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Serviço Cívico é uma escola de valores patrióticos e disciplina

O Serviço Cívico de Moçambique não é apenas uma alternativa ao Serviço Militar. É uma escola de civismo, trabalho, valores patrióticos e disciplina, disse o Presidente da República.

Daniel Chapo falava neste sábado, em Montepuez, província de Cabo Delgado, no encerramento do 13º curso de instrução básica de prestadores no Centro de Instrução e Formação daquele distrito.

Segundo disse, o Serviço Cívico é uma instituição que prepara jovens para actuarem em três dimensões essenciais do nosso Estado moderno: “Desenvolvimento económico local e nacional, prestação de serviços sociais básicos e reforço da coesão e da resiliência comunitária”.

Por isso, a instituição é uma autêntica escola de valores, o motor da economia de Moçambique. “Actua com humildade, com disciplina e com resultados concretos”.

Para o Chefe do Estado, o 13º curso de instrução básica de prestadores do serviço cívico não foi apenas um treino técnico. Foi um ritual de passagem. Foi uma afirmação de carácter, um acto de patriotismo.

“Foi uma expressão elevada de dever e cidadania, uma demonstração de que a juventude moçambicana está pronta para contribuir activamente para o desenvolvimento nacional”.

Ao longo da formação, os prestadores adquiriram competências essenciais em agricultura, pecuária e construção civil. Estas áreas são mais do que sectores económicos. São os alicerces sobre os quais Moçambique está a erguer a sua independência económica, uma das grandes prioridades do Governo, no quinquénio 2025-2029.

“O Serviço Cívico está a alinhar-se com esta visão, posicionando-se numa nova trajectória institucional, ou seja, de organismo assistencial a organização produtiva, de executor de tarefas a gerador de valor e de receptor de recursos a instituição auto-sustentável. E é exactamente isso que queremos: um Serviço Cívico que produza, que inove, que sustente, que contribua para a economia nacional e para o bem-estar do nosso povo. Porém, é necessário acelerar o passo, porque este não é o tempo de andar, é tempo de todos nós corrermos”, afirmou Chapo.

O Executivo, de acordo com o Presidente da República, definiu como meta estratégica transformar o Serviço Cívico numa instituição capaz de produzir o suficiente para suprir as suas necessidades básicas, contribuir para a segurança alimentar das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, criar cadeias produtivas locais com impacto nacional junto das comunidades locais, reduzir a dependência financeira do Estado e apoiar projectos de desenvolvimento comunitário.

“Este objectivo não é apenas administrativo. É político. É económico e é patriótico. Porque um país torna-se verdadeiramente independente quando tem instituições fortes, produtivas e eficientes para promover o desenvolvimento sustentável”.

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