Há golpe de Estado na Guiné Bissau. Os militares tomaram o poder, suspenderam todas as instituições do Estado e terão detido o Presidente da República Umaro Sissoko Embaló e o Ministro do Interior por alegadamente estarem a tentar reverter os resultados eleitorais a seu favor.
Numa declaração transmitida pela Televisão Pública da Guiné-Bissau, um grupo de militares anunciou a destituição do poder político no país, destituiu o Presidente e encerrou as fronteiras do país.
O porta-voz do Comando Militar disse que há tentativas de subverter os resultados eleitorais e não só.
“O Alto Comando Militar para Restauração de Segurança Nacional e Ordem Pública reage à descoberta de um plano em curso de desestabilização do nosso país para a operacionalização da qual se montou um esquema operacional oriundo de alguns políticos nacionais com a participação do conhecido Barão de Drogas. Nacionais e estrangeiros, bem como tentativa de manipulação dos resultados eleitorais para a efectivação deste plano foi descoberto pelo Serviço de Informação do Estado um depósito de armamento de guerra. Assim, até que toda a situação seja convenientemente esclarecida e respostas as condições para pleno retorno à normalidade constitucional, o alto Comando Militar para Restauração de Segurança Nacional e Ordem Pública decide depor imediatamente o Presidente da República e encerrar até as novas ordens todas as instituições da República da Guiné-Bissau, suspender até novas ordens as actividades de todos os órgãos de comunicação social”.
Além disso, foi decidido suspender imediatamente o processo eleitoral em curso, encerrar a fronteira terrestre, marítima e espaço aéreo nacional, estabelecer o recolher obrigatório das 9 horas até as 6 horas, até ordens contrárias”.
Assim, de acordo com os militares, o Alto Comando Militar para Restauração de Segurança Nacional e Ordem Pública exercerá o poder do Estado a contar imediatamente.

