O escritor Mia Couto foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa por uma Universidade na Hungria, num reconhecimento internacional que destaca a sua contribuição para a literatura mundial. O Presidente da República enaltece distinção como orgulho nacional e reconhecimento da dimensão humanista da obra de Couto.
A distinção foi atribuída por um Universidade na Hungria, Eötvös Loránd University, recentemente, que considerou Mia Couto uma das vozes mais influentes dos povos do chamado Sul Global, sublinhando a forma como a sua escrita atravessa fronteiras linguísticas e geográficas, projectando a literatura moçambicana em diferentes espaços do mundo.
Na mesma cerimónia, a instituição também homenageou quatro cientistas internacionais, numa valorização do impacto global do conhecimento em várias áreas do saber.
Na ocasião, Mia Couto afirmou que o reconhecimento não lhe pertence apenas a si, mas também aos escritores moçambicanos e aos professores que continuam a “acender luz e esperança nas novas gerações”, destacando o papel coletivo na construção do pensamento e da criação literária em Moçambique e além-fronteiras.
Em comunicado de imprensa, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, felicitou o escritor, considerando a distinção motivo de orgulho nacional e reconhecimento da dimensão humanista da sua obra.
O Chefe de Estado sublinhou ainda o contributo de Mia Couto para o diálogo entre culturas, a valorização da identidade africana e a projeção de Moçambique no panorama académico e cultural internacional.
Autor de mais de 30 obras e vencedor do Prémio Camões, Mia Couto é uma das maiores figuras da literatura africana contemporânea, com livros traduzidos em mais de 30 línguas.