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Sofala registou 21 óbitos por desnutrição crónica até Maio

Segundo Bélio António, chefe de saúde pública na província de Sofala, citado pela Lusa, as mortes, registadas entre Janeiro e Maio, estão principalmente associadas à falta de aleitamento materno, gestão deficiente de alimentos e sua indisponibilidade, além de doenças como o VIH e tuberculose, “A chegada tardia na unidade sanitária [também] condiciona ou faz com que possamos ter esses óbitos”, acrescentou o responsável, citado hoje pela televisão pública.

Segundo o chefe de saúde pública, Sofala registou mais de 5.000 casos de desnutrição, até maio, com a maior parte dos pacientes recebidos no Hospital Central da Beira, unidade de referência.

“Os casos saem dos distritos numa condição muito crítica”, apontou Bélio António.

Em Maio, organizações da sociedade civil moçambicana alertaram que o investimento público em nutrição e segurança alimentar continua abaixo das necessidades do país, pedindo reforço das verbas do Orçamento do Estado para combater os elevados índices de desnutrição.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou, também em maio, que Moçambique enfrenta uma crise nutricional de “grande magnitude”, estimando que cerca de 100 mil crianças menores de 5 anos vão precisar de tratamento para desnutrição aguda grave este ano.

“Moçambique enfrenta uma crise nutricional de grande magnitude, com uma das taxas mais altas de desnutrição na África subsaariana. A desnutrição aguda continua crítica, com 4% das crianças afectadas, incluindo casos graves, que representam risco imediato de mortalidade”, refere aquela agência das Nações Unidas, num comunicado a que a Lusa teve acesso.

Segundo o UNICEF, enquanto cerca de 100 mil crianças menores de cinco anos vão necessitar de tratamento para a desnutrição aguda grave este ano, os cortes de financiamento na ajuda ao desenvolvimento têm impactado directamente a capacidade de providenciar os suplementos, medicamentos e meios logísticos para o aprovisionamento dos serviços essenciais de nutrição e saúde para os mais afectados.

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