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O País – A verdade como notícia

Sudão critica EUA por não concederem visto ao chefe do Exército

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Sudão, Mohieldin Salim Ahmed Ibrahim, criticou os Estados Unidos por não terem concedido visto ao chefe do Exército sudanês, general Abdel-Fattah Burhan, para participar na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Durante uma intervenção na Assembleia Geral, Ibrahim acusou o país anfitrião de impedir a participação de Burhan no segmento de alto nível do encontro, ao não emitir o visto necessário. “o país anfitrião impediu isso ao não emitir o visto apropriado para que Sua Excelência participasse do segmento de alto nível”, afirmou o governante.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, os Estados Unidos terão retido o visto de Burhan na sequência de divergências relacionadas com uma proposta de cessar-fogo destinada a pôr termo à guerra entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar envolvido no conflito.

Na mesma intervenção, o Ministro dos Negócios Estrangeiros sudanês apelou ao fim do fornecimento de armas, munições e combatentes estrangeiros às partes envolvidas no conflito. Ibrahim defendeu ainda que as armas devem permanecer exclusivamente sob controlo do Estado.

“A solução justa no Sudão, que garanta que o conflito não reacenda, exige a interrupção das contínuas intervenções estrangeiras”, afirmou.

O governante defendeu igualmente o desarmamento das forças paramilitares, considerando necessário garantir que o armamento permaneça sob controlo estatal.

O Sudão está mergulhado numa guerra entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido desde Abril de 2023. O conflito provocou uma grave crise humanitária e obrigou milhões de pessoas a abandonar as suas casas.

Uma investigação apoiada pelas Nações Unidas, realizada este mês, concluiu que redes de apoio estrangeiras têm fornecido combatentes, armas e tecnologia militar, contribuindo para a continuidade do conflito.

 

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