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Perto de 15 mil pessoas falham primeira dose da vacinação contra COVID-19

A cobertura da primeira dose da vacina contra a COVID-19 foi de 83,7 por cento até o dia 25 de Março corrente, assegurou, na sexta-feira, a directora nacional adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe. Esperava-se vacinar, ao todo, 90 422 pessoas, mas foram imunizadas 75 669.

Os dados são referentes à vacinação dos grupos considerados como sendo de maior risco. No grupo prioritário, houve profissionais que recusaram tomar a vacina. Nesta primeira ronda da primeira dose de vacinação, as pessoas abrangidas são, maioritariamente, profissionais da Saúde.

“Tivemos algumas recusas, naturalmente, estamos a fazer ainda o levantamento de quantas pessoas fazem parte do grupo dos que recusaram fazer parte da vacinação”, referiu Benigna Matsinhe, que falava na sexta-feira passada durante uma conferência de imprensa.

A partir desta segunda-feira, arranca a administração da segunda dose da vacina e o Ministério da Saúde já traça plano para a próxima fase, tendo já definido os novos grupos prioritários.

“Iremos introduzir pessoas que têm doenças que fazem terapia mono supressiva e prisioneiros. Estamos a pensar, dependendo da quantidade das vacinas que vamos ter, incluir professores primários, jornalistas e polícias”, avançou a directora nacional adjunta de Saúde Pública.

Neste momento, o país conta com um stock de vacinas que poderá cobrir mais 340 mil pessoas. E porque se aproxima a festa da páscoa, que pode trazer muitos emigrantes para o país, o Ministério da Saúde afasta eventuais receios.

“Temos que aprender com o que fizemos de errado no passado. Estamos em período de emergência. Em nenhum momento se levantou o Estado de Calamidade e se levantaram as medidas restritivas. São estas medidas que vão prevalecer na Páscoa”, disse Matsinhe.

O ALERTA CONTINUA

O Instituto Nacional de Saúde (INS) diz que é preciso muita cautela, antes de decidir pelo relaxamento das medidas impostas pelo decreto da situação de Calamidade Pública, apesar de haver uma tendência decrescente de casos positivos do novo Coronavírus.

“Temos 10 vezes mais casos activos actualmente quando comparados com o mês de Dezembro. A taxa de positividade actual baixou, mas ainda é superior àquela de Dezembro. A taxa de ocupação de camas baixou, mas ainda não alcançou os níveis para a reversão das medidas”, alertou Eduardo Samo Gudo, director adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS).

De sexta-feira para domingo (ontem), 11 pessoas perderam a vida vítimas da COVID-19, de acordo com os dados disponibilizados pelas autoridades da Saúde. Em termos de novos casos positivos, o Ministério da Saúde registou 435 durante os três dias.

No período em análise, o Ministério da Saúde reportou 39 novos internamentos, sendo 16 nos dados apresentados na sexta-feira, 15 no sábado, e oito neste domingo. Já em termos de recuperados, há ainda registo de 1180 nos três dias em análise, isto é, de sexta-feira a domingo.

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