chefes de Estado. 

“Por isso, perdemos aqui um grande quadro, um grande patriota e  achamos que era extremamente importante marcar a nossa presença  e homenagear, em nome do povo moçambicano, este grande  homem”, afirmou, sublinhando que a sua acção se estendeu desde o  mandato do primeiro Presidente de Moçambique independente,  Samora Moisés Machel, até à sua reforma por limite de idade. 

O estadista moçambicano enfatizou que, apesar da perda  irreparável, o mais relevante para as gerações mais jovens é a  preservação do legado deixado por Alfredo Gamito, sobretudo no  que respeita à promoção do diálogo, das reformas do Estado, do  multipartidarismo, do respeito pelos direitos humanos e da  consolidação do Estado de Direito Democrático. 

“E ele foi uma das pessoas que sempre defenderam o diálogo e,  sendo uma pessoa que defendeu o diálogo, a melhor forma de  homenagearmos o Doutor Alfredo Gamito é continuarmos com o  diálogo nacional inclusivo, com a participação de todos os  moçambicanos”, concluiu o Presidente da República, reafirmando  que este caminho visa, em última instância, a melhoria das condições  de vida do povo moçambicano.

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