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Procuradores africanos dizem-se “unidos” contra crime organizado

Procuradores africanos acreditam que o continente está a saber enfrentar a criminalidade organizada. O posicionamento foi partilhado durante uma reunião dos membros do Comité Estratégico da Associação dos Procuradores de África (APA), a decorrer em Maputo.

A corrupção, o tráfico de drogas, de seres humanos e o terrorismo, bem como o branqueamento de capitais, constam entre os crimes que o continente tem registado e com avanços nas estratégias dos criminosos.

Os procuradores africanos estão cientes dos desafios e, por isso, reuniram em Maputo para trocar experiências e traçar formas de combate.

“É importante que discutamos estes problemas que tem afectado seriamente o continente. Sobretudo os crimes transnacionais”, afirmou Agostinho Rituto, da Procuradoria-geral da República (PGR).

O magistrado reconheceu que Moçambique em particular enfrenta sérios problemas na criminalidade organizada, o que tem feito o Ministério Publico reforçar a atuação contra os males.
Já Mohamed Khalaf, procurador egípcio, acredita que apesar da criminalidade organizada estar a crescer em África, há avanços no combate, que devem ser considerados.

“Eu acho que encontramos uma plataforma de boas práticas em todo continente. No caso, a associação dos procuradores, que tem trabalhado muito no combate a corrupção e terrorismo no continente”, declarou o magistrado.

A APA é um órgão extenso, mas na reunião de Maputo que começou na quarta-feira, e termina amanhã, estão os membros do Comité Estratégico, que preparam a reunião geral a ter lugar no fim deste ano, em Ruanda.

 

 

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