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Macuácua alerta que não se pode encarar Educação como despesa

O ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, alerta que a Educação não é uma despesa, é um investimento e é um factor crítico na agenda nacional de desenvolvimento.  O Ministro da Educação, que esteve reunido na quarta-feira com antigos titulares do sector, considerou ainda que é a partir de uma Educação de qualidade e relevante que se pode catapultar o crescimento e o desenvolvimento do país rumo à independência económica.   

O encontro serviu para um diálogo institucional destinado à partilha de experiências e recolha de contributos para o desenvolvimento do sector. Na ocasião, Macuácua disse que a Educação é um investimento e um factor crítico na agenda do país. 

“A educação é um factor crítico na agenda nacional do desenvolvimento, pois é a partir de uma educação de qualidade e relevante que se pode formar quadros com habilidades, competências para catapultar o crescimento e desenvolvimento do país rumo à independência económica”, disse Edson Macuácua. 

No encontro, o ministro da Educação e Cultura  falou também da necessidade de criação de uma plataforma que garanta a manutenção do diálogo, o que deverá ser feito através de um comité de consulta de dirigentes do Ministério. 

“E adiantar que vamos avançar na criação de uma plataforma que vai nos permitir continuar com o diálogo, manter a interacção e manter o espaço de consulta de forma regular e permanente e gostaríamos de adoptar este fórum dos dirigentes do sector da educação, cultura, ciência, ensino superior e técnico-profissional como um comité de conselheiros para o ministério”, anota.

No momento que serviu para a troca de experiências com já esteve na direcção do sector houve espaço para fazer a ponte entre a educação de ontem e a de hoje no que toca ao financiamento e à qualidade.

“Nós todos estamos a ver quais são os desafios que existem na educação, mas uma condição importante também é vermos qual é o nível de financiamento. A primeira pergunta que cada um de nós deveria fazer é quantas salas seriam necessárias hoje, quantos professores seriam necessários hoje. Não é possível recrutar 30 mil professores, daí a discussão em relação a esse assunto. Os resultados dos alunos não estão a acompanhar esta subida em termos da qualificação académica dos professores. O resultado dos alunos, pelo contrário, tem estado a baixar. O que quer dizer que alguma coisa não está bem”, alertam os antigos dirigentes do ministério da Educação e Cultura. 

A acção enquadra-se na iniciativa presidencial de uma governação inclusiva, participativa e orientada para resultados, valorizando a experiência institucional na construção de soluções para os desafios nacionais.

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