Reduziu em cerca de 19% o número de mortes de moçambicanos vítimas de HIV/SIDA, nos últimos 8 anos. Apesar desta redução, a doença continua um problema de saúde pública em Moçambique, que precisa de muita atenção, segundo o Presidente da República.
O mundo celebra neste domingo, 1 de Dezembro, o dia de luta contra o HIV/Sida, num cenário em que a doença continua a ceifar vidas, sobretudo de jovens.
Dentre as várias estratégias adoptadas pelo governo e sociedade civil, a introdução, em 2020, do auto-teste de HIV tem contribuído para a redução do número de mortes.
“É importante fazer referência à diminuição de 19% das mortes relacionadas com SIDA na população em geral, tendo passado de 54 mil em 2015 para 44 mil em 2023. Contudo, ainda estamos a perder muitos compatriotas nesta batalha. Mortes que podem ser evitadas.
Uma das formas encontradas pelo Governo, de acordo com o Chefe de estado foram:
“Desde 2016, implementamos de forma faseada a abordagem testar e iniciar em 20 distritos, tendo até dezembro de 2018 alcançado todos os distritos do país. Aumentou em mais de cinco vezes o número de beneficiários da profilaxia pré-exposição, ou seja, de 19 mil em 2020 para 118 mil até junho deste ano. O número de testes realizados aumentou em 77%, ou seja, de 6.630.337 em 2015 para 11.723.062 em 2023”.
E mais. Na sua mensagem por ocasiao da data, Nyusi diz que aumentou o número de pessoas vivendo com HIV em tratamento antirretroviral de 802.659 em 2015, passando para 1.944.204 até junho de 2024”.
“O país passou de uma cobertura de 41% para 80%. As novas infecções pelo HIV na população em geral reduziram, tendo passado de 143 mil em 2015 para 81 mil em 2023. O mesmo aconteceu com o número de novas infecções pelo HIV em crianças dos 0 aos 14 anos, que passaram de 19 mil em 2015 para 12 mil em 2023.
Apesar dos dados animadores, o HIV/Sida, de acordo com o Chefe de Estado, continua um problema de saúde pública que exige o envolvimento de todos para a sua erradicação.
“Acelerar a redução do número de novas infecções. 2 – Reduzir as mortes. 3 – Alargar a cobertura do tratamento antirretroviral, 4 – Reduzir os níveis inaceitáveis de estigma e discriminação, entre outras. Neste dia de reflexão, apelamos a todas as entidades públicas e privadas nacionais, organizações religiosas e não governamentais, para que continuem a complementar o esforço do governo, nesta luta que é de todos nós, porque a sustentabilidade da resposta depende dos esforços nacionais”.
Este ano, a data é celebrada sob o lema “seja solidário, diga não ao estigma e a discriminacao”, pois há um entendimento de que o estigma é uma das causas da não adesão ao tratamento.