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Três menores morrem arrastados pelas águas em Chibuto 

Três menores, com idades entre 2 e 6 anos, morreram, no distrito de Chibuto, vítimas das cheias e inundações. As crianças foram arrastadas pela fúria das águas, quando tentavam pescar, nas zonas baixas de chaimite. Ainda em Gaza, sobe para mais de 50 mil, o número de famílias sitiadas, que precisam de assistência humanitária.

Com idades entre 2 e 6 anos, os menores foram surpreendidos e arrastados pela forte corrente das águas, quando tentavam pescar na zona da Coca-Missava, baixa de Chibuto. O socorro chegou, mas já era tarde demais.

“As pessoas pescam, por fome. Estão à procura do caril. Não temos como”, queixou-se Mariana João, residente da Coca-Missava em Chibuto. 

Na zona de Chaimite, outra morta, uma menor de 4 anos de idade escorregou de um ponto alto, e projectou-se numa forte carga de água de 5 metros de altura. Há também outras duas mulheres desaparecidas,  segundo confirmou a Administradora de Chibuto.

“Há uma criança que desapareceu ontem de 2 anos e seis meses, foi arrastada pelas águas. São duas pessoas que desapareceram e, até este momento, não temos a confirmação. Também temos três crianças, que morreram nas águas. Temos ainda os crocodilos, que se expandiram por todo o lado”, disse Cacilda Banzé, Administradora de Chibuto.  

Há relatos, quase diários, de desaparecidos, além de vários pontos em iminente corte na baixa de Chibuto, mas a população, em particular, enfrenta riscos em busca de comida.

“Sim, enfrentamos o drama da fome, por isso, estamos aqui para conseguir alguma coisa para comer”, disse Ricardo Joias, residente da Baixa de Chibuto. 

A administradora, Cacilda Banze, fala de reforço de medidas compulsivas, entretanto, a população continua irredutível.

Em Chibuto, a situação continua crítica, com milhares de famílias cercadas isoladas, sem alimentos, água e medicamentos há mais dois dias. Pescadores mostram-se preocupados com a redução das operações de resgate, apontando para locais onde a ajuda já não chega, como o exemplo de Macalawane, onde muita gente precisa de ajuda.

Autoridades avançam que há mais 38 mil pessoas que continuam acolhidas e mais de 8 mil resgatadas nos últimos 25 dias em Gaza.

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