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O País – A verdade como notícia

Venâncio Mondlane denuncia assassinatos de membros do ANAMOLA

O presidente do Partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, denuncia uma alegada onda de insegurança que, segundo afirma, está a afectar membros da sua formação política em diferentes regiões do país. Mondlane, que falava esta sexta-feira em Quelimane, disse que 56 membros do ANAMOLA foram assassinados, apontando ainda para casos de incêndio

Ninguém pode ser impedido de estudar devido ao lugar onde nasceu ou religião que professa, ou ainda pela condição financeira da sua família, disse o Presidente do Brasil, nesta segunda-feira, na outorga do título Doutor Honoris Causa em “Ciência Política, Desenvolvimento e Cooperação”. Lula da Silva vincou que é papel do Estado garantir as mesmas oportunidades de ensino para todos.

Abarrotada. É como estava a sala do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano onde se realizou a cerimónia de Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao Presidente da República Federativa do Brasil, Lula da Silva, em “Ciência Política, Desenvolvimento e Cooperação” pela Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo). 

“Aos 80 anos de idade, depois de passar por tantas coisas, eu jamais imaginei que poderia ficar emocionado outras vez”. Foram algumas das primeiras palavras do discurso de ocasião, que literalmente se traduziu numa aula sobre como governar para prosperar uma nação e o seu povo, mormente através da educação.

“Na verdade, eu sou um chorão por natureza. Quero dizer ao corpo docente desta universidade e a todos que colaboraram para me dar este prémio que já tenho muitos títulos Doutor Honoris Causa”, disse Lula da Silva e explicou que, porém, nenhuma das distinções o emocionou como a que a UP-Maputo lhe atribuiu, porque não sentia nenhuma diferença entre ele e os docentes da instituição.

“Eu sinto que somos iguais. Sinto-me orgulhoso” pela honra da UP-Maputo. “Recebo-o com imensa alegria e honra (…)” e trata-se de um título que “simboliza a compreensão compartilhada de que o desenvolvimento verdadeiro não pode ser imposto de fora. Deve nascer da vontade e da inteligência dos povos. A cooperação internacional só é justa quando é feita com base na solidariedade e no respeito à dignidade e soberania de cada país. É nesse modelo que o Brasil acredita”.

Lula da Silva afirmou que sempre se guiou por essa convicção e acredita que o combate à pobreza e à fome deve estar no centro do projecto de desenvolvimento de um país. “A fome não é falta de comida, é falta de justiça. É o resultado de decisões políticas equivocadas, de desigualdades históricas, de sistemas económicos” que não têm em conta as oportunidades existentes.

O Presidente brasileiro disse não compreender a razão de haver tanta gente a passar fome no mundo, mas acredita que a situação se deve às más políticas dos governantes. “Não podemos aceitar que o povo pobre seja tratado como se fosse invisível”. 

O Brasil fez do combate à fome uma obsessão, afirmou Lula da Silva, que assegurou ter a mesma obsessão pela educação. Segundo explicou, após ser proclamado Presidente do Brasil, determinou que “era proibido falar em gasto com a educação”, pois ela é um investimento, e o melhor que um governo faz.

A seguir à declaração, ouviram-se aplausos estrondosos. A classe académica e demais personalidades colocaram-se em pé, ovacionando Lula da Silva.

A UP-Maputo “traduz os sonhos de uma nação”. O Presidente brasileiro orientou o seu discurso, diga-se profundo e emocionante, para o sector da Educação: “A educação foi uma das primeiras trincheiras da construção de Moçambique”.   

“Universidade Pedagógica de Maputo é símbolo da esperança de um país ainda jovem, que apostou no saber para transformar a sua trajectória. (…) Os ensinamentos de Paulo Freire encontraram solo fértil.”

Paulo Reglus Neves Freire, de nacionalidade brasileira, foi, entre outras formações, um educador e filósofo. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial e influenciou um movimento chamado pedagogia crítica. 

Segundo Lula da Silva, Paulo Freire mostrou que a verdadeira educação deve ser libertadora. “Não apenas para ensinar a ler as palavras, mas também a ler o mundo. Os seus métodos e a sua filosofia ajudaram a formar gerações de professores alfabetizadores e líderes comunitários. Este título que recebo é, também, uma homenagem a ele e a todos educadores moçambicanos e brasileiros que mantêm viva a chama do conhecimento e da liberdade”.

No Brasil, o ensino superior sempre foi pensado e reservado para a elite, disse Lula da Silva e explicou que, com a sua intervenção, quando se tornou Presidente do Brasil, houve reorientação. “Foi preciso que o metalúrgico, sem diploma universitário, chegasse ao poder pelo voto popular para mudar essa realidade”.

Para Lula da Silva, a educação e a democracia caminham juntos. “Não há democracia verdadeira onde o povo não tem conhecimento. Não há desenvolvimento onde a riqueza se concentra em poucas mãos. Educar é fazer da igualdade de oportunidades uma realidade concreta e não uma promessa distante. Quando investimos na educação, formamos cidadãos conscientes, trabalhadores qualificados e lideranças éticas”.

“Eu tenho na minha pele, na minha vida, o que é uma pessoa formada e não formada. Eu sei o quanto vale alguém sem formação e com formação”, disse o Presidente brasileiro que, emocionado e com a voz a escapar-lhe, referiu que sabe o valor de uma menina e de uma mulher sem profissão e à procura de emprego.

“Eu sei quantos abusos a gente sofre por não ter tido a oportunidade” de ir à escola. “Ninguém pode ser preterido de estudar pelo lugar onde nasceu, pela religião que professa” ou pela condição financeira da sua família. “Cabe ao Estado garantir para todos as mesmas oportunidades. Não é possível a gente não compreender que um jovem formado” tem melhores chances de arranjar emprego e viver melhor. E, se for mulher, ganhar consciência sobre os desafios da vida.

Para os jovens, Lula da Silva deixou a mensagem de que, quando eles não mais acreditarem na política, que ninguém mais presta e que “todo o mundo é corrupto”, é preciso não desistir, porque dentro de cada um deles existe “um político decente, e não dentro dos outros”.

Lula destacou igualmente iniciativas que permitem que moçambicanos e brasileiros partilhem conhecimento e experiências através da formação superior.   

Os Governos de Moçambique e Brasil assinaram hoje nove instrumentos jurídicos para reforçar a cooperação entre os dois países. Falando à imprensa, Daniel Chapo destacou o apoio do Brasil nos esforços de combate ao terrorismo em Cabo Delgado. 

Na presença dos Presidentes de Moçambique e Brasil, na Presidência da República, os governos dos dois países assinaram nove instrumentos jurídicos, entre memorandos de entendimento, protocolos e adendas a acordos em vigor.

O Presidente de Moçambique reconheceu o apoio do Brasil nos esforços para ocombate ao terrorismo em Cabo Delgado e reafirma o compromisso do Governo em acabar com o mal. Por sua vez, Lula da Silva reafirmou também a abertura de continuar a cooperar com Moçambique em várias áreas de interesse dos dois países.

Lula da Silva chegou à Moçambique na tarde de domingo, para uma visita de trabalho de dois dias.

Os Presidentes Daniel Chapo e Emmerson Mnangagwa defenderam, durante o Fórum de Negócios Moçambique–Zimbabwe, uma  nova etapa de cooperação económica assente no investimento  privado, na valorização das cadeias produtivas e no reforço dos  corredores de desenvolvimento. 

Perante empresários dos dois países, os estadistas sublinharam que o  encontro constitui uma plataforma estratégica para transformar o  potencial bilateral em parcerias concretas nos sectores de agricultura,  energia, logística, turismo e industrialização.

Ao dirigir-se aos participantes do fórum, Daniel Chapo  afirmou que o encontro é essencial para impulsionar o crescimento  partilhado. “Somos dois países irmãos que as trocas comerciais são  extremamente importantes para o desenvolvimento dos nossos dois  países”, disse. 

O Chefe do Estado destacou a agricultura como prioridade para o  investimento conjunto, sublinhando o potencial complementar entre  os dois países. “A primeira é a agricultura, que é a base do nosso  desenvolvimento. Nós temos terras aráveis, os nossos irmãos  zimbabweanos têm conhecimento, têm tecnologia, têm experiência  no desenvolvimento da agricultura”, afirmou. 

Chapo reforçou também o papel estratégico do sector  energético, destacando projectos como a expansão de Cahora  Bassa, Mphanda Nkuwa e a central a gás de Temane. “Então, é uma  oportunidade ímpar para os nossos irmãos zimbabweanos investirem  em Moçambique neste sector e poderem exportar energia eléctrica de  Moçambique para países vizinhos, mas principalmente para o  Zimbabwe”, afirmou. 

O turismo foi igualmente apontado como área de grande potencial,  com Chapo dirigente a realçar que Moçambique dispõe  de uma “costa de cerca de 2700 quilómetros de praia, ilhas bonitas”,  além de parques e reservas. Destacou também o acordo assinado  ainda para apoiar pequenas e médias empresas, sobretudo de  jovens e mulheres. 

O dirigente moçambicano referiu também o trabalho conjunto em  curso para modernizar os corredores da Beira e do Limpopo, com foco  na implementação de fronteiras de paragem única, como Machipanda e Kuchamano, para garantir maior rapidez na circulação  de mercadorias e maior eficiência logística. 

Por sua vez, o Presidente Emmerson Dambudzo Mnangagwa afirmou  que a cooperação económica deve resultar em ganhos reais para as  populações. “É importante que os nossos esforços colectivos permitam  alcançar maior valor para os nossos produtos primários, ao mesmo  tempo que geramos emprego sustentável, promovemos o  empoderamento e impulsionamos a criação de riqueza”, declarou. 

Mnangagwa sublinhou que a integração regional constitui “a  estratégia económica central do Zimbabwe”, explicando que o seu  Governo continua a implementar reformas para reduzir custos de  comércio, harmonizar padrões e eliminar barreiras não comerciais.  Acrescentou que “o Zimbabwe é um país sem litoral, mas com  Moçambique não nos sentimos enclausurados”. 

O estadista apelou ao envolvimento activo do sector privado e das  instituições financeiras, afirmando que há abertura total para  investimentos cruzados.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebe o homólogo da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que efectua, a partir de hoje uma visita de trabalho de dois dias à República de Moçambique, em resposta ao convite formulado pelo Chefe do Estado.

A visita insere-se no quadro do reforço das históricas relações de amizade e cooperação entre Moçambique e o Brasil, e constitui uma oportunidade para o aprofundamento do diálogo político e para a expansão de parcerias estratégicas em múltiplos domínios do desenvolvimento.

Na segunda-feira, 24 de Novembro, os Presidentes Daniel Chapo e Lula da Silva manterão um “tête-à-tête” e, posteriormente, conversações bilaterais. O encontro permitirá a troca de impressões sobre a situação política, económica e social dos dois países, bem como a abordagem de temas de interesse comum nos planos bilateral e multilateral.

Durante a sua permanência em Maputo, o Presidente Lula da Silva será outorgado com o Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Pedagógica de Maputo, bem como irá interagir com empresários moçambicanos e brasileiros, num encontro orientado para a identificação de novas áreas de cooperação, promoção de parcerias e exploração de oportunidades de investimento em Moçambique.

Moçambique e Zimbabwe  inauguraram hoje uma nova etapa nas suas relações bilaterais  com a realização da 1ª Sessão da Comissão Binacional, que substitui o  antigo mecanismo de Comissões Mistas. Presidida pelos Chefes de Estado Daniel Chapo e Emmerson  Dambudzo Mnangagwa, o encontro resultou em decisões estratégicas, que tem como objextivo a eliminação de barreiras ao comércio, a  livre circulação de pessoas e bens e a aceleração de projetos de infra-estruturas, energia e segurança, incluindo o apoio do  Zimbabwe na luta contra o terrorismo.

A sessão, realizada em Maputo no âmbito da Visita de Estado do  Presidente Mnangagwa, permitiu aos dois governantes reforçar a  coordenação política e económica entre os dois países e consolidar  um novo ciclo de cooperação bilateral. 

Os estadistas assinalaram que as deliberações da Comissão Binacional  representam um avanço significativo na integração económica, na  concertação estratégica e na dinamização de sectores prioritários  como transportes, energia, agricultura, recursos minerais e segurança. 

Durante a abertura dos trabalhos, o Chefe do Estado referiu que a sessão marca o início de uma  nova dinâmica de cooperação bilateral em áreas estruturantes,  sublinhando que a visita do homólogo constitui “mais uma  oportunidade de reforçar as relações históricas de irmandade,  amizade, solidariedade entre os povos moçambicano e do Zimbabwe,  e a cooperação que une Moçambique e Zimbabwe”, além de  imprimir “uma nova dinâmica de cooperação bilateral”. 

O estadista acrescentou que o Governo moçambicano mantém  disponibilidade […] em continuar a cooperar com a República do  Zimbabwe em prol do desenvolvimento económico dos dois países e  do bem-estar social de ambos povos, apontando os corredores da  Beira e de Maputo como eixos essenciais para o impulso logístico e  comercial entre as duas nações.

O Presidente Mnangagwa, por sua vez, afirmou que o Zimbabwe reconhece e valoriza altamente a excelência das relações com  Moçambique, salientando ainda a forte convergência histórica,  cultural e comunitária que une os dois países. Sublinhou que estes  contactos regulares têm permitido aprofundar a compreensão mútua  e promover “o movimento de relações bilaterais fortes e excelentes”,  vincando que os resultados da cooperação devem beneficiar  directamente as populações de ambos os países. 

Mnangagwa adiantou que o Zimbabwe está “pronto para colaborar  com Moçambique em projectos juntos cujo impacto ascende além dos  nossos países”, mencionando iniciativas ligadas à infraestrutura  energética, ao porto de águas profundas e à modernização da rede  de trânsito, consideradas essenciais para impulsionar o  desenvolvimento económico regional. 

Na conferência de imprensa conjunta, Chapo destacou  o simbolismo da visita, coincidente com o jubileu de ouro da  independência de Moçambique e o 45.º aniversário da  independência do Zimbabwe, além da transformação das Comissões  Mistas na nova Comissão Binacional. 

O governante confirmou o apoio de Moçambique à candidatura do  Zimbabwe a membro não-permanente do Conselho de Segurança  das Nações Unidas para o período 2027–2028. Assinalou ainda os  progressos na cooperação em defesa, energia, transportes, logística,  agricultura, turismo, industrialização e recursos hídricos, defendendo o  reforço dos corredores da Beira e do Limpopo e o avanço do projecto  do Porto de Techobanine, na província de Maputo.

Os estadistas enfatizaram o compromisso com a partilha de  experiências de governação, capacitação institucional e  fortalecimento das capacidades técnicas e humanas, com destaque  para programas de formação de jovens e mulheres. 

Ademais, sublinharam a relevância de manter mecanismos de diálogo  contínuo entre os dois países, visando antecipar desafios comuns,  promover a paz e a estabilidade na região e criar sinergias que  potenciem o impacto das políticas públicas em benefício das  populações moçambicana e zimbabweana.

O Presidente zimbabweano, Emmerson Mnangagwa, visitou, este sábado, a Assembleia da República, acto que Margarida Talapa disse ser uma amostra das boas relações existentes entre os dois países. 

“Expressamos, em nome da Assembleia da República, e do Povo que representamos, o nosso maior respeito e gratidão por Sua Excelência o Presidente da República do Zimbabwe, incluir o Parlamento Moçambicano, no roteiro da sua visita ao país. Para nós, esta não é uma simples visita, a presença de Vossa Excelȇncia Senhor  Presidente Mnangagwa é prova viva das excelentes relações existentes entre os dois países e Povos”, disse Talapa em declaração à imprensa.

Margarida Talapa sublinhou agradeceu ainda o Zimbabwe pelo “apoio alimentar e insumos agrícolas disponibilizados pelo Governo do Zimbabwe às famílias afectadas pelos ciclones no centro e norte de Moçambique, mas também na luta contra o terrorismo”.

Moçambique e Zimbabwe  reafirmaram esta sexta-feira, em Maputo, o compromisso de aprofundar a  cooperação bilateral e acelerar projectos estruturantes que reforcem  a integração económica regional, no quadro da Visita de Estado do  Presidente Emmerson Dambudzo Mnangagwa a Moçambique. 

Durante o banquete oferecido ao Presidente do Zimbabwe por  ocasião da sua Visita de Estado a Moçambique, os dois Chefes de  Estado destacaram a importância dos corredores logísticos, das infra-estruturas estratégicas e da expansão das áreas de cooperação para  impulsionar o desenvolvimento partilhado.

Daniel Chapo destacou que a presença do  dirigente zimbabweano constitui “um testemunho vibrante da  vitalidade das relações de amizade, solidariedade e cooperação”  entre os dois povos. 

Como prioridade, o Chefe do Estado moçambicano destacou a  dinamização de sectores estratégicos com potencial de  transformação económica, nomeadamente: transportes e logística,  recursos minerais e energia, agricultura, industrialização, turismo,  digitalização e expansão do comércio bilateral. “Estes sectores  oferecem oportunidades tangíveis para gerar benefícios económicos  mútuos”, afirmou. 

O governante reafirmou ainda o compromisso inequívoco de  Moçambique com a operacionalização dos corredores do Limpopo e  da Beira, decisivos para o fluxo comercial zimbabweano. 

“Corredores eficientes são catalisadores da integração económica  regional e motores essenciais para o crescimento do comércio intra africano”, frisou. Considerou igualmente prioritária a implementação  do Projecto do Porto de Techobanine e a harmonização ferroviária no  Zimbabwe.

O estadista moçambicano recordou que os dois países têm uma  responsabilidade histórica de transformar o seu potencial  geoeconómico num eixo de crescimento regional, realçando a  oportunidade criada pela Zona de Comércio Livre Continental  Africana. Defendeu a remoção de barreiras comerciais, a atracção  de investimentos conjuntos e a criação de plataformas empresariais  para impulsar a industrialização e a competitividade. 

Por seu turno, o Presidente Zimbabweano, Emmerson Dambudzo Mnangagwa, afirmou  sentir-se “honrado e privilegiado” por regressar a Moçambique,  considerando esta a sua primeira Visita de Estado após a tomada de  posse do Presidente Chapo. 

Sublinhou que este encontro “constitui um  testemunho da relação entre os dois países, de forma a acelerar o  desenvolvimento partilhado e a prosperidade para os nossos povos”. 

Mnangagwa destacou que os dois países já  cooperam em energia, transporte, segurança e gestão da vida  selvagem, e assegurou que o Zimbabwe está preparado para  aprofundar sinergias em agricultura, educação, mineração, infra estruturas, tecnologias e resiliência climática. 

 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, recebeu, esta sexta-feira, em audiência, Cesaltina  Lorenzoni, Chefe do Programa Nacional do Controlo do Cancro e  Directora Científica e Pedagógica do Hospital Central de Maputo, que  o informou sobre a sua eleição como Presidente da Organização  Africana de Treino e Pesquisa em Cancro (AORTIC), um cargo  continental que Moçambique passa a assumir pela primeira vez na  história.

Durante a audiência, Cesaltina Lorenzoni explicou ao Chefe do Estado  que a sua eleição ocorreu no dia 5 de Novembro, durante a 15ª  Conferência da AORTIC, realizada em Hammamet, na Tunísia. 

“Tive encontro com Sua Excelência o Presidente da República, Daniel  Francisco Chapo, no âmbito da eleição e nomeação como  Presidente da Organização Africana de Treino e Pesquisa em Cancro,  chamada AORTIC”, afirmou. 

A responsável recordou que a AORTIC foi fundada em 1982, em  Seattle, nos Estados Unidos da América, passando no ano seguinte a  instalar-se em África (Togo) para centrar esforços no controlo do  cancro no continente. O mandato agora assumido por Moçambique  terá a duração de dois anos, abrangendo o período de 2025 a 2027, e  representa, segundo Lorenzoni.  

A AORTIC abrange todos os países africanos e integra igualmente  membros da Europa e da América do Norte, formando uma rede  internacional dedicada à prevenção, investigação e expansão de  capacidades científicas na área oncológica. Em termos estruturais, o  Presidente da organização lidera o Conselho composto por Vice presidentes que representam as regiões africanas — Norte, Oriental,  Central, Ocidental e Austral —, assim como a Europa, América do  Norte e os países africanos de língua oficial portuguesa. 

Lorenzoni destacou que, com esta nomeação, “Moçambique  posiciona-se num lugar estratégico, com múltiplas dimensões, como  prestígio internacional”, assumindo um papel de liderança na agenda  continental do controlo do cancro. A nova função reforça a credibilidade científica do país e a sua influência técnica em fóruns de saúde pública. 

A dirigente sublinhou ainda que outro benefício estratégico está  relacionado ao incremento das parcerias internacionais. “Com esta  posição, Moçambique poderá permitir atrair mais investimentos, mais  cooperação técnica e também oportunidade de formação e  desenvolver projectos de investigação para instituições nacionais”,  disse. 

No plano interno, a participação moçambicana activa na definição  das prioridades continentais cria, segundo Lorenzoni, “uma condição  favorável para nós acelerarmos e reforçarmos o controlo do cancro  no nosso país, com um impacto directo na prevenção, diagnóstico,  tratamento e cuidados paliativos”. Acrescentou que a visibilidade  internacional permitirá ao país mobilizar mais recursos e alianças  estratégicas para o reforço do Serviço Nacional de Saúde. 

A responsável destacou igualmente o significado histórico desta  nomeação: “Desde a altura da fundação desta organização, em  1982, é pela primeira vez que um país de língua oficial portuguesa  preside a esta organização”. Para Lorenzoni, esta conquista aumenta a  responsabilidade de Moçambique, na medida em que seremos vistos  como um espelho a nível global.

Moçambique foi eleito, na última quarta-feira, dia 19 de Novembro de 2025, para assumir a vice-presidência do Comité das Nações Unidas para a Gestão Global de Informação Geo-Espacial para África (UN-GGIM AFRICA).

As eleições ocorreram no âmbito da realização da 11ª sessão da Região Africana do Órgão, que decorre de 17 a 21 de Novembro em Acra, Gana, em paralelo com a Conferência Internacional África GIS ( Africa Geoespacial Information System).

Neste evento, Moçambique está representado pela directora-geral da Agência Nacional de Desenvolvimento Geoespacial, Odete Semião.

No mesma reunião, Marrocos foram eleitos o Marrocos para ocupar a Presidência do Comité das Nações Unidas para a Gestão Global de Informação Geoespacial para África, o Burkina-Faso para a 1ª vice-presidência, o Burundi para 1º Relator e o Congo para 2º Relator.

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