O País – A verdade como notícia

PR aponta legado de Lázaro Menete como bússola para juventude no combate ao terrorismo 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, afirmou hoje, em Maputo, que a trajetória de vida  do General de Exército Lázaro Henriques Lopes Menete constitui um  património moral indispensável para a preservação da soberania  nacional. 

Ao intervir nas cerimónias fúnebres do antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), o  Presidente Chapo Estado destacou a integridade e o patriotismo  como ferramentas essenciais para a nova geração de moçambicanos  enfrentar as ameaças contemporâneas, nomeadamente o terrorismo  em Cabo Delgado e o crime organizado.

“Estamos aqui em nome do povo moçambicano. O General Lázaro  Henriques Lopes Menete, que foi um grande General do Exército,  como sabem, prestou toda a sua juventude ao serviço da pátria”,  declarou o estadista no Quartel-General das FADM. Para o estadista, a  homenagem não é apenas uma despedida, mas uma oportunidade  para reiterar os valores de responsabilidade e competência que  permitiram ao General atingir o topo da hierarquia militar. 

O Presidente da República sublinhou que a determinação e a  disciplina de Menete devem servir de espelho para os jovens,  enfatizando que o falecido dedicou a vida, desde tenra idade, à  defesa da independência e da integridade territorial. 

“Queria aproveitar esta para dizer à juventude moçambicana que o  General Lázaro Henriques Lopes Menete deixa grandes valores de  unidade nacional, de defesa da pátria moçambicana, de patriotismo,  de responsabilidade, de competência e, sobretudo, de defesa da  nossa independência nacional”, afirmou. 

O Chefe do Estado ainda traçou um paralelo com a actualidade,  recordando que Moçambique enfrenta desafios severos que testam a  resiliência das instituições e da sociedade. Enumerou o terrorismo, os  raptos e o tráfico de drogas e seres humanos como frentes de batalha  críticas. 

“Nós, neste momento, estamos a enfrentar desafios que tocam,  portanto, a integridade territorial do nosso país e, sobretudo, com o  terrorismo e, também, crimes organizados”, frisou, apontando o  combate à insurgência como a prioridade máxima. 

O Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança usou a  ocasião para render tributo aos militares que se encontram na linha da  frente no Teatro Operacional Norte (TON). Destacou o sacrifício  daqueles que, sob condições climatéricas adversas e em regime de  prontidão total, garantem a segurança das populações. 

“Queria usar esta ocasião para render homenagem aos jovens que  estão no Teatro Operacional Norte e, de segunda a segunda, 24/24 

horas, faça sol, faça chuva, faça frio, estão a defender as populações  e defender o território moçambicano contra o terrorismo”, enalteceu. 

A relação intrínseca entre estabilidade e progresso económico foi  outro ponto fulcral nas declarações do estadista moçambicano. Foi  categórico ao afirmar que a prosperidade de Moçambique está  condicionada à erradicação dos focos de violência. 

“Não há nenhum país no mundo que desenvolve sem paz e  segurança. A paz e a segurança são condições fundamentais para o  desenvolvimento do país”, explicou, justificando a concentração de  esforços governamentais no combate ao crime organizado e ao  terrorismo. 

O Chefe do Estado reforçou ainda a visão de unidade nacional,  rejeitando qualquer tentativa de isolar o sofrimento das populações  afectadas pelo conflito no norte do país. 

Para o governante, a dor de Cabo Delgado é sentida em todo o  território nacional, exigindo uma resposta coletiva e ininterrupta.  “Cabo Delgado é Moçambique, nós todos somos moçambicanos,  atacar Cabo Delgado é atacar Moçambique, atacar a população  dos distritos da zona norte da província de Cabo Delgado é atacar  Moçambique”, asseverou. 

Nesse sentido, garantiu que o Estado continuará a trabalhar  arduamente para que a ameaça terrorista seja definitivamente  eliminada. “Nós vamos continuar a trabalhar dia e noite, 24/24 horas,  para que, realmente, o terrorismo um dia passe para a história”,  prometeu, vinculando novamente este objectivo à necessidade de a  juventude assumir o testemunho ético deixado pelo General Menete. 

O Presidente da República terminou as suas declarações com um  apelo à reflexão sobre a herança de serviço do General, que o  estadista considera ser a fundação sobre a qual o país deve construir  o seu futuro. 

“Para isso, é preciso que a juventude assuma os valores que o nosso  General Lázaro Henriques Lopes Menete nos deixou, de defesa da 

pátria, de integridade, da nossa soberania, para que o nosso país  possa se desenvolver, porque não há desenvolvimento sem paz e  segurança”, concluiu.

Partilhe

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos