O Governo diz que está a mobilizar cerca de 3,5 mil milhões de dólares para a reposição da rede de estradas nacionais destruída pelas cheias, incluindo a Estrada Nacional Número Um (EN1), disse, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, à margem das celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos.
“Tínhamos aprovado no ano passado um plano de intervenção de aproximadamente 1,2 mil milhões de dólares para os troços da EN1 e algumas estradas regionais, mas com os estragos recentes, o custo total necessário para repor toda a rede ascende a 3,5 mil milhões de dólares. Esse é o valor que estamos a mobilizar no mercado”, explicou o ministro.
Segundo o ministro, a via alternativa de Chibuto já se encontra operacional e que equipas do Governo continuam a trabalhar para garantir a conectividade da N1, através de intervenções pontuais destinadas a reduzir a pressão da água e facilitar a circulação rodoviária. “Estamos a falar de um processo de transição controlada que permitirá maior fluidez e integração com a província de Gaza”.
Sobre a ligação ferroviária sul–norte, Matlombe esclareceu que a malha ferroviária nacional foi concebida essencialmente para o transporte de carga e logística, sendo o transporte de passageiros uma actividade secundária.
“Vamos conectar o país para garantir a logística nacional. Este programa está no plano do governo e será implementado independentemente de mudanças ministeriais”, afirmou.
O ministro sublinhou que todas as medidas em curso visam o interesse público e o desenvolvimento do país.
“O mais importante é a execução das ideias que beneficiam Moçambique, independentemente de quem as propôs”, concluiu.
Respondendo sobre a garantia da reposição da ligação rodoviária Xai-Xai–Maputo através da N1, prevista para quarta-feira (04), interrompida desde 18 de Janeiro devido ao aumento do caudal do rio Incomáti e às inundações no troço entre 3 de Fevereiro e Incoluane, na província de Maputo, Matlombe assegurou que os trabalhos continuam no terreno e que não há alteração do calendário anunciado.
Sobre as constantes reclamações relacionadas com o processo de aquisição de cartas de condução, João Matlombe disse que o sistema de marcação de exames funcionou com deficiências entre Outubro e Dezembro do ano passado. Contudo, está em curso um processo de modernização dos serviços do INATRO.
“A emissão de cartas, integração de livretes e registos de propriedade, bem como câmaras de vigilância serão implementados até ao final do primeiro semestre de 2026”, prometeu e acrescentou que a carta de condução passará a ser emitida a um preço mais acessível, com taxas definidas pelo Governo. “Estamos a lutar pelo interesse público. A carta de condução não terá o preço actual”.

