O Ministério da Educação não se surpreende com as reprovações em massa na 9ª classe. O porta-voz da entidade justifica a posição com o facto de os professores não terem preparado bem os alunos por insatisfação.
Em entrevista exclusiva ao “O País”, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura reagiu às reprovações em massa nos últimos exames da 9ª classe realizados em todo o país. Silvestre Dava responsabiliza os professores pelo resultado.
“Isto revela muita coisa. A Primeira é que os alunos não estavam preparados para realizar os exames. Se não estavam preparados é porque nós os professores não os preparamos devidamente para os exames. A outra revelação é de que precisamos de trabalhar mais, não só em relação a estes alunos, mas em relação ao sistema no seu todo, porque detectamos, podemos dizer que a partir desta realidade que traz, alguma fragilidade naquilo que é o nosso trabalho”, disse Silvestre Dava, Porta-Voz Ministério da Educação e Cultura.
Dava acrescenta ainda que é preciso que sejam resolvidas todas as lacunas existentes, para que, nos próximos exames, a situação seja diferente.
O regulamento do exame da 9ª classe não cria espaço para os professores votarem em caso de o aluno de reconhecido mérito precisar de dois valores para passar de classe. Para já, não está prevista a revisão do referido regulamento.
“Nós trabalhamos para que o aluno adquira competências que lhe habilitem a responder com sucesso o exame. Não trabalhamos para que o aluno, a partir de seu desempenho, espere por uma nota votada, não é esta a nossa visão. A nossa visão é que, do nosso trabalho, tenhamos como resultado alunos habilitados para responder com sucesso todas as perguntas que lhe são colocadas, de forma que, sem precisar de votação, tenha aprovação”, acrescentou o porta-voz.
Até aqui, não há dados estatísticos compilados das aprovações e reprovações de todo o país, mas há províncias com resultado positivo abaixo de 40%.

