Três suspeitos detidos no âmbito da investigação do assassinato do bispo Dom Osório Citora Afonso foram apresentados, esta quinta-feira, ao juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial da Província da Zambézia, para o processo de legalização das respectivas detenções.
Entre os indivíduos conduzidos ao tribunal encontram-se um padre, um guarda e um jardineiro, apontados pelas autoridades como suspeitos de envolvimento no crime que chocou a Igreja Católica e a sociedade moçambicana.
Até ao início da tarde, o processo ainda decorria, não sendo conhecido o posicionamento do tribunal quanto à legalização ou não das detenções.
Os suspeitos chegaram às instalações judiciais sob forte vigilância policial, transportados numa viatura, enquanto jornalistas de vários órgãos de comunicação social acompanhavam o desenrolar do caso.
O processo continua a gerar grande expectativa pública, sobretudo no que diz respeito à identificação dos eventuais mandantes do crime e à proveniência da arma de fogo utilizada no assassinato do prelado.
Entretanto, fontes ligadas ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) indicaram que a instituição poderá pronunciar-se oficialmente ainda hoje sobre os desenvolvimentos das investigações.