O Presidente da República, Daniel Chapo, deslocou-se hoje à Nunciatura Apostólica, em Maputo, onde expressou solidariedade à Igreja Católica pelo assassinato do Bispo da Diocese de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, sublinhando o pesar do Estado moçambicano e a condenação do crime, enquanto reafirmava o compromisso do Governo com o esclarecimento das circunstâncias do ocorrido e a preservação das históricas relações entre Moçambique e a Santa Sé.
A visita do Chefe do Estado ocorre num momento de luto para a Igreja Católica em Moçambique e para o país, que perde uma figura religiosa o estadista moçambicano a descreve como dedicada ao serviço pastoral e à comunidade, num contexto em que continuam em curso as cerimónias e homenagens fúnebres. Na Nunciatura Apostólica, residência do representante do Vaticano em Moçambique, o Presidente da República foi recebido pelo Núncio Apostólico, Dom Luís Miguel Muñoz Cárdaba, a quem expressou pessoalmente condolências em nome do Governo e do povo moçambicano.
“Como sabe, quando recebemos esta triste notícia estávamos fora do país, em Washington. Voltámos ontem e hoje achámos que devíamos vir prestar os nossos sentimentos, as nossas condolências à Igreja Católica. Perdemos um bispo, que é homem de Deus, humilde para quem conheceu-lhe. E achamos que Moçambique, tendo uma excelente relação com o Vaticano, uma relação histórica, devíamos vir aqui à residência do nosso Núncio Apostólico, que é representante do Vaticano na República de Moçambique”.
O Chefe do Estado prosseguiu, destacando a relação entre Moçambique e a Santa Sé e reiterando as condolências institucionais. “E, como sabe muito bem, temos excelente relação com a Igreja Católica e a Santa Sé. Nós queríamos, mais uma vez, não só prestar as nossas condolências à Igreja Católica, mas à família enlutada e a todo o povo moçambicano”. No mesmo contexto, o Presidente da República sublinhou que o Governo está a desenvolver diligências para o esclarecimento do caso, reiterando que as autoridades vão continuar a trabalhar na investigação dos motivos e da autoria do crime hediondo, que condena veementemente, de forma a evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no país.
“Temos 50 anos de independência, vamos fazer 51 anos no dia 25 de Junho. É uma coisa que, durante todos esses anos de independência, nunca aconteceu e não pode, nem deve voltar a acontecer mais uma vez. Por isso continuamos a trabalhar, as investigações estão em curso para apurar a responsabilidade”. O estadista reiterou ainda a solidez das relações institucionais e diplomáticas entre Moçambique e o Vaticano, sublinhando que os laços com a Santa Sé e com a Igreja Católica permanecem intactos.
Assegurou igualmente que o Governo continuará a prestar solidariedade e todo o apoio necessário para a realização das cerimónias fúnebres em condições adequadas, bem como à família enlutada. A visita insere-se no quadro das relações históricas de cooperação entre Moçambique e a Igreja Católica, através da Santa Sé, que têm sido caracterizadas por diálogo institucional contínuo e colaboração em áreas sociais e humanitárias.