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União Africana: Moçambique vai defender diálogo para fim do conflito na RDC 

Moçambique vai defender, na União Africana, o diálogo para resolução do conflito na República Democrática do Congo e solidariedade para com as Nações que querem ser reparadas pelas consequência do colonialismo e do apartheid. A Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo inicia amanhã e termina domingo. 

A capital política africana, Addis Abeba, volta aos holofotes este sábado e domingo, com a presença na Sede da União Africana dos Chefes de Estado e de Governo dos 54 países que fazem o continente. 

A 38ª Sessão da Assembleia Geral da União Africana vai marcar a participação, pela primeira vez, de Daniel Chapo, enquanto Presidente da República de Moçambique, daí que terá a oportunidade de discursar na plenária. O tema central desta edição tem a ver com justiça e compensação devido ao colonialismo. 

O movimento nascido em algumas antigas colónias francesas, ganha agora dimensão continental, ao ter sido eleito com o lema da reunião de 2025. Mas compensação pelo passado colonial não é para Moçambique uma prioridade. 

A cúpula não vai deixar de lado o tema da segurança no continente, particularmente num contexto de preocupação crescente em torno do conflito na República Democrática do Congo. A Chefe da Diplomacia Moçambicana vê neste encontro uma oportunidade para o reforço dos entendimentos já alcançados em torno do problema da RDC.

O encontro dos Chefes de Estado foi antecedido de reuniões do Conselho de Ministros da União Africana e do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, num contexto em que Moçambique vai iniciar a produção do seu próximo relatório, que será avaliado pelos seus pares. 

Esta será para Moçambique, também, uma oportunidade de criar corredores diplomáticos, até porque já são quase certos encontros que Daniel Chapo poderá manter com o SG das Nações Unidas, António Guterres e o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento.

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