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O País – A verdade como notícia

A Universidade Católica de Moçambique considera o atentado armado à vida do jornalista Carlitos Cadangue um acto de intimidação, violência  diz que representa uma agressão grave aos valores democráticos e ao bem comum. Segundo a instituição, a liberdade de imprensa, o exercício responsável do jornalismo e o direito à segurança pessoal são indispensáveis para a construção de uma sociedade justa, plural e informada.

A Universidade Católica de Moçambique diz que foi com profunda preocupação que tomou conhecimento do atentado de que o jornalista da Stv, Carlitos Cadangue, foi vítima.

A instituição refere que a ocorrência colocou em risco a vida do profissional do Grupo Soico e a segurança da sua família.

Consideramos que a liberdade de imprensa, o exercício responsável do jornalismo e o direito à segurança pessoal constituem pilares fundamentais do Estado de Direito, sendo indispensáveis para a construção de uma sociedade justa, plural e informada. Qualquer acto de intimidação, violência ou atentado contra profissionais da comunicação social representa uma agressão grave aos valores democráticos e ao bem comum.

A UCM sublinha a importância de que os factos sejam rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, no estrito respeito pela legalidade, pela presunção de inocência e pelo regular funcionamento das instituições do Estado.

Neste contexto, a UCM reafirma o seu compromisso permanente com a defesa da dignidade humana, a promoção da verdade, do diálogo e da responsabilidade social, a formação de cidadãos críticos e comprometidos com a paz social, bem como com a promoção de uma cultura de não-violência.

A Universidade Católica de Moçambique reitera, enquanto instituição de ensino superior comprometida com a formação integral da pessoa humana e com a promoção do pensamento crítico, que defende valores éticos que sustentam uma sociedade democrática.

A Primeira-Dama,  Gueta Chapo, afirmou que o seu Gabinete continuará a reforçar o  apoio às famílias afectadas pelas cheias e inundações, durante uma  visita ao centro de acomodação instalado na Escola Primária 3 de  Fevereiro, nesta sexta-feira,  na Manhiça,  província de Maputo.

Gueta Chapo explicou que a deslocação  visava prestar solidariedade à população que viu as suas casas  submersas pelas águas, tendo sido forçada a abandonar os seus lares.  “Nós estamos aqui a visitar o distrito de Manhiça, porque a nossa  população abandonou as suas casas para estar aqui nesse local,  porque as casas encheram de água. Nós sabemos que aqui há muita gente, não é fácil um pequeno grupo de mulheres e homens  cozinharem para muita gente”. 

Para responder a essa dificuldade imediata, a Primeira-Dama  anunciou o reforço da equipa de apoio, sobretudo na preparação  das refeições, com vista a garantir a alimentação regular dos  deslocados. “Nós viemos com mais mulheres para ajudarem na  cozinha, para conseguirem ter um pequeno almoço a tempo, o  almoço também e o jantar”. 

Gueta Chapo informou igualmente que a sua comitiva transportou  diversos produtos alimentares e bens essenciais para reforçar o  armazém do centro de acomodação. “Nós trouxemos muitos produtos  para reforçar o nosso armazém, trouxemos arroz, trouxemos o peixe,  trouxemos feijão, trouxemos farinha, massa esparguete, trouxemos  igualmente papas, leite, fraldas para os nossos bebês. Trouxemos  muitas capulanas para todas as mulheres que estão aqui”. 

No domínio da higiene e dos cuidados básicos, a Primeira-Dama  detalhou a distribuição de vários artigos destinados a homens,  mulheres e crianças acolhidos no local. “Trouxemos baldes para  homens e mulheres, trouxemos pomadas, trouxemos sabão. Cada  mulher e cada papá terá uma barra de sabão. Trouxemos igualmente  chinelos para todos”. 

A atenção às necessidades específicas das mulheres e raparigas foi  igualmente destacada, bem como o apoio dirigido às crianças.  “Também trouxemos pensos higiênicos para as nossas meninas e para  as nossas mães, que ainda estão na idade reprodutiva. E para as  nossas crianças trouxemos muita bolacha. Trouxemos sumos para as  nossas crianças”. 

Segundo Gueta Chapo, o apoio incluiu ainda materiais para o bem estar e o lazer das crianças, bem como bens que poderão  acompanhar as famílias quando regressarem às suas residências.  “Trouxemos muita coisa para a nossa população poder receber e  também algumas coisas para levar para casa, que é capulana, que é  o balde. Trouxemos mantas”.

Gueta Chapo  anunciou que irá pernoitar no centro de acomodação junto de toda  a sua equipa, reforçando a escuta directa das preocupações da  população acolhida.

Subiu de 723 mil para 724 mil o número de pessoas afectadas pelas inundações registadas na presente época chuvosa em todo o país. Os dados foram avançados pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que aponta para um cumulativo de 23 óbitos provocados pelas intempéries.

A actual época chuvosa ficará marcada na memória de milhares de famílias, sobretudo das regiões Centro e Sul de Moçambique, pelos piores motivos. Até esta sexta-feira, o número de vítimas voltou a aumentar, refletindo o impacto persistente das cheias em várias zonas do país.

“Estamos, neste momento, com 724 mil pessoas afetadas. Ontem (quinta-feira) estávamos com 723 mil e 500 e hoje atingimos 724 mil. Em termos de famílias, temos um total de 170 mil agregados afetados e, até ao momento, registámos 23 óbitos”, actualizou Luísa Meque.

Com a redução gradual do nível das águas em alguns bairros anteriormente inundados, o INGD começou a encerrar, de forma faseada, centros de acomodação temporária.

“Dos 119 centros que chegaram a estar abertos, estamos agora com 75 ativos. Ontem eram 77 e hoje conseguimos encerrar mais dois. Nestes 75 centros encontram-se cerca de 76 mil pessoas”, explicou a dirigente.

No âmbito do acompanhamento da situação no terreno, a presidente do INGD efectuou, nesta sexta-feira, uma visita à província de Gaza, onde decorrem acções de reassentamento no distrito de Chigubo. Segundo Luísa Meque, há sinais de envolvimento directo das comunidades no processo.

“As próprias populações estão a fazer a limpeza das áreas já identificadas para o reassentamento. Trata-se de zonas altas e seguras, e constatamos que algumas famílias já se começaram a posicionar nesses locais, manifestando vontade de sair definitivamente das áreas afectadas pelas cheias”, avançou.

A responsável destacou ainda a preocupação das comunidades com a perda quase total das culturas agrícolas, situação que levou à solicitação de sementes para relançar a produção.

“Há uma grande preocupação em aproveitar a humidade existente no solo. As comunidades pediram sementes para poderem retomar a produção à medida que as águas forem baixando. Para nós, foi encorajador ouvir essa preocupação e estamos a trabalhar para garantir a chegada de sementes ao distrito de Chigubo”, afirmou.

Relativamente às vítimas que continuam nos centros de acomodação, Luísa Meque apelou à solidariedade contínua de parceiros e da sociedade em geral, defendendo a necessidade de reforçar as doações de bens diversos para aliviar o sofrimento das populações afetadas.

Jornalistas em Manica marcharam, este sábado, em repúdio ao atentado contra Carlitos Cadangue. A marcha foi organizada pelo Sindicato Nacional de Jornalistas naquela província, que exige a protecção dos profissionais da comunicação social. 

“O povo tem direito à informação; não se cala a verdade com tiros; não matem jornalistas,” esta é uma das principais mensagens que os profissionais de comunicação social  baseados na província de Manica exibiam, neste sábado, numa marcha de repúdio contra o atentado a Carlitos Cadangue, jornalista da Stv.

Os jornalistas exigem protecção, esclarecimento sem demora e menos discurso das autoridades sobre o caso.

O sindicato diz que o atentado atiçou a unidade e determinação dos jornalistas e garante que não se vão deixar intimidar pelas tentativas de silenciamento. 

O atentado ao jornalista da Stv em Manica, Carlitos Cadangue, ocorreu, na quarta-feira, ao fim do dia, quando regressava à sua residência na companhia do seu filho.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuvas moderadas a fortes com trovoadas nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Na província de Nampula serão afectados os distritos de Malema, Ribaué, Lalaua, Liúpo, Mossuril, Monapo, Meconta, Eráti, Mogincual, Ilha de Moçambique Nacala, Nacala-à-Velha, Memba e Nacarôa. Já em Niassa, as chuvas far-se-ão sentir nos distritos de Mecanhelas, Cuamba, Metarica, Mandimba, Ngauma, Chimbonila, Lago, Sanga, Muembe, Mavago, Majune, Maúa, Nipepe, Marrupa, Mecula e cidade de Lichinga.

Os distritos de  Nangade, Palma, Mocímboa da Praia, Muidumbe, Macomia, Meluco, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Metuge, Mecufi Chiúre e cidade de Pemba também serão, segundo o comunicado do INAM, afectados pelas chuvas fortes. 

Adicionalmente, o INAM prevê a continuação de chuvas em regime fraco a moderado a norte das províncias de Tete e Zambézia.

As Nações Unidas apelam à mobilização urgente de 187 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a 158,7 milhões de euros, para responder à emergência humanitária provocada pelas cheias que afectam Moçambique desde janeiro último.

De acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), citado pela Lusa e com dados até 03 de fevereiro, “a escala e o ritmo” da crise ultrapassam a capacidade de resposta actualmente disponível.

O documento refere que “inundações severas e persistentes afectaram vastas zonas do país, particularmente nas regiões sul e centro de Moçambique”, provocando o transbordo de rios, deslocação de comunidades e danos ou destruição de casas, escolas, unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água e infra-estruturas rodoviárias.

“As Nações Unidas e os parceiros humanitários estão a trabalhar em conjunto com as autoridades nacionais e locais para reforçar os sistemas nacionais, melhorar a coordenação e apoiar a prestação de assistência vital”, acrescenta o relatório citado pela Lusa.

Desde meados de janeiro, as cheias afectaram mais de 723 mil pessoas em todo o país, com cerca de 75 mil ainda acolhidas em centros de abrigo, além do registo provisório de 23 óbitos.

O OCHA reconhece que, até ao momento, apenas cerca de 90 mil pessoas receberam apoio, num universo de aproximadamente 620 mil pessoas identificadas como necessitando de assistência alimentar segura e outros apoios de emergência.

O aditamento ao Plano Nacional Humanitário de Resposta às Cheias de 2026 visa mobilizar 187 milhões de dólares para garantir assistência urgente e vital a cerca de 600 mil pessoas afectadas.

Do montante global, 65,5 milhões de dólares destinam-se ao reforço da segurança alimentar e dos meios de subsistência, incluindo apoio aos mais de 70 centros de abrigo ainda em funcionamento, sobretudo no sul do país, enquanto 28,4 milhões de dólares serão aplicados na provisão de abrigos e tendas.

Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), também citados pela Lusa, indicam que mais de 723.500 pessoas foram afectadas pelas cheias registadas desde janeiro em várias regiões de Moçambique.

O Secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, visitou esta sexta-feira o jornalista Carlitos Cadangue, vítima de um atentado ocorrido na última quarta-feira, tendo-lhe manifestado solidariedade e encorajado a continuar a exercer a profissão.

Durante a visita, realizada um dia após o ataque, Lindonde aconselhou o jornalista a não desistir do jornalismo, sublinhando que toda a sua actividade profissional está legalmente protegida.

“Se há aspectos que devem ser melhorados, é muito importante que alguém diga o que está bem e o que está mal”, afirmou o representante do Estado em Manica, destacando o papel do jornalismo como um instrumento fundamental para ajudar o Estado a avaliar a sua própria actuação.

Na ocasião, Lindonde encorajou Cadangue a prosseguir com o seu trabalho, respeitando os princípios profissionais e a linha editorial do órgão de comunicação social para o qual trabalha.

“Continue a exercer a sua profissão, respeitando naturalmente aquilo que é a linha editorial da sua empresa”, reforçou.

O atentado contra Carlitos Cadangue ocorreu na noite da última quarta-feira e foi protagonizado por indivíduos até aqui desconhecidos. Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram informações sobre os suspeitos nem sobre as motivações do crime.

O caso continua a gerar preocupação no seio da classe jornalística e da sociedade civil, que apelam ao rápido esclarecimento do sucedido e à responsabilização dos autores.

Cheias e inundações destruíram cerca de 200 escolas e forçaram a suspensão do processo de alocação dos manuais escolares em vários distritos de Gaza. Para mitigar o impacto deste evento calamitoso na vida de mais 100 mil alunos, a UNICEF entregou ao sector mais de 18 mil kits escolares e prometeu apoiar a reconstrução da rede escolar.

Há três semanas do arranque do ano lectivo 2026, O sector da Educação em Gaza alerta para o impacto sem precedentes das cheias e inundações na rede escolar

Raquelija da Glória admite a paralisação do processo de alocação e distribuição gratuita do manual escolar na sequência do corte de várias vias de acesso, mas garante retoma após melhoria das condições de mobilidade. 

Sobre a situação, o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) diz que urge coordenar esforços para garantir um regresso seguro às aulas, sublinhando que a rede da escola está profundamente afectadas, além várias comunidades desalojadas que aguardam e precisam de tudo para recomeçar a vida.

Yanick Brand, representante do UNICEF, garantiu mais recursos nos próximos dias. Há mais de 540 mil alunos inscritos este ano em Gaza. 

Aterrou esta quinta-feira, em Maputo, um avião contendo bens de ajuda humanitária essencial  proveniente da Alemanha, que inclui filtros de água, utensílios de cozinha e  tendas familiares, num valor total de 375 mil euros, para apoiar os esforços  de recuperação das inundações no país, sobretudo nas províncias  de Maputo, Gaza e Sofala. 

Segundo o comunicado da Embaixada da Alemanha, a entrega foi coordenada através do Mecanismo  de Protecção Civil da União Europeia (EU ERCC) para garantir que os bens  humanitários fossem fornecidos de forma eficiente e coordenada, de acordo  com as necessidades no terreno. 

Com este envio, a ajuda humanitária da Alemanha a Moçambique em  2026 ultrapassa a marca dos 3 milhões de euros, reafirmando a Alemanha  como um dos principais parceiros humanitários de Moçambique. Esse total inclui uma contribuição recente de 2 milhões de euros ao Programa Mundial  de Alimentação (PMA) e 600 mil euros à Agência das Nações Unidas para os  Refugiados (ACNUR). Estes fundos flexíveis podem ser utilizados para apoiar  necessidades imediatas da população afectada, como alimentos, água,  saneamento e kits de cozinha e higiene, bem como abrigos temporários.  

Além disso, a Alemanha está a apoiar iniciativas de menor escala para as vítimas das inundações em Moçambique, como uma contribuição de 180 mil euros para um projecto de ajuda de emergência da Cruz Vermelha Alemã,  que fornecerá suprimentos básicos de ajuda e abrigo emergencial para até  15 mil pessoas. 

 

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