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O País – A verdade como notícia

O Município de Chimoio acaba de instalar câmeras de vigilância na cidade. A medida, segundo João Ferreira, vai ajudar as autoridades policiais a combater a criminalidade. Numa primeira fase as câmeras estão instaladas no centro urbano, mas os munícipes querem que sejam instaladas nos bairros periféricos. 

Uma média de cinco pessoas são atacadas diariamente por malfeitores na cidade de Chimoio. O município diz que não está alheio a essa preocupação que coloca em causa a segurança. Por isso, investiu em câmeras de vigilância para identificar os que semeiam terror na cidade.

Ferreira diz que as autoridades que administram a justiça podem desde já solicitar ao município imagens para esclarecer possíveis casos criminais em áreas onde estão instaladas as câmaras. Aliás, o edil diz estar aberto a instalar plataformas de visualização de imagens em algumas instalações.

Os munícipes louvam a medida, mas querem que a edilidade instale mais câmaras nos bairros periféricos, onde tem sido principal palco de crimes.

Um cidadão de nacionalidade bengalesa foi sequestrado no distrito de Muecate, na província de Nampula, e um dos suspeitos foi morto  por populares.

É mais um capítulo de sequestro que envolve um cidadão de nacionalidade bengali, ocorrido por volta das 18 horas do dia  1 de Janeiro do corrente ano, no distrito de Muecate, na província de Nampula.

No episódio que se confunde com um filme de acção, o grupo composto por  sete elementos teria entrado no estabelecimento comercial do cidadão bengali e levado para uma parte incerta e momentos depois, a população enfurecida partiu para  justiça pelas próprias mãos, tendo tirado a vida de um dos suspeitos.

O “O País” sabe que um dos  suspeitos do grupo, por sinal motorista, já se encontra detido nas celas da primeira esquadra e diz que participou  de acção criminal a convite do seu cobrador  que está foragido.

Apesar de não ter sido apresentado, a polícia assegura que o cidadão bengali já foi localizado e já está no convívio familiar.

Ainda este sábado, a PRM apresentou uma senhora acusada de mandar seu filho roubar dinheiro do avô, resultante da venda de um terreno algures na cidade de Nampula.

Associação Nacional dos Professores diz que não é correto responsabilizar o professor pelos maus resultados da 9ª classe. A ANAPRO aconselha o Ministério a rever o investimento que faz na Educação para evitar culpabilizar os professores.  

A Associação Nacional dos Professores reagiu à entrevista do porta-voz do ministério da educação, na qual responsabiliza os professores pelo desempenho negativo de alunos no exame da nona classe. 

“Aqueles pronunciamentos são inaceitáveis. Não é correcto culpar os professores pelas reprovações. Não é o professor que criou turmas com mais de 100 alunos, não é o professor que decidiu que devia dar aulas debaixo da sombra, não foi o professor que criou condições para que não haja livro para o aluno. Então, essas culpas são culpas do Ministério da Educação. Culpabilizar o professor por essas reprovações é fugir das responsabilidades, é tentar ocultar a verdade de que a responsabilidade de prover uma educação de qualidade é exclusivamente do Governo”, disse Carlos Muhate  representante da ANAPRO, acrescentando que os resultados mostram um colapso da Educação. 

Os professores também estão preocupados com a decisão do ministério da educação de substituir o curso noturno pelo ensino à distância, uma decisão tornada pública por um despacho do ministério da educação e cultura a 31 de Dezembro. 

“A suspensão do curso nocturno para substituir pelo ensino a distância é para, mais uma vez, afundar o ensino. Se um aluno, no ensino presencial, tem dificuldades, imaginemos no ensino a distância, as coisas vão piorar. Estamos a formar analfabetos, é uma distribuição de certificados. Há pessoas que não valem aquilo que o certificado diz. O ensino a distância não é nada, é uma mera distribuição de certificados. Não estudam aqueles indivíduos”, afirmou Muhate. 

Segundo o governo, o fim do ensino noturno presencial a partir do ano lectivo 2026, substituindo-o pelo ensino a distância, ou semi-presencial, visa optimizar recursos que o Estado alega gastar com o pagamento de horas extraordinárias.

As praias da Macaneta, em Marracuene, e da Costa do Sol, em Maputo, registaram grande afluência de banhistas, durante a transição do ano, obrigando ao reforço da vigilância e da segurança. Entretanto, depois do lazer, persiste um problema comum: o lixo deixado na areia, que ameaça o ambiente, a segurança dos utentes e a imagem turística do país.

Nos últimos tempos, a praia da Macaneta, no município de Marracuene, e a Costa do Sol, na cidade de Maputo, registam grande afluência de banhistas durante o tempo quente e durante a quadra festiva. No entanto, há incidentes de afogamentos. 

“Aqui, na praia de Macaneta, eu posso dizer que teve um recorde, onde, no mês de Dezembro, tivemos, aproximadamente, 11 afogamentos e, em todos eles, ninguém foi salvo. Numa semana, chegamos a ter três afogamentos de uma única vez, então, a seguerança era daquelas muito pobres”, disse Rafael Matsuve, Chefe do Posto administrativo da Macaneta. 

A situação  levou as autoridades locais a reforçar significativamente as condições de segurança e vigilância no local. Ao longo da orla, torres elevadas servem de ponto de observação. 

“Nós temos aqui, uma iniciativa que é o controlo da nossa praia que é o controlo dos banhistas, pois, se forem a ver, temos aqui umas torres, onde deixamos um nadador salva vidas, para poder controlar como os banhistas se comportam”, explicou o Chefe do Posto administrativo da Macaneta. 

Lá no alto, nadadores-salvadores acompanham cada movimento no mar e na areia, atentos ao comportamento dos banhistas e prontos para agir em caso de perigo.

No apoio à vigilância, o Município de Marracuene dispõe de meios de salvamento que permitem uma resposta rápida e que facilitam a intervenção em situações de enchentes ou emergência.

Fora da água, a prevenção continua. Kits de primeiros socorros garantem o atendimento imediato às vítimas resgatadas, numa fase crucial antes da chegada ao hospital.

O objetivo é claro: reduzir riscos, salvar vidas e garantir que a ida à praia não termine em tragédia.

Já na praia da Costa do Sol, na Cidade de Maputo, o município diz não dispor de meios próprios de mergulho e salvamento, no entanto, a segurança dos utentes da praia é assegurada através da coordenação com várias entidades.

“A edilidade em si, o Conselho Municipal, não dispõe de meios próprios para essa actividade de mergulho, ou seja, de busca e salvação das pessoas, utentes da praia em caso de necessidade, mas, porque nós estamos coordenados, a nossa acção, a nossa intervenção na praia não é isolada, nós estamos coordenados [com outras entidades], como referiu, e também com o corpo de salvação pública”, avançou Leonel Matsumano, Director Municipal de Turismo.

Segundo o município, ao longo da extensão da praia, desde a Costa do Sol até à zona da Miramar, foram identificados locais considerados perigosos para o mergulho.

Enquanto as praias se organizam para garantir segurança e acolher novas atividades económicas, há um problema persistente: o comportamento dos frequentadores e o impacto ambiental deixado após os momentos de lazer.

Do aglomerado de banhistas que procuravam celebrar a transição do ano ficou muito lixo na praia da Costa do Sol. No asfalto, amontoado nas árvores e na areia via-se lixo por todo o canto, depois da noite de transição para 2026. 

O lugar de lazer destinado aos banhistas foi preenchido por garrafas partidas, sacos plásticos, papelão e restos de comida.

Entre os resíduos sólidos, as garrafas partidas de vidro eram as que mais se viam. 

No segundo dia do ano, eram visíveis grupos de jovens consumiam bebidas alcoólicas diretamente na praia, de forma aberta e aparentemente normalizada.

Em vários pontos da praia, observavam-se vendedores informais a comercializar bebidas alcoólicas, que eram consumidas no próprio local.

A praia da Costa do Sol não é a única, na Macaneta a realidade é quase a mesma. 

O Município de Maputo apela à responsabilidade dos frequentadores da praia quanto à gestão do lixo produzido. 

Para o ambientalista Rui Silva é preciso uma mudança do comportamento em relação ao ambiente.

“Eu tenho a certeza absoluta que posso ir a casa de qualquer pessoa e não vou ver o seu quintal com resíduos mal descartados. Portanto, se temos essa preocupação de manter o nosso espaço privado limpo [devemos fazer o mesmo com o espaço público]”, disse.

Para além do impacto ambiental, os resíduos representam um perigo real para quem frequenta a praia. 

“Mas, porque fundamentalmente, a praia é um lugar de lazer, é um lugar onde as famílias gostam de levar as suas crianças e está-se a transformar num local de perigo, num local onde muitas crianças e adultos são levados ao Hospital, vítimas de corte e até ferimentos graves”, acrescentou Rui Silva.  

O ambientalista, Rui Silva, lembra ainda que o consumo de álcool nas praias não é permitido.

De acordo com o ambientalista o mal uso das praias não só causa má imagem para o país como também afecta o sector do turismo. 

Cinco membros da mesma família morreram carbonizados numa residência na localidade de Maraca, distrito de Mogovolas, em Nampula. O incidente ocorreu após a residência ter pegado fogo, devido a um curto circuito provocado pelo carregamento de uma bateria. O Serviço Nacional de Salvação Pública em Nampula diz que a zona é de difícil acesso devido aos recentes confrontos entre a Polícia e garimpeiros.

Abílio Chinai, porta-voz do SENSAP em Nampula, diz que ainda não se tem informações exaustivas sobre o que realmente terá acontecido, mas se sabe que uma das vítimas é um cidadão que fazia a venda de combustível clandestino. 

“A informação que nós temos agora é que se trata de um cidadão que fazia a venda de combustível clandestino, e ele pegou numa das suas baterias e acabou amarrando para fazer o carregamento através do painel solar. Também percebemos que a bateria e o painel estavam próximos dos galões de combustível”, avançou o porta-voz. 

Chinai reiterou o apelo aos motoristas para que desliguem os motores de sua viatura quando estiverem em bombas de combustível, de forma a evitar situações da mesma natureza. 

 

O Hospital Provincial de Tete registou a entrada de cerca de 19 pacientes, vítimas de acidentes de viação, durante a passagem de ano. Ainda assim, a Polícia garante que o período festivo decorreu de forma calma e ordeira, sem registo de crimes de grande relevância na província.

A passagem de ano decorreu de forma calma e ordeira em toda a província de Tete, sem registo de crimes de grande relevância, o facto resulta do trabalho preventivo desenvolvido pelas forças policiais. A informação foi avançada esta Terça-feira pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Tete, Feliciano da Câmara, durante o balanço das ações realizadas no período festivo.

Quanto ao movimento migratório, cerca de 2 250 cidadãos, entre nacionais e estrangeiros, entraram e saíram do país no mesmo período, através das fronteiras da província de Tete.

Por sua vez, o Hospital Provincial registou a entrada de cerca de 19 pacientes, vítimas de acidentes de viação.

O Ministério da Educação não se surpreende com as reprovações  em massa na 9ª classe. O porta-voz da entidade justifica a posição com o facto de os professores não terem preparado bem os alunos por insatisfação.

Em entrevista exclusiva ao “O País”, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura reagiu às reprovações em massa nos últimos exames da 9ª classe realizados em todo o país. Silvestre Dava responsabiliza os professores pelo resultado.

“Isto revela muita coisa. A Primeira é que os alunos não estavam preparados para realizar os exames. Se não estavam preparados é porque nós os professores não os preparamos devidamente para os exames. A outra revelação é de que precisamos de trabalhar mais, não só em relação a estes alunos, mas em relação ao sistema no seu todo, porque detectamos, podemos dizer que a partir desta realidade que traz, alguma fragilidade naquilo que é o nosso trabalho”, disse  Silvestre Dava, Porta-Voz Ministério da Educação e Cultura. 

Dava acrescenta ainda que é preciso que sejam resolvidas todas as lacunas existentes, para que, nos próximos exames, a situação seja diferente. 

O regulamento do exame da 9ª classe não cria espaço para os professores votarem em caso de o aluno de reconhecido mérito precisar de dois valores para passar de classe. Para já, não está prevista a revisão do referido regulamento.

“Nós trabalhamos para que o aluno adquira competências que lhe habilitem a responder com sucesso o exame. Não trabalhamos para que o aluno, a partir de seu desempenho, espere por uma nota votada, não é esta a nossa visão. A nossa visão é que, do nosso trabalho, tenhamos como resultado alunos habilitados para responder com sucesso todas as perguntas que lhe são colocadas, de forma que, sem precisar de votação, tenha aprovação”, acrescentou o porta-voz. 

Até aqui, não há dados estatísticos compilados das aprovações e reprovações de todo o país, mas há províncias com resultado positivo abaixo de 40%.

À meia-noite, Maputo parou para se abraçar. Entre fogos-de-artifício, gritos de alegria e pessoas a dançar nas ruas, a cidade entrou em 2026 com celebração e expectativa por dias melhores.

À meia-noite, a Cidade de Maputo fez uma pausa. Pessoas deixaram seus carros para celebrarem em locais de aglomerados e em família.

Seguiram-se abraços apertados, gritos de alegria e pessoas a dançar, enquanto os fogos-de-artifício iluminavam o céu da cidade capital. Entre sorrisos e aplausos, 2026 começou da melhor forma possível: com celebração, emoção e muita expectativa pelo que está por vir.
Entre danças e sorrisos, a festa de transição do ano na capital do país revelou confiança, mas também consciência dos desafios.
Em alguns bairros da Cidade de Maputo, a celebração foi mais simples, mas não menos intensa. Pessoas reuniram-se nas ruas, dançaram e receberam o novo ano em comunidade.

Entre agitação e expectativas positivas ouviu-se um pedido comum: um ano com mais oportunidades e melhores condições de vida.

Enquanto muitos celebravam na rua, outros escolheram começar o ano 2026 em oração. As igrejas abriram as portas para momentos de reflexão, agradecimento e pedidos de protecção.
Para os fiéis da Igreja Assembleia de Deus, a fé marcou o primeiro passo do novo ano rumo a um país melhor. Assim foi também na Igreja Evangélica Prosperidade de Deus.

Entre fogos no céu, danças nas ruas e orações nas igrejas, Maputo entrou em 2026 com esperança e vontade de seguir em frente. Um novo ano começa, trazendo consigo sonhos, desafios e a expectativa de dias melhores.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuvas moderadas na província de Maputo. Serão afectados os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene, cidades de Maputo e Matola.

“O INAM prevê a ocorrência de chuvas moderadas (30 a 50 milímetros em 24 horas), acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, a partir do final do dia 01 de Janeiro de 2026, nos distritos acima mencionados. Este sistema meteorológico, poderá influenciar o estado do tempo no sul da província de Gaza, com chuvas fracas localmente moderadas”, lê-se no comunicado do INAM.

Adicionalmente prevê a continuação de chuvas que podem ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nas zonas centro e norte do País.

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