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Moçambique apresenta-se em Changsha como destino estratégico para investimento chinês 

O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou Moçambique como um destino de  investimento rico em potencialidades, reiterando o convite aos  empresários chineses para explorarem oportunidades em sectores  estratégicos como energia, agricultura, logística, turismo e tecnologia. 

A mensagem foi transmitida na cidade de Changsha, capital da  província de Hunan, durante um pequeno-almoço de trabalho com  representantes do sector empresarial local, no âmbito da sua Visita de  Estado à República Popular da China. 

Na abertura da sua intervenção, o Chefe do Estado situou o país no  contexto africano e sublinhou o seu potencial económico. Ao detalhar o sector energético, destacou projectos de grande dimensão na área  do gás natural. 

“Eu poderia começar pela área do gás. Há, até o momento, quatro  grandes projectos. Dois projetos que estão sendo levados a cabo por  uma empresa italiana [a ENI], de cerca de 15 biliões de dólares.  Também temos um projecto que está a ser levado a cabo pela  Total Energies, uma empresa francesa, também de 15 biliões de  dólares”, disse, referindo-se, a seguir, também ao projecto da  ExxonMobil. 

O Presidente moçambicano referiu igualmente outros investimentos  relevantes e a presença de empresas internacionais no país. “Estamos  felizes porque também temos a CNOOC, que é uma empresa chinesa,  que vai começar projetos de prospecção e pesquisa em cinco blocos  em Moçambique. E esperamos que a CNOOC, a qualquer momento,  possa também começar projectos em Moçambique”. 

Prosseguindo, destacou a diversidade de recursos naturais e as  oportunidades na produção de energia. “Portanto, é um país rico em  gás e petróleo. É um país rico em recursos minerais, como areias  pesadas, grafite e outro tipo de minerais. É um país rico para fazer  investimentos na área de energia, porque pode-se construir centrais  eléctricas a gás, centrais eléctricas através de água nos rios. E  também pode-se construir centrais eléctricas solares e também  centrais eléctricas através do vento”. 

No domínio das infra-estruturas, sublinhou a importância estratégica  dos corredores logísticos nacionais: “Então, se quer investir na área de  centrais eléctricas é um negócio garantido em Moçambique. Temos  também negócios na área de transporte e logística. Porque temos três  grandes portos. Porto de Maputo, Porto da Beira e Porto de Nacala,  três grandes portos”. 

O Chefe do Estado enfatizou ainda o potencial agrícola e industrial,  destacando a existência de extensas áreas aráveis e zonas de  investimento: “Moçambique é um país muito rico para a prática da  agricultura. Temos cerca de 36 milhões de hectares de terra para a  prática da agricultura. Com rios, com água, com todas as condições, Moçambique é um país muito rico para a prática da agricultura.  Temos zonas económicas especiais, zonas industriais para os  investidores poderem investir sem complicações”. 

Referiu também o turismo e a transformação digital como áreas  emergentes para investimento. A este respeito, descreveu o país como  sendo muito rico para a área do turismo, com aproximadamente três  mil quilómetros de costa, ilhas bonitas e também áreas de  conservação. Apresentou Moçambique como um país também com  potencial para fazer grandes investimentos na área de transformação  digital. 

Na parte final da sua intervenção, o Presidente da República reiterou  o convite aos empresários de Hunan para visitarem Moçambique e  reforçou os laços de cooperação bilateral. 

“Estamos aqui para convidar os nossos irmãos empresários de Hunan  para visitar Moçambique e conhecer as oportunidades. Somos dois  países irmãos, dois povos irmãos. E acreditamos que juntos, unidos,  vamos fazer muita coisa”.

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