O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros, devido à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo Delgado. Os autocarros de transporte público de passageiros de Montepuez pararam de circular há quase uma semana. O edil de Montepuez, Cecílio Chabane, reconhece o problema e explica que a edilidade tem estado a trabalhar para garantir que haja combustível nos próximos dias.
Além de criar transtornos na mobilidade da população, a paralisação dos autocarros em Montepuez provocou uma onda de desinformação sobre as reais causas do problema. Nesse sentido, a edilidade apela à calma dos munícipes.
Para minimizar o sofrimento da população, o município de Montepuez retomou, temporariamente, o transporte público de passageiros enquanto aguarda o fim da crise de combustíveis.
Montepuez recebeu, neste ano, cinco autocarros, dois dos quais circulam no centro da cidade, enquanto outros dois fazem a rota Balama-Namuno, numa extensão de sessenta quilómetros.
O Capitão-tenente na reserva, Abdul Machava, alerta que o Estado moçambicano deve repensar a estratégia de segurança no país, pois os supostos Naparamas, que tem protagonizados ataques nos distritos de Morrumbala e Luabo, na Zambézia, já demonstraram ser um grupo organizado e devidamente treinado.
Para Machava, ataques que ocorreram na Zambézia ultrapassam a dimensão das manifestações pós-eleitorais, olhando para a forma como os mesmos são levados a cabo.
“A violência que Morrumbala e Luabo assistiram, por duas vezes, ela foge do contexto das manifestações convocadas por Venâncio Mondlane ou pelo PODEMOS”, alerta Machava, que as manifestações tomaram qualquer coisa que pode colocar em causa a integridade territorial no país.
“Pelo nome que alguns grupos ostentam, como é o caso dos Naparamas, que se tem ouvido muito falar nos últimos dias, o que sugere homens que carregam essa distinção mítica da guerra dos 16 anos”, explica Abdul Machava.
Face a esse cenário, segundo Machava, a segurança do Estado moçambicano pode estar em causa. Por isso, o capitão alerta que não se pode cometer o mesmo erro de outros contextos.
“Não podemos correr o mesmo risco que corremos quando começou a situação militar em Cabo Delgado. Dissemos, na altura, que atacar Auaze e Macomia em simultâneo revelava um grupo estruturado e que não podiam ser apenas militares e criminosos normais”, alerta.
Nesse contexto e olhando para a forma como os ataques ocorreram, Machava alerta que é preciso tratar este assunto com muita atenção e responsabilidade.
“O ataque a Morrumbala e Luabo e consequente libertação dos prisioneiros, saque de computadores e morte de polícias demonstra que este grupo é organizado, com ideais, preparado, bem treinado e que, provavelmente, tenha um comando específico”, explica o Capitão-tenente na reserva. Alerta, por isso, aos que pensam na estratégia de segurança do Estado para que tenham muito cuidado e, acima de tudo, devem, actuar no sentido de encontrar possíveis soluções para aquilo que considera de “grande problema”.
Mas, mais do que olhar para a estratégia de segurança, é preciso procurar, primeiro, alerta Machava, a raiz do problema.
“O nosso país é frágil economicamente, militarmente e em todos os sentidos, precisa de negociar constantemente sob pena de emergirem grupos com interesses próprios”, anota. Esse facto, segundo Abdul Machava, pode tornar o país ingovernável como o que “temos assistido na Somália e na República Democrática do Congo”.
Cerca de 800 vendedores do Mercado da Paz abandonaram recentemente as bancas e voltaram a ocupar os passeios da paragem senta-baixo, ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1) em Chongoene, província de Gaza.
“Está a multiplicar-se, diariamente, o número de pessoas, que, em vez de recorrer a bancas fixas, preferem enfrentar o risco de ser atropeladas na estrada, tudo na tentativa de fazer pequenos negócios”, revelou Alfeu Macane, porta-voz do Serviços distritais de actividades económicas de Chongoene.
Os vendedores dizem que preferem vender fora do mercado, pois é o local de maior afluência.
“Isto não está fácil. Quando amanhece, é preciso correr para ganhar a vida. O Senta-Baixo tornou-se um local de grande perigo”, comentou Maria Tânia, uma vendedeira.
A concentração arbitrária de vendedores, além de desfigurar a imagem da área, coloca em risco os compradores e o cenário piora durante a noite.
Atravessada pela EN1 e pela EN102, a paragem senta baixo tem sido palco de sinistros rodoviários. Uma realidade completamente ignorada pelos vendedores.
“Às vezes os veículos são obrigados a buzinar, mas sem sucesso. Por dia registamos cerca de 5 atropelamentos. Estamos preocupados” , disse Alfeu Macane.
Lúcia Macave, 64 anos, é vendedeira há mais de 30 anos e diz que o mercado de Chongoene até reúne boas condições, mas há falta de clientes, devido a supostos problemas tradicionais.
“Há problemas sérios porque não houve negociação entre Governo e proprietário do espaço. Ficamos uma semana naquele mercado, mas diariamente conseguimos vender entre 10 e 15 meticais.” , esclareceu.
Fazem parte dos que saíram do mercado, Marcos Semende e Samuel Paulo, eles apontam a posição e a dimensão do mercado como as causas do abandono.
O porta-voz do serviço distrital de actividades económicas, Alfeu Macane, nega que o abandono das bancas esteja relacionado com a falta de clientes. Macane fala de encontros em curso, para encontrar saídas para problemas.
“No rol das actividades desenvolvidas durante este período, há que destacar a sensibilização aos vendedores para que voltem a preencher as mesas. Caso contrário, até 15 de Janeiro próximo vamos usar outras medidas para a sua retirada”, afirmou Macane.
O mercado da Paz no distrito Chongoene custou aos cofres do Estado mais de 13 milhões de meticais.
O Atlético de Madrid do internacional moçambicano Reinildo Mandava é líder da primeira liga espanhola, com 41 pontos. Os “colchoneros” assumiram a liderança após vencerem, este sábado, o Barcelona por duas bolas a uma.
Um jogo de capital importância para as duas equipas. Se por um lado o Barcelona tinha intenções de cimentar a liderança na prova, por outro o Atlético queria alcançá-la. Os culés estiveram perto do golo em duas ocasiões, mas sem sucesso. Sempre a falhar o alvo.
O mesmo não aconteceu na terceira oportunidade, em que Pedri foi eficaz. Na segunda parte, o Barcelona continuou a jogar com mais profundidade. Ainda assim, não conseguia ampliar o resultado. Raphinha teve o golo nos pés, mas tirou mal as medidas.
O Atlético apareceu no momento certo para empatar a partida, através de De Paul num erro imperdoável da defensiva. Mais pressionantes, os “colchoneros” acreditaram que poderiam desfazer o resultado.
Sörloth acabou sendo o herói da equipa de Diego Simeone. O Atlético é líder da liga espanhola com 41 pontos, mais três que o Barcelona na segunda posição. O Manchester City continua em crise. A equipa de Pep Guardiola somou a sétima derrota na Premier League, diante do Aston Villa por 1-2.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prometeu colocar câmaras de vigilância por toda a cidade de Bissau para inspecionar o trabalho dos agentes da polícia.
“Ai do polícia que for apanhado a pedir mil francos a alguém”, alertou Sissoco Embaló, citado pela DE.
O Presidente falava num discurso por ocasião da inauguração das novas instalações da Polícia de Intervenção Rápida.
O Presidente guineense afirmou que a Polícia de Trânsito tem como missão inspeccionar o comportamento dos motoristas e transeuntes na via pública, mas não pedir dinheiro.
Umaro Sissoco Embaló anunciou para 2025 um processo de reforma na Polícia de Trânsito através de recrutamento de novos agentes como, disse, tem acontecido com diversas forças policiais do país. “Vamos fazer reforma na polícia de trânsito. Temos de recrutar jovens. A partir de janeiro vamos completar a instalação de câmaras de vigilância por toda a cidade de Bissau”, esclareceu Embaló.
Logo no início do seu mandato em 2020, Umaro Sissoco Embaló ordenou a instalação de câmaras de vigilância nalgumas zonas da capital guineense, cujo ponto de controlo se encontra no Ministério do Interior.
A Associação Nacional dos Professores diz que só vai corrigir os exames dos alunos durante as férias, o que poderá afectar a programação do próximo ano lectivo. A ANAPRO desmente as informações do Governo, segundo as quais a falta de pagamento de horas extras deve-se a não realização da prova de vida.
Depois de o porta-voz do Governo ter anunciado que está em curso o pagamento de horas extras dos professores, a Associação Nacional dos Professores trouxe o seu posicionamento, este sábado, e diz que não compreende a forma como estão a ser feitos os pagamentos.
De acordo com a ANAPRO, há neste momento, mais de 100 escolas que boicotaram a realização de exames em todo o país, o que consequentemente compromete os programas do próximo ano lectivo.
Caso a situação prevaleça, os professores ameaçam não só manter o seu posicionamento como também não vão dar aulas durante o ano lectivo 2025.
Um grupo de homens armados designados por “Naparamas” assaltaram a vila sede distrital, mataram dois agentes da PRM e vandalizaram diversas infra-estruturas, entre públicas e privadas. Muitos funcionários estão em debandada à procura de locais seguros.
No distrito de Luabo os “Naparamas”, divididos em vários grupos, assaltaram e vandalizaram a secretaria distrital e, na mesma sequência, o comando da PRM por volta das 4 horas de sexta-feira.
No comando, o referido grupo incendiou duas viaturas da Polícia. Aliás, marchou numa clara exibição de forças diante do contingente policial destacado para repor a ordem.
A PRM não confirma, mas as nossas fontes, indicam que o grupo matou dois agentes afectos ao comando distrital.
Ainda em Luabo, outro grupo invadiu casas das populações protagonizando ameaças.
O nosso jornal sabe que muitos funcionários abandonaram a vila.
Reprovações em massa na escola comunitária Santos Inocentes, na cidade da Beira levou hoje os alunos e pais a amotinarem-se para exigir explicações. Dos 475 admitidos aos exames da 10ª classe, apenas 5 foram aprovados.
Está instalado um braço de ferro entre os alunos, encarregados de educação e a direcção da Escola Comunitária Santos Inocente, localizadas no bairro da Manga, na cidade da Beira, devido a reprovação em massa dos alunos da 10ª classe.
Foram admitidos aos exames nesta escola 475 alunos. Os resultados foram divulgados na passada quarta-feira e são desastrosos. Apenas cinco dos 475 alunos transitaram para a 11ª classe. Nesta sexta-feira, os alunos e seus encarregados de educação foram exigir explicações à direção da escola.
A direcção recusou-se a falar sobre o assunto. Entretanto, o sector de Educação na Beira disse que ainda não recebeu oficialmente os dados da escola em referência.
Na cidade da Beira foram submetidos aos exames finais da 10ª classe cerca de 14 mil alunos.
Mais de 40 milhões de pessoas estão agora a lutar para se alimentar na África Ocidental e Central. Prevê-se que este número aumente para 52 milhões até meados de 2025, de acordo com a as Nações Unidas.
Num novo relatório divulgado na sexta-feira, o Programa Mundial para Alimentação diz que 3,4 milhões de pessoas estão actualmente a enfrentar níveis de emergência de fome na região, representando um aumento de 70% desde o verão.
O relatório refere que conflitos, deslocamentos, instabilidade económica e choques climáticos severos estão entre as causas da insegurança alimentar. O conflito em andamento no Sahel, bem como a guerra civil sudanesa, deslocaram à força mais de 10 milhões de pessoas em toda a região. Grandes inundações na Nigéria e no Chade no início deste ano tornaram a situação aguda.
Embora os números sejam impressionantes, o novo relatório aponta para uma redução do número de pessoas em insegurança alimentar em 7,7 milhões, comparativamente ao ano passado. Ainda assim, o relatório alerta que a insegurança alimentar atingirá no próximo ano quase uma em cada 10 pessoas na África Ocidental e Central.
O ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, desmente que o projecto BRT esteja paralisado e afirma que apesar de serem invisíveis, há acções em curso e vai realmente ser concluído em 2026. Magala denuncia ainda o uso dos serviços de telecomunicações para o incitamento à violência no país.
Lançado em Abril de 2023 e orçado em 250 milhões de dólares, disponibilizados pelo Banco Mundial, o projecto BRT tem dado poucos sinais, e a sua materialização deverá ser efectiva até 2026.
Aliás, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento e a Direcção dos Transportes na Cidade de Maputo já tinham falado de constrangimentos na execução do projecto, como é o caso da ocupação de um espaço em Magoanine, pelos vendedores de inertes, um local previsto para a passagem do BRT.
Confrontado com os factos, o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, diz haver avanços, apesar de admitir que não estão no nível desejado.
O sector dos Transportes e Comunicações está reunido no quadragésimo segundo conselho coordenador na Cidade de Maputo e durante dois dias vai avaliar o desempenho dos últimos cinco anos.
Mateus Magala lamentou o uso dos sistemas de comunicação para o incitamento à violência no âmbito dos protestos pós-eleitorais.
No fim da reunião do sector dos Transportes, a última desta natureza no actual Governo, será partilhado o relatório de execução, mas se sabe que o mesmo fala de redução de acidentes de viação em 20%.