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O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta que “Gezani” já está no canal de Moçambique, e que a tempestade evoluiu para tempestade tropical severa. 

O INAM alerta ainda que, de acordo com as projecções actuais, o sistema Tropical poderá evoluir para a categoria de Ciclone Tropical, com vento médio de 120 quilómetros por hora e rajada máxima até 200 quilómetros por hora, até amanhã.

“Esse sistema fará a aproximação através da província de Inhambane, e se espera que os distritos de Inhambane apresentem uma precipitação de 200 mm em 24 horas, com ventos fortes e trovoadas severas”, disse o meteorologista do INAM. 

Já para Gaza e Sofala espera-se uma precipitação de 50 a 100 mm, em 24 horas, acompanhada de trovoadas e ventos fortes. 

O INAM apela que as populações abandonem as zonas de risco. “O ciclone já fez muitos estragos em Madagáscar e poderá fazer o mesmo no nosso país”, disse o meteorologista.

A pedido do Ministério Público sul-africano, foi adiado para o próximo dia um de Abril o julgamento do caso que envolve o moçambicano Armindo Pacula, relacionado com o assassinato, no ano passado, do DJ Warras.

Segundo a Rádio Moçambique, a procuradoria diz precisar de mais tempo para concluir as diligências necessárias, que incluem o envio de imagens de vídeo para o laboratório, o relatório balístico e a análise da comunicação, por telefone, entre os suspeitos.

Os dois acusados, o moçambicano Armindo Pacula e o sul-africano Victor Majola, estiveram presentes, esta quarta-feira, perante o juiz do Tribunal de Magistrados de Joanesburgo.

Ambos são acusados de homicídio e conspiração para cometer homicídio.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, participa de 12 a 15 de Fevereiro de  2026, em Addis Abeba, República Federal e Democrática da  Etiópia, na 39ª Conferência Ordinária de Chefes de Estado e de  Governo da União Africana, que se realiza sob o lema “Garantir a  disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento  seguros para alcançar os objetivos da Agenda 2063”.

Ainda em Addis Abeba, o estadista moçambicano irá participar  na 35ª Conferência dos Chefes de Estado e de Governo dos  Países Membros do Mecanismo Africano de Revisão de Pares  (MARP), assim como na 2a Cimeira Itália-África. 

Nesta deslocação, o Chefe do Estado far-se-á acompanhar  pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria  Manuela Lucas; das Obras Públicas, Habitação e Recursos  Hídricos, Fernando Rafael; Secretário de Estado da Terra e  Ambiente, Gustavo Dgedge; Embaixador da República de  Moçambique na República Federativa da Etiópia, Nuno Tomás;  quadros da Presidência da República e de outras instituições do  Estado.

O número de filhos por mulheres em Nampula é cada vez mais preocupante. Em média, são seis filhos por mulher, e isso pode levar a uma superpopulação e problemas de saúde da mulher, segundo alerta um especialista.

Dados do Inquérito Demográfico e de Saúde 2022-23 apontam que a taxa global de fecundidade em Nampula é de cerca de 5,8 filhos por mulher. Em outras palavras, estima-se que, em média, cada mulher tem seis filhos ao longo da vida, muito acima da média mundialmente aceite, de dois filhos por mulher.

François Biombe, médico gineco-obstetra e especialista em fertilidade e reprodução assistida, diz que os números são elevados, para além de que  “o risco, do ponto de vista demográfico, é que vai ter mais jovens por meio, vai ter muitos jovens que não são protegidos”, e “mais população”, segundo Biombe, significa “mais pobreza”, o que poderá provocar “desnutrição”. 

Ou seja, segundo François Biombe, isso vai culminar com “uma superpopulação”.

Superpopulação, no caso, significa mais pressão para os serviços sociais básicos como saúde, educação e outros, para não falar do desemprego que se vai agravar, segundo disse. Só para se ter uma ideia, a cada mês nascem 20 mil bebés em Nampula.

“Deve haver coragem num certo momento. Porque, da maneira que estamos, já estamos no grupo dos países em desenvolvimento, dos países que somos pobres. Então, com aumento demográfico, a situação, a pobreza vai piorar. E, quando a educação está em baixo, não percebemos muitas coisas”, frisou, realçando que a essa pobreza vai propiciar “termos muitos ladrões, termos muitas coisas menos boas na sociedade”. 

Com todos os argumentos, o médico gineco-obstetra assume que, “como pesquisador, devemos sentar e tomar uma decisão corajosa”.

É uma decisão que pode passar por impor limite no número de filhos que uma mulher pode ter, como fazem os países com políticas de controlo da natalidade. É que a super-reprodução é, também, um problema de saúde.

“É por isso que nós chamamos de multiparidade. Uma mulher que já teve muitas crianças e continua a ter é uma mulher de alto risco obstétrico e tem mais risco de ter hemorragia, tem mais risco de ter tensão. Então, as mulheres devem, num certo momento, parar”, considera.

François Biombe é médico gineco-obstetra, com especialidade em fertilidade e reprodução assistida e é autor do livro “Nascidas para Viver: A Educação para a Saúde na Prevenção da Mortalidade Materna”, lançado no ano passado.

O Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo confirma haver diligência judicial visando gestores públicos envolvidos em corrupção para facilitar e falsificar vistos de contratação pública. O processo é movido pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção.

Depois da circulação de imagens e informações na redes sociais, dando conta de uma alegada rusga em curso no Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo (TACM), relacionada com denúncias de suposta cobrança de valores monetários por alguns magistrados e membros das suas equipas, para dar vistos a processos e acelerar determinados expedientes, em detrimento de outros, a instituição veio a público confirmar e esclarecer o sucedido.

“A diligência se enquadra no âmbito de um processo-crime que corre seus termos no Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), na sequência de uma participação apresentada pelo Tribunal Administrativo contra servidores públicos indeterminados, por suspeita de cobrança ilícita de valores e falsificação de vistos nos processos de contratação pública”, lê-se na nota do Tribunal Administrativo. 

Segundo o comunicado de imprensa enviado às redações, este procedimento insere-se nas medidas de combate à corrupção, promoção da integridade e ética profissional, e a instituição abre-se a colaborar nas investigações.

“O TACM continuará a colaborar com as instituições competentes, para o esclarecimento dos factos e a responsabilização dos infractores, sendo aplicável”, refere.

O esclarecimento é feito mais de 24 horas depois do caso ter vindo a público.

O Ciclone Tropical “Gezani” enfraqueceu para Depressão Tropical enquanto atravessa Madagáscar, mantendo o seu movimento progressivo em direcção ao Canal de Moçambique.

De acordo com as projecções actuais do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o sistema tem potencial para atingir a costa moçambicana na sexta-feira, podendo evoluir novamente para a categoria de Ciclone Tropical. Prevê-se que atinja o território nacional com vento médio de cerca de 120 quilómetros por hora, rajadas até 170 quilómetros por hora, bem como chuvas fortes acompanhadas de trovoadas severas.

Na província de Sofala, os distritos de Machanga e Búzi, bem como as cidades de Dondo e Beira, poderão ser afectados.

Na Província de Inhambane, os distritos de Govuro, Inhassoro, Vilankulo, Massinga, Morrumbene, Homoíne, Jangamo, Inharrime e Zavala, incluindo as cidades de Maxixe e Inhambane, constam entre as áreas em risco.

Já na Província de Gaza, os distritos de Mandlakazi, Chongoene e Limpopo, além da cidade de Xai-Xai, poderão igualmente sofrer impactos associados à passagem do sistema.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação garante que os restos mortais de Helda Muianga, jovem que perdeu a vida em Portugal, serão brevemente transladados para Moçambique. Sem avançar datas, a entidade diz que estão neste momento a ser observadas formalidades relacionadas com a identificação do cadáver.

Helda Muianga perdeu a vida em Portugal, a 27 de Janeiro, vítima da depressão Kristin. De lá a esta parte, os seus restos mortais aguardam por translação para Moçambique, entretanto a família  não dispõe de valores para efectuar o processo. 

Esta quarta-feira, o governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, chamou a imprensa para informar que o problema está perto do fim.

“Gostaríamos de anunciar que a transladação do  corpo da malograda cidadã moçambicana ocorrerá brevemente, após o cumprimento  das formalidades relacionadas com a devida identificação do cadáver pela Embaixada da República de Moçambique na República Portuguesa e a emissão da respectiva certidão de óbito e do procedimento da autópsia pelo Instituto de Medicina Legal de Coimbra”, explicou  Armando Chissaque, director-Geral do INACE. 

Em comunicado enviado à nossa redacção, a Primeira-Dama, Gueta Chapo, manifestou pesar à família enlutada e anunciou que vai apoiar a família com o valor de 340 mil meticais necessários para a transladação, além das despesas fúnebres. 

“A Primeira-Dama manifestou a sua profunda consternação ao tomar conhecimento do falecimento de Helda Muianga…o caso já vinha sendo acompanhado pelas autoridades, que continuam a trabalhar para a transladação do corpo”. 

Helda Muianga morreu em consequência do desabamento da residência onde se encontrava em Portugal, 14 dias após a sua chegada. 

 

O Presidente da República diz que é preciso aprimorar as tecnologias de aviso prévio e previsão de cheias para minorar os danos. Daniel Chapo falava nesta quarta-feira, em Maputo, durante a abertura da primeira conferência nacional sobre transformação digital.

Numa altura em que mais de 70 por cento da população moçambicana não tem acesso à internet, Moçambique está a apostar na mudança do funcionamento das instituições públicas do analógico para o digital.

De acordo com o Presidente da República, que falava nesta quarta-feira, durante a abertura da primeira conferência nacional sobre transformação digital, a tecnologia pode ajudar a reduzir os impactos das intempéries no País.

“Se as cheias nos recordam da nossa vulnerabilidade, elas também nos desafiam a acelerar soluções que salvem vidas. E a tecnologia é uma destas soluções. As calamidades naturais que ciclicamente assolam o nosso país deixam-nos uma lição inequívoca. Sem digitalização, reduzimos a nossa capacidade de alertar os cidadãos de forma atempada,  comprometemos a protecção de vidas e colocamos em risco a memória colectiva da Nação moçambicana. Se não preservarmos digitalmente os nossos dados, dados escolares, de saúde, habitacionais, contratuais e administrativos, arriscamo-nos a perder, em cada desastre natural, parte da nossa própria história e da continuidade do Estado moçambicano”, disse.

A digitalização deve, no entender de Daniel Chapo, facilitar o acesso rápido e flexível aos serviços públicos através de um celular.

“Muitos dos nossos cidadãos continuam a enfrentar longas filas sob sol escaldante ou chuva intensa e a percorrer grandes distâncias apenas para aceder a serviços públicos básicos. Enquanto tal persistir, estaremos a falhar na nossa missão fundamental de servir o povo moçambicano. Também não é aceitável que, na era digital, o cidadão seja obrigado a circular entre várias instituições do próprio Estado para tratar de um único documento ou serviço, tornando-se, na prática, mensageiro de uma administração que deveria estar integrada em pleno século XXI. Para além de gerar ineficiência, este modelo cria vulnerabilidade que pode favorecer práticas indevidas, fragiliza a confiança nas instituições e prejudica a competitividade da nossa economia, o ambiente de negócios e os indicadores de boa governação”, referiu, destacando a necessidade de mais investimento no sector.

Para isso, o Chefe do Estado diz que é preciso transformar, primeiro, as mentes analógicas dos gestores públicos.

“Não importa afirmar, com toda a frontalidade, que não haverá Estado digital se persistirem  mentalidades analógicas. A transformação digital não pode ser um esforço isolado nem fragmentado. Não devem existir ilhas tecnológicas dentro do nosso Estado. Não é aceitável que instituições públicas desenvolvam sistemas que não comunicam entre si, bases de dados que não se integram e serviços que se duplicam.”

A CTA vê na digitalização uma forma de sair da burocratização dos processos a que são sujeitos os empresários, sobretudo os pequenos investidores.

“A transformação digital só será bem-sucedida se estiver orientada para três objectivos fundamentais. O primeiro objectivo é reduzir os custos, como acabámos de dizer, os custos de contexto e aumentar a eficiência económica. A digitalização dos serviços públicos, financeiros e comerciais deve simplificar processos, eliminar redundâncias e libertar as empresas, sobretudo as micro, pequenas e menores empresas, para se concentrarem no essencial, que é produzir, criar emprego e gerar valor. O segundo objectivo é reduzir o custo, que é reduzir as empresas, para se concentrar”, declarou Álvaro Massingue, presidente da CTA.

A conferência nacional sobre a transformação digital decorre em Maputo, nos dias 11 e 12 de Fevereiro corrente.

Tampas metálicas de esgotos que pesam mais de 50 quilos estão a ser roubadas em algumas ruas da cidade da Beira. Os Serviços Autónomos de Saneamento da Beira acreditam que se trata de uma rede de criminosos que podem estar a vender as tampas na sucataria, e estas, para empresas de fundição de ferro.

As estradas ficam com a parte central, por onde passam os esgotos, destampada, o que obriga ao uso de pneus e outros instrumentos para sinalizar o perigo. Munícipes consideram a situação preocupante.

“É um perigo mesmo, é um perigo, porque ali, mesmo se for mesmo de dia, se você não prestar atenção pode entrar nessas covas e, quando você entra, não há alternativa, senão cair e sofrer e até mesmo morrer”, lamenta Isaías Chimene, munícipe da Beira.

As tampas roubadas são das condutas das águas pluviais e dos esgotos, segundo confirmou Henok Chicumbe, Serviços Autónomo de Saneamento da Beira.

“É uma situação que tende a agravar-se, porque no início nós só tínhamos esse problema na Avenida Acordo de Lusaka, na zona do bairro da Munhava, mas agora estamos a ver que está a alastrar-se por toda a cidade, bairro da Ponta Gea, aqui no Esturo, principalmente nas ruas que têm terra batida e que passa lá a nossa rede de saneamento. É necessário referenciar que isso está a causar um grande perigo, tanto para o saneamento assim como para as pessoas que se fazem às ruas”, disse.

O que mais entristece os Serviços Autónomos de Saneamento da Beira é o facto de as alternativas improvisadas para alertar os utentes sobre este perigo nas rodovias não estar a surtir efeitos.

“Após o roubo da tampa, colocámos lá a sinalização de cones, mas também os cones foram roubados. Tivemos de usar agora a alternativa de pneus para ver se se desperta a atenção. O que nós temos de apelar aos munícipes é para que prestem um bocadinho mais de atenção a andar nas nossas vias cá, na cidade da Beira, porque estamos a viver esse cenário de sabotagem, de roubos de tampa, algo que prejudica aquilo que seria o desenvolvimento da nossa própria cidade”, lamentou Henok Chicumbe.

As tampas em causa são importadas da África do Sul e cada uma custa aproximadamente 40 mil meticais, e a edilidade da Beira diz que é um longo processo fazer a aquisição das mesmas.

“Como estão a ver, aqui, nas vias, estão todas elas abertas e já participámos as autoridades policiais. Agora estamos a tentar trabalhar também com o policiamento comunitário, para ver se conseguimos, a nível das zonas, procurar buscar alguma solução para identificar esses malfeitores.”

O chefe dos Serviços Autónomos de Saneamento da Beira diz que, por se tratar de um material de ferro fundido, se suspeita que o material esteja a ser comercializado na sucataria, esperando maior apoio por parte das autoridades policiais na identificação e neutralização dos que praticam esta acção.

Os Serviços Autónomos de Saneamento da Beira estão, neste momento, à procura de soluções para este problema e apelam ao envolvimento de todos na vigilância.

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