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Governador de Cabo Delgado quer o grupo armado no Diálogo Nacional Inclusivo

O governador de Cabo Delgado manifestou a vontade de ver o grupo armado a participar no Diálogo Nacional Inclusivo que é visto como uma oportunidade ímpar para por fim ao terrorismo na província. A intenção foi apresentada na aldeia Quelimane, em Mocímboa da Praia, um dos distritos mais afectados pelo terrorismo.

“Agora temos a oportunidade com esse Diálogo Nacional Inclusivo  de trazermos aqui para vermos onde está o problema. Se há quem se acha que está ferido com alguma coisa, então é o momento de haver esse diálogo nacional, em que todos moçambicanos, se forem moçambicanos, tragam esses assuntos à mesa para serem compreendidos e se encontramos um meio para que todos estejamos unidos, todos estejamos a falar de Moçambique em Desenvolvimento e todos possamos nos sentir como moçambicanos. E se são estrangeiros, então aí vamos descobrir que a situação que está acontecer no nosso país, e aqui  na nossa província em particular,  não é com moçambicanos, é com estrangeiros. Então aí o tratamento também vai ser outro, mas sempre convidando para poderem vir à mesa para ouvirmos para deixarem de pôr a nossa população em sofrimento”, apelou Valige Tauabo, governador de Cabo Delgado.

Além de assassinatos e destruição de bens públicos e privados, o governador de Cabo Delgado mostrou-se preocupado com o grupo armado por supostamente estar a obrigar as pessoas a seguirem o Islão.

“Temos a nossa constituição e todos aqueles que têm as suas religiões diferentes cabem neste país. Cada um exerce a sua religião a vontade e nunca houve problema. Isso não é de agora, vem desde a independência e nunca tivemos problemas. Cada religião tem a sua forma de convidar crentes ou seguidores e nunca foi problema, mas hoje quando se traz uma outra forma então traz-nos uma instabilidade”, criticou dirigente.

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