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O País – A verdade como notícia

PR recebe embaixador da República do Congo no fim da missão diplomática no país 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, recebeu hoje, em Maputo, o  Embaixador da República do Congo em Moçambique, Constant Serge Bounda, que apresentou cumprimentos de despedida no  fim da sua missão diplomática no país, numa ocasião marcada  pelo reforço das relações de cooperação entre os dois Estados e  pela preparação

Segundo informação disponibilizada na tarde desta quinta-feira, no website da Comissão Nacional de Eleições (CNE), o partido Frelimo já venceu em 20 autarquias cujas mesas foram todas contabilizadas, Renamo em uma e a contagem ainda continua em 32 autarquias.

Maputo Província

Na província de Maputo, o Partido Frelimo venceu na Vila de Manhiça, com um total de 14,533 votos, o equivalente a 68.49 porcento. A Renamo conquistou a segunda posição, com 940 votos, equivalente a 23.28 por cento. Já o MDM obteve 1,746 votos, equivalente a 8.23 por cento.

Na Vila de Namaacha, o partido do batuque e massaroca venceu com 4,863 votos, referentes a 82.37 por cento. A Renamo ficou na segunda posição com 599 votos, o equivalente a 3.74 por cento. MDM e Associação dos Naturais, Residentes e Amigos de Namaacha (ANRAN) na última posição respectivamente, com 221 votos cada, o equivalente a 3.74 porcento.

Gaza

Na província de Gaza, na Vila da Praia de Bilene, o partido Frelimo venceu com 3,876 votos, o equivalente a 86.00 por cento. O MDM conseguiu a segunda posição com 438 votos, equivalente a 9.72 por cento. A Renamo na última posição com 193 votos, equivalente a 4.28 por cento.

Na cidade de Chibuto, a Frelimo venceu com 20,922 votos, equivalente a 90.44 porcento. A Renamo está na segunda posição com 1,145 votos, equivalente a 4.95 por cento. Já o MDM na última posição com 1,066 votos, equivalente a 4.61 por cento.

Das 68 mesas processadas na cidade de Chókwè, o partido no poder venceu com 22,364 votos, equivalente 87.49 porcento. Em segundo lugar está o MDM com 1,837 votos, equivalente a 7.19 por cento. E a Renamo na última posição com 1,360 votos, equivalente a 5.32 por cento.

Já na vila de Mandlakazi, a Frelimo venceu com 9,793 votos, equivalente a 89.17 por cento. A Renamo ficou em segundo lugar com 787 votos, equivalente a  7.17 por cento. Na última posição está o MDM com 402 votos, equivalente a 3.66 por cento.

Manica

Na província de Manica, a Frelimo venceu em todas cinco autarquias. Na cidade de Chimoio com 51,955 votos, equivalente a 52.56 por cento. No segundo lugar está a Renamo com 43,939 votos, equivalentes a 44.45 por cento. MDM na última posição com 2,949 votos, equivalente a 2.98 por cento.

Na vila de Catandica, o partido do batuque e massaroca venceu com 11,381 votos, equivalente a 63.61 por cento. A Renamo na segunda posição com 6,104 votos, equivalente a 34.11 por cento. O MDM na última posição com 408 votos, equivalente a 2.28 porcento.

Em Gondola, a Frelimo venceu com 9,612 votos, equivalente a 59.03 por cento. Na segunda posição segue a Renamo com 5,969 votos, equivalente a 36.66 por cento. Por fim o MDM com 702 votos, equivalente a 4.31 porcento.

Em Sussundenga, a Frelimo venceu com 6,573 votos, equivalentes a 64.73 por cento. Segundo lugar a Renamo com 2,407 votos, equivalente a  23.70 por cento. Por fim o MDM com 1,174 votos, equivalente a 11.56 por cento.

Na cidade de Manica, a Frelimo venceu com 11,152 votos, equivalente a 59.14 por cento. Renamo ocupa a segunda posição com 7,105 votos, equivalente a 37.68 por cento. Por último, o MDM com 599 votos, equivalente a 3.18 por cento.

Sofala

Em Sofala, a Frelimo venceu na vila de Gorongosa com 8,470 votos, equivalente a 72.16 por cento. Na segunda posição a Renamo com 2,411 votos, equivalente a 20.54 porcento. Na última posição, o MDM com 857 votos, equivalente a 7.30 por cento.

Tete

Na província de Tete, a Frelimo venceu em vila de Nhamayabwe com 4,403 votos, equivalente a 69.02 por cento. A Renamo ficou em segundo lugar com 1,817 votos, equivalente a 28.48 por cento. Por último, o MDM com 159 votos, equivalente a 2.49 por cento.

Zambézia

Na Zambézia, a Frelimo já venceu em duas autarquias. Na vila de Milange a Frelimo venceu com 8,716 voto, equivalente a 56.89 porcento. Renamo com 6,204 votos, equivalente a 40.49 porcento, ficou em segundo lugar. Por fim, o MDM com 402 votos, equivalente a 2.62 por cento.

Na vila de Maganja da Costa, a Frelimo venceu com 5,730 votos, equivalente a 52.75 por cento. A Renamo ocupa o segundo lugar com 4,526 votos, equivalente a 41.67 porcento. MDM com 606 votos, equivalente 5.58 por cento.

Nampula  

Em Nampula, a Frelimo já venceu na vila de Ribáuè com 4,882 votos, equivalente a 46.87 por cento. A Renamo está em segundo lugar com 4,418 votos, equivalente a 42.42 por cento. O MDM está na terceira posição com 852 votos, equivalente a 8.18 porcento. O Partido Acção do Movimento Unido para Salvação Integra (AMUSI) ficou na última posição com 263 votos, equivalente a 2.53 por cento.

Niassa

Na província de Niassa, a Frelimo já venceu na vila de Metangula com 5,028 votos, equivalente a 64.56 porcento. Segunda posição está a Renamo com 2,643 votos, equivalente a 33.94 porcento. Por último, o MDM com 117 votos, equivalente a 1.50 por cento.

Na vila de Mandimba, a Frelimo venceu com 4,318 votos, equivalente a 57.40 por cento. Segunda posição está a Renamo com 2,938 votos, equivalente a 39.05 por cento. MDM na última com 267 votos, equivalente a 3.55 por cento.

Cabo Delegado

Em Cabo Delegado, a Frelimo já venceu em cidade de Montepuez com 13,608 votos, equivalente a 51.78 por cento. Na segunda posição esta a Renamo com 11,502 votos, equivalente a 43.77 porcento. Por último, o MDM com 1,169 votos, equivalente a       4.45 por cento.

Na vila Chiure a Renamo venceu com 9,035 votos, equivalente a               56.01 por cento. Segunda posição a Frelimo com 6,138 votos, equivalente a 38.05 por cento. MDM na terceira posição com 578 votos, equivalente a                3.58 por cento. Por fim, o Movimento Nacional para Recuperação da Unidade de Moçambicana (MONARUMO) com 379 votos, equivalente a 2.35 porcento.

Na Vila de Mueda a Frelimo venceu com 13,266 votos, equivalente a 91.58 porcento. MDM esta na segunda posição com 837 votos, equivalente a     5.78 por cento. Na última posição o MDM com 382 votos, equivalente a 2.64 por cento.

Os dados são das autarquias processados a 100 por cento.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, acompanhado da sua esposa, Isaura Nyusi, exerceu, esta manhã, o seu direito de voto na Escola Secundária Josina Machel, na cidade de Maputo. O acto insere-se na realização das 5ª eleições Autárquicas.

Esta é a primeira vez que Nyusi exerce seu direito de voto como Presidente da República. Na ocasião, o PR felicitou a CNE e o STAE por terem conseguido organizar as eleições mesmo com o momento de tensão em que o país vive.

Depois do PR, foi a vez do ministro do Interior, Basílio Monteiro. A Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, também votou na Escola Secundária Josina Machel, em Maputo, onde estão presentes três observadores da CPLP. Naquela escola espera-se perto de 310 mil potenciais eleitores.

Já a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, votou na Escola Secundária da Polana, igualmente na cidade de Maouto. O sistema electrónico de identificação das mesas não está a funcionar naquela escola, onde tem seis mesas de votos, com uma média de 800 eleitores por mesa.

O Cabeça-de-lista da Renamo para a cidade da Beira, Manuel Bissopo, votou na Escola Secundária Mateus Sansão Mutemba. Bissopo disse que é uma satisfação exercer o seu dever cívico e exortou a todos a irem às mesas de voto para escolher o seu representante nos municípios.

Depois de algumas complicações do reconhecimento do seu número de eleitor, Manuel de Araújo acaba de exercer o seu dever cívico na Escola Primária Completa de Coalane.

O cabeça-de-lista do partido Frelimo em Lichinga foi o primeiro a exercer o seu direito cívico, na Escola secundária Paulo Samuel Kankhomba, onde apelou aos eleitores a dirigirem-se às mesas de voto para escolherem o futuro presidente do Conselho Autárquico.

Na cidade de Pemba, o dia foi oficialmente aberto pelo governador de Cabo Delgado, Júlio Parruque, que na companhia da sua esposa e membros do Governo exerceu o seu direito de voto, na Escola Secundária de Pemba.

 

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Abdul Carimo, disse que o processo de votação arrancou tranquilamente em todas autarquias e que não há registo de problemas de logística.

Carimo disse que espera um escrutínio sem sobressaltos. Já Custódio Duma, ex presidente da Liga dos Direitos Humanos, diz que é um momento para todos os moçambicanos e que todos devem exercer o direito de voto.

A Assembleia de Voto número 03, instalada na Escola Primária Amílcar Cabral, no bairro da Munhava, autarquia da Beira, não iniciou o processo de votação.

Em causa está o facto da mesma não ter recebido a urna onde os eleitores deveriam exercer o seu direito cívico. Os membros da mesa de voto encontram-se neste momento sentados, esperando pela urna.

Os eleitores registados naquela mesa foram informados às 06h30 que a urna chegaria em 20 minutos, mas tal não aconteceu, o que deixa agastada centenas de pessoas que acordaram cedo para exercer o direito de voto logo às primeiras horas.

O cabeça-de-lista do partido Frelimo, João Ferreira, que falava momentos após exercer a votação, na cidade de Chimoio, manifestou a sua satisfação pela adesão massiva dos eleitores.

Acompanhado da sua esposa, João Ferreira disse que, a continuar assim, os níveis de abstenções que ciclicamente se registam nos processos eleitorais, desta vez, poderão reduzir consideravelmente.

 

O antigo presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, disse depois de votar, Na Escola Secundária da Polana, que quando vota sente-se unido a todo povo moçambicano que escolhe os seus líderes e que querem construir a cidade de Maputo. Chissano aproveitou para apelar a todos moçambicanos a irem votar.

“O dia ainda é grande, por tanto podem ainda concluir os afazeres que tem ou então deixar para mais tarde, mas tem que ir votar”, disse Chissano acrescentando que não votar faz mal ao país porque “as pessoas que não votam não se posicionam e não se unem aos esforços, portanto são forças a menos”.

O antigo estadista disse ainda que aqueles que votam tomam decisão e engajam-se na construção do país.

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, também votou na Escola Secundária da Polana.

 

A Sala da Paz está reunida para fazer a avaliação do processo de votação das quintas eleições Autárquicas a nível nacional. “Vamos acompanhar o processo de votação ao nível nacional e daremos o informe de uma pequena avaliação do processo de abertura”.

Vários observadores, comunicação social e  outras plataformas estão em todo território nacional para trazer informações sobre o processo para a Sala da Paz.

Os observadores da Sala da Paz dizem que, no geral, verifica-se grande afluência às urnas desde as primeiras horas, sobretudo de jovens.

“As mesas de voto abriram às 7h, de acordo com o previsto na legislação, excepto em alguns pontos do país”, disse Artimiza Franco, representante da Sala da Paz.

Em alguns postos, à demora na abertura das mesas de voto deveu-se à chegada tardia das urnas, atraso na montagem das cabines de votação, atraso dos MMV, entre outros motivos.

Já na Zambézia, a demora deveu-se ao facto do presidente e vice-presidente das mesas de voto recusarem-se a assumir as suas posições.

 

O Centro de Integridade Pública (CIP) está a fazer cobertura do processo eleitoral e detectou irregularidades um pouco por todo o país.

Em pelo menos 4 municípios, o CIP reporta que presidentes de mesa de votação foram flagrados com boletins de voto extra. Dois deles foram detidos, sob alegacão de que os presidentes estavam a entregar os boletins de voto extras a membros da Frelimo.

 Em Massinga, na província de  Inhambane, o presidente de mesa na assembleia 4, na Escola de Artes e Ofícios, foi detido por entregar mais de um boletim de voto aos eleitores supostamente da Frelimo.

Na Ilha de Moçambique, o presidente da mesa 2, no posto de votação de Macicate, foi encontrado com boletim de voto pré-marcado a favor da Frelimo e foi detido.

O CIP reportou que em  Angoche, o presidente da mesa 03086-02, no posto da EPC de Aeroporto foi flagrado a entregar a um membro da Frelimo uma quantidade elevada de boletins de voto e até aqui não há informação de que o mesmo tenha sido detido. Ainda em  Angoche, dois membros da Renamo estão detidos nas celas da PRM, no bairro Namaripe, acusados de perturbação da ordem e segurança no processo de votação. Trata-se de Mussa Caetano e Francisco Caetano, sendo o primeiro, um delegado daquele partido.

Em  Maganja da Costa, Zambézia, um presidente de mesa 040158-03 no posto de votação que funciona na Escola Primária 3 de Fevereiro foi flagrado a atribuir 3 boletins de voto a cada eleitor. Não há confirmação de que o presidente tenha sido detido.

“Outras irregularidades reportadas com frequência por nossos eleitores é a falta de nomes nos cadernos eleitorais”, frisou o CIP no seu Boletim sobre o Processo Político em Moçambique.

Em  Nyamayabwe, na cidade de Tete,  cerca de 100 eleitores não votaram na mesa número 05201-02, que funciona na Escola Primária de Maenda, porque seus nomes não constavam dos cadernos eleitorais. Os eleitores que exibiam cartões de eleitores emitidos no mesmo posto recorreram ao computador do STAE para confirmar seus nomes mas sem sucesso, facto que criou agitação. Cerca de 15 agentes da intervenção rápida foram accionados para repor a ordem.

 No Município de Chibuto, em muitas mesas na vila autárquica, os nomes dos eleitores não constam de cadernos eleitorais, levando centenas a regressar a casa sem votar.

Na cidade da Beira, muitos postos abriram depois da 09h, como os casos da EP Amílcar Cabral, EPC do Aeroporto, Escola Secundária Paulo Samuel Kankhomba, EPC de Vaz. Na EPC de Inhamizua uma mesa só abriu as 11h15. As causas do atraso são várias, dentre os quais o atraso na afectação dos membros da mesa de voto e a confusão dos cadernos eleitorais.

No Chimoio, devido a morosidade no atendimento no posto de votação de localizado no bairro Tembwe, eleitores invadiram uma mesa durante dez minutos gerando grande confusão no local. Devido a confusão, o processo foi interrompido por mais de uma hora. Ainda em Chimoio, um cidadão foi detido no posto de votação de Nhamadjessa por se apresentar embriagado e fazer campanha a favor da Renamo no local.

Em Nacala-Porto, dois cidadãos idosos e portadores de cartões de eleitores foram retidos e colocados cárcere privado pela Renamo em Nacala Porto, com alegações de os mesmos serem trazidos de outros municípios para votar a favor da Frelimo em Nacala. Há um grupo da Renamo composto por jovens cujo trabalho é identificar e remover das filas pessoas que dizem não residir na cidade. Entretanto, os alvos desta busca apresentam cartões de eleitores válidos.

No início da tarde, a Polícia resgatou os cidadãos retidos depois de uma negociação dirigida pelo comandante local da Polícia.

A plataforma da Sociedade Civil, Votar Moçambique, diz que de uma forma geral o processo de votação estar a decorrer de forma ordeira, registaram-se incidentes que devem ser mencionados como o a detenção de delegados suplentes da Renamo.

O impedimento de votar a alguns eleitores devido à falha dos próprios agentes eleitorais, alguma violência e agitação em algumas mesas devido à morosidade do processo e algumas tentativas de realização de campanha por parte de alguns membros de formações políticas concorrentes são outros problemas que esta plataforma aponta e defende que devem ser mencionados.

Como causas, o Votar Moçambique aponta essencialmente a falta de domínio das normas e procedimentos por parte de alguns membros das mesas de voto. Às 19 horas, o Votar Moçambique volta a pronunciar-se sobre o processo.

Estas são as quintas eleições autárquicas que acontecem no país.

 

 

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