O preço de referência do quilograma da castanha de caju ao produtor para a campanha 2026/2027 subiu de 45 para 48 meticais. O novo valor foi aprovado, esta quarta-feira, pelo Executivo, depois de um consenso alcançado pelo comité que reúne agricultores, empresas industriais e comerciais.
A decisão surge num contexto marcado pelo contrabando da castanha de caju. Entre 2023 e 2025, o Estado perdeu cerca de 457 milhões de meticais devido à saída ilegal do produto. No mesmo período, os países compradores reportaram ter recebido cerca de 35 mil toneladas de castanha acima das quantidades registadas pelas Alfândegas de Moçambique.
Para o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, a diferença entre os volumes reportados pelos países compradores e os registados pelas Alfândegas revela a existência de esquemas de fuga ao fisco, cujos responsáveis devem ser punidos. Segundo o governante, situações semelhantes ocorrem também no comércio de gergelim, defendendo a criminalização dos envolvidos.
Durante a reunião, o ministro chegou a pedir uma pausa de 15 minutos para resolver um outro problema relacionado com a pesca na Albufeira de Cahora Bassa.
Apesar do aumento do preço de referência, os produtores não estão completamente satisfeitos e queixam-se dos elevados custos de produção.
Na campanha de comercialização 2026/2026, foram vendidas cerca de 204 mil toneladas de castanha de caju. Para a presente campanha, a meta é comercializar 261,8 mil toneladas.