As obras da segunda fase de construção, reabilitação e ampliação de valas de drenagem na cidade da Beira, província de Sofala, estão na fase conclusiva e deverão terminar em Junho próximo.
O projecto prevê, entre outros componentes, a construção de uma segunda bacia de retenção e vai beneficiar directamente sete bairros afectados por inundações cíclicas.
Com a implementação da referida infra-estrutura, cenários recorrentes de cheias poderão deixar de fazer parte do quotidiano de várias zonas da cidade. A empreitada, já na sua segunda fase, contempla a melhoria significativa do sistema de escoamento de águas pluviais.
De acordo com o fiscal da obra, Carlos Simões, o impacto do projecto será expressivo, sobretudo na capacidade de retenção e drenagem.
“Quando todo o sistema estiver a funcionar, tanto a primeira fase, com as comportas das Palmeiras, que são cinco, como esta segunda fase, com dez comportas da bacia do Estoril, teremos um aumento significativo do escoamento das águas pluviais. A capacidade de armazenagem quadruplicou, atingindo agora cerca de quatro milhões de metros cúbicos”, explicou.
Segundo a fonte, as obras estão executadas em cerca de 92% e já permitiram a intervenção em aproximadamente 12 quilómetros de valas de drenagem. O projecto culminará com a construção da segunda bacia de retenção na zona de Muave.
Carlos Simões assegurou ainda que a infraestrutura poderá reduzir drasticamente o risco de inundações. “Toda a zona abrangida pelo projecto garante, quase na totalidade, a não ocorrência de cheias. Há retenção suficiente para evitar que as águas invadam casas e propriedades”, afirmou.
Inicialmente previstas para Dezembro do ano passado, as obras sofreram um adiamento para Junho deste ano, devido a atrasos no processo de reassentamento e compensação de mais de 200 famílias residentes nas áreas abrangidas.
Durante uma visita às obras, o Secretário de Estado da província de Sofala, Manuel Rodrigues, apelou à busca de soluções dignas para as famílias reassentadas.
“Vamos arranjar soluções para a cidade da Beira e para os munícipes. A solução passa por garantir uma casa condigna, num local onde as pessoas sintam que valeu a pena ceder o espaço para este projecto estratégico”, destacou.
O governante defendeu ainda a necessidade de se assegurar a construção de infra-estruturas básicas sólidas nas zonas de reassentamento, de forma a evitar conflitos sociais e garantir melhores condições de vida às populações afectadas.

