Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A Inspecção Provincial de Saúde em Inhambane está a investigar o que terá acontecido com a mulher que deu à luz a um nado morto no Hospital Rural de Chicuque, na Cidade da Maxixe em Inhambane.

O director clínico daquela unidade sanitária diz que ainda é prematuro avançar com qualquer posicionamento sobre o caso.

Um dia depois de o nosso jornal ter denunciado o caso de uma mulher que saiu transferida de Panda, deu à luz a um nado morto, 40 horas depois de ter chegado ao Hospital, uma equipa da Inspecção Provincial de Saúde foi ao terreno para apurar os factos.

O director clínico desta unidade sanitária diz que é prematuro avançar com qualquer posicionamento, por ser um assunto que está ainda sob investigação.

Sobre o facto de a mulher alegar que a morte do bebé foi pela demora na cesariana, Micail Julaya esclarece que nem sempre a cirurgia é a melhor saída.

O director clínico do Hospital Rural de Chicuque diz que depois que forem esclarecidos todos os factos, a unidade sanitária poderá pronunciar-se pronunciar.

Centenas de famílias dos bairros Chingodzi e Samora Machel, em Tete, podem ficar sem as suas casas, devido à erosão acentuada dos solos. Os moradores acusam a edilidade de nada estar a fazer para resolver a situação.

A erosão é um problema antigo na cidade de Tete e, a cada dia que passa, a situação tende a piorar. Os bairros Chingodzi e Samora Machel são exemplos disso, com várias casas e postes de energia prestes a desabar e vias de acesso interrompidas devido ao fenómeno. Os residentes consideram a situação grave.

José Lavomour Jombo vive no bairro Samora Machel há catorze anos. Explica que a situação piora na época chuvosa, aliada à extracção de areia para a produção de tijolos e construção de casas. Acrescenta que a  maior parte  dos moradores tenta resolver o problema com os seus próprios recursos.

Bairros vizinhos, como Mateus Sansão Muthemba e Francisco Manyanga, também enfrentam desafios semelhantes e estão sob ameaça devido a alagamentos frequentes de quintais e vias de acesso durante as chuvas. Os residentes acusam a edilidade de nada estar a fazer para resolver o problema.

Curiosamente, a edilidade, através do projecto denominado Casa de Banho Verde, financiado pelo Banco Mundial,  está a construir, nas áreas afectadas pela erosão, sanitários para as famílias cujas casas correm risco de desabar.

Está proibida a importação, venda e manuseio de objetos pirotécnicos, desde o dia 09 de Dezembro corrente, entretanto a informação foi tornada pública na última segunda-feira dia 16 e é proveniente do Ministério da Indústria e Comércio. 

Segundo o documento da Autoridade tributária posto a circular e que era destinado aos funcionários das alfândegas, despachantes aduaneiros e agentes económicos a 

proibição do uso de objectos pirotécnico nesta quadra festiva 2024-2025 deve-se ao facto de estes representarem “um risco a saúde pública”. 

Ainda assim, no mercado Xipamanine, no centro da cidade de Maputo, por todo canto há estes produtos a serem comercializados, de todos os gostos e bolsos e para os comerciantes a decisão é “absurda e chega fora de hora”, como defende Jossias, nome fictício de uma das fontes. 

“ Eu tenho este produto deste Setembro, quando mandei vir da África do Sul, passou pela fronteira, paguei os impostos que devia pagar e agora faltando menos de duas semanas para as festas é que dão esta informação?! O que vou fazer com este todo o produto que tenho aqui?!”.

Jossias, contou ao “O País” que além do produto que tem exposto tem outro já a caminho de Moçambique avaliado em pouco mais de 100 mil meticais e não sabe se este poderá passar pela fronteira, pelo que, já prevê enormes prejuízos. 

Ana, também nome fictício de outra vendedora que não quis se identificar fala de prejuízos e questiona os motivos de só hoje, as autoridades “perceberem que os objectos pirotécnicos fazem mal a saúde”, o que para si tal justificação não parece real.  

“ Não é justo. E nós admiramos quando a Autoridade Tributária vem invocar questões de saúde, nós pensamos que quem cuida da saúde é o Ministério da Saúde e eles deviam nos explicar e informar as coisas como devem ser”, reclamou. 

Muitos dos nossos entrevistados não tinham conhecimento da proibição e entre eles Samuel Tovela que  saiu de Namaacha e queria comprar “paixões” para revender. Por conta da situação, e por receio decidiu mudar de ideia e procurar outros produtos para vender nesta altura do ano. 

Já Milton Manuel, que vende, no Xipamanine afirmou que mesmo com a proibição não irá parar de vender pois tem muito produto no stock e não quer sair no prejuízo. 

“Temos este produto há mais de três meses e só hoje chega esta informação. Não vamos recuar, vamos vender, porque não queremos ter prejuízos e ninguém vai repor o nosso dinheiro”, disse, indignado. 

Por sua vez, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas diz que está a fiscalizar de modo a que esses objectos não sejam comercializados. Tomás Timbane diz que não serão tolerados casos de desobediência e sem avançar quais, explicou que medidas “correspondentes serão tomadas”. 

Esta é a primeira vez que no país há intgerdicao igual antes a proibicao era apenas para a província de Cabo Delgado por conta do terrorismo.

Alfabetizadores de adultos amotinaram-se, hoje, na cidade da Beira, defronte do sector da Educação, para reivindicar o pagamento de  subsídios em atraso de três anos e prometeram não colaborar com as autoridades sem dinheiro.

Mais de uma centena de alfabetizadores, que são os profissionais que ensinam a ler e escrever a crianças, jovens e adultos, que trabalham na cidade da Beira não estão sem auferir os seus subsídios desde 2022. Nesta quarta-feira, os mesmos decidiram manifestar-se defronte do edifício onde funciona o sector de educação na cidade da Beira como forma de pressionar as autoridades a pagar o que lhes deve.

Segundo eles, o Estado deve a cada um cerca de 100 mil meticais. 

O Serviço distrital de educação, Juventude e tecnologia da Beira, não quis prestar declarações à imprensa em relação ao assunto.

Ainda na cidade da Beira e no mesmo sector, uma semana após terem anunciado o boicote de exames do ensino médio, para reivindicar horas extras em atraso de três anos, os professores da Escola Secundária da Manga já receberam parte dos subsídios e a correcção dos exames está a decorrer normalmente.

O sector de Educação na cidade da Beira não quis igualmente prestar declarações sobre o processo de pagamento das horas extras dos professores no Chiveve 

O número de mortes em consequência do ciclone “Chido” subiu de 45 para 50, nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado. Há também uma pessoa desaparecida. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a maior parte dos óbitos aconteceu em Mecufi, na província de Cabo Delgado, onde o impacto do ciclone Chido foi maior.

O número de pessoas feridas também aumentou de 319 para 493. No total, cerca de 182 mil pessoas foram afectadas pelo fenómeno, o que corresponde a aproximadamente 36 mil famílias.

No distrito de Mecufi, em Cabo Delgado, é onde houve maior número de danos, tendo sido destruídas diversas infra-estruturas, devido à passagem do ciclone tropical Chido. 

Só em Mecufi, setenta e cinco mil pessoas foram afectadas.

De acordo com o INGD, mais de 23 500 casas foram completamente destruídas e outras mais de 11 700 parcialmente danificadas, nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

O INGD diz que aumentaram, também, as unidades sanitárias destruídas, de 34 para 48. 

Foram contabilizadas 598 salas de aula destruídas e 149 escolas afectadas. A situação colocou 15 429 alunos e 224 professores em situação de vulnerabilidade.

Um total de 12 276 casas foram parcialmente destruídas e outras 23 931 foram completamente deitadas abaixo.

As autoridades continuam no terreno. Em Mecufi, por exemplo, à medida que as buscas prosseguem aumentam, igualmente, as necessidades de abrigo, comida e água potável. 

 

O Provedor de Justiça, Isaque Chande, afirma que a onda de manifestações registada no país é violenta e está longe de ser pacífica. Isaque Chande diz ainda que a violência policial pode ser fruto da acção dos protestatários, que em diversas situações, procuram medir forças com as autoridades.

Apesar de defender o direito à manifestação, plasmado na constituição, Isaque Chande diz que os manifestantes têm atentado contra a ordem e segurança públicas. Sob seu ponto de vista, as manifestações não podem implicar a morte de civis e polícias. Por isso, chama a atenção para que o controlo dos ânimos seja em ambas partes

“O comportamento dos manifestantes provocou a ira da polícia, e pela maneira como as mesmas estão a desenrolar, deixaram de ser pacíficas”, acusou o provedor

Falando em uma conferência de imprensa, da qual fez também parte a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Comissão Central de Ética Pública, o provedor de justiça disse que a instituição que dirige recebeu, desde o início das manifestações, três processos que já foram encaminhados à polícia e ao ministério do interior, para os devidos seguimentos

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos, por sua vez, lamentou o nível de violência desde o início das manifestações.

 

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários disponibilizou quatro milhões de dólares, para assistência às vítimas do ciclone Chido, em Moçambique. 

“O coordenador de ajuda de emergência atribuiu quatro milhões de dólares a Moçambique, para apoiar a resposta humanitária rápida”, lê-se num documento do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), de atualização de dados do impacto do ciclone Chido em Moçambique, citado por Lusa. 

O mesmo documento refere que foi enviada uma equipa, liderada pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastre (INGD), para os distritos afectados pelo ciclone, para fazer o levantamento do número de pessoas afectadas e das principais necessidades da população. 

A organização World Vision Moçambique também anunciou que vai prestar assistência a 75 mil pessoas afectadas pelo ciclone, no norte de Moçambique, particularmente crianças, um apoio estimado em 1,2 milhão de dólares

O secretário de Estado na província de Tete, Rolinho Farnela, apela a população a abandonar as zonas de risco, face às previsões do Instituto Nacional de Meteorologia  que indicam a ocorrência de ventos fortes e chuvas fracas a moderados em dois distritos daquela província.

O ciclone Chido enfraqueceu e saiu do país para o vizinho zimbabwe. Apesar de o fenómeno não constituir perigo para o canal de Moçambique, o INAM prevê a ocorrência de ventos e chuvas fracas a moderadas na província de Tete. Neste sentido, o secretário de estado em Tete, Rolinho Farnela, apela a população a abandonar as zonas de risco de inundações e a estar atenta às informações meteorológicas.

Rolinho Farnela explica que, na sequência dos ventos fortes e chuvas provocadas pela tempestade tropical Chido na zona norte, alguns distritos do norte da província de Tete ficaram afectados, mas assegura que o impacto do fenômeno foi muito baixo.

Farnela falava nesta terça-feira, durante uma visita de trabalho à empresa Vulcan Moçambique, no âmbito do incêndio ocorrido numa área de processamento de carvão mineral, na mina de Moatize , na tarde de sábado. De acordo com os gestores da empresa, o incidente não afectou a produção interna.

O Conselho Municipal da Maxixe diz que vai usar meios próprios para demolir o edifício construído na praia sem autorização das autoridades. As autoridades chegaram a notificar o proprietário do edifício para, voluntariamente, demolir o edifício, entretanto o mesmo recusou-se.

Trata-se de um edifício projectado para um hotel e que foi construído na praia há mais de 15 anos, sem autorização das autoridades.

Em Maio deste ano a edilidade notificou o proprietário do edifício para proceder a demolição do mesmo, acto que não aconteceu. O edil da Maxixe diz que o edifício deve ir abaixo e que o Município vai demolir por conta própria 

Issufo Francisco falava à imprensa depois de entregar fontes de água a comunidades de dois bairros da cidade da Maxixe, construídos com fundos da edilidade.

A entrega das fontes de água coloca fim ao sofrimento da comunidade, que era obrigada a usar água imprópria para o consumo.

+ LIDAS

Siga nos