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Trio procura confirmar presença no Moçambola 2026

Maxaquene, Liga Desportiva da Beira e Desportivo de Pemba tem a oportunidade de garantir a sua qualificação ao Moçambola do próximo ano, devendo para o efeito vencer nos jogos que tem este sábado, na segunda mão da finalíssima. As três equipas venceram por números magros e deixaram em aberto a decisão final da qualificação.

Três equipas, três zonas do país, mesmo objectivo: a qualificação à maior prova futebolística do país, o Moçambola, na sua versão 2026.

O Maxaquene, pela zona sul, tem a dura missão de travar os intentos do Estrela Vermelha de Maputo, na finalíssima da capital do país, que quer virar o resultado e chamar a si o apuramento para o campeonato nacional de futebol do próximo ano.

O resultado tangencial de 2-1, conseguido na primeira mão e a muito custo, graças a uma reviravolta alcançada no último minuto pela cabeça do veterano e decano Chico Mioche, deu uma ligeira vantagem aos maxacas, mas sabem que os “alaranjados” tem tudo para virar o resultado, tal como demostraram no jogo do passado sábado.

Aliás, o treinador do Estrela Vermelha, Caló, garantiu que iria trabalhar a equipa para fazer frente aos “tricolores” e procurar reverter a eliminatória desfavorável. O facto é que o Estrela Vermelha está há mais tempo na “segundona” do que o Maxaquene e quer, por isso, puxar para si o regresso na próxima edição, mas os “tricolores” é que mais procuram o regresso, tendo, inclusive, falhado por duas vezes.

Basta recordar que nos três jogos até aqui disputados entre as duas equipas esta temporada, nomeadamente para as duas voltas do Campeonato da Cidade e para a primeira mão da finalíssima, o Maxaquene mostrou sua grandeza e domínio, vencendo os todos os jogos.

Sábado, no campo do Costa do Sol, será a doer para as duas equipas, com o resultado a ser incógnita, apesar das três vitórias conseguidas pelos maxacas esta temporada.

Na zona centro, por seu turno, a Liga Desportiva da Beira está em vantagem, mas magra, e em mais um frente-a-frente com o FC da Beira, a relva sintéctica do Municipal da Munhava vai levantar. 

É que a vantagem de 1-0 que a Liga Desportiva de Sofala leva para a segunda mão da finalíssima é bastante traiçoeira, se tivermos em conta que o FC da Beira também quer chegar ao Moçambola no próximo ano. O treinador do FC da Beira queixou-se da prestação da equipa de arbitragem e pediu maior rigor dos juízes que vão estar em frente do jogo para que o resultado seja o mais justo.

A liga Desportiva de Sofala já perdeu três finalíssimas nos últimos anos, nomeadamente para o Textáfrica, Ferroviário de Quelimane e Chingale de Tete.

Finalmente no norte, o Desportivo de Pemba está em melhores condições de garantir a passagem, ainda que tenha vencido de forma tangencial na primeira mão, por 2-1 à Associação Desportiva de Pemba.

É que os “alvi-negros” de Pemba, que procuram o regresso ao Moçambola depois de muitos anos fora do convívio dos grandes, continuam a fazer uma campanha frenética, desde o ano passado, mesmo onde perderam a finalíssima para o Desportivo de Nacala, mas também pela excelente campanha que vem fazendo na Taça de Moçambique, desta vez representando a zona norte na final four.

O Desportivo de Pemba é, claramente, favorito, em função da sua performance, mas terá que provar dentro das quatro linhas a sua supremacia, sob pena de voltar a sucumbir na praia, tal como no ano passado.

Estas três equipas procuram substituir no Moçambola 2026 as três equipas que serão despromovidas este ano, com o Desportivo da Matola e o Desportivo de Nacala a serem os que estão cada vez mais afundados, procurando-se ainda a terceira equipa que resiste entre os que estão na corda bamba, dentre eles o Textáfrica de Chimoio, Chingale de Tete e Associação Desportiva de Vilankulo.

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