Análises laboratoriais confirmam que o peixe encontrado na Baía de Maputo morreu devido à junção de grandes quantidades de água do rio e do mar, na sequência da chuva. A informação foi avançada pela ministra do Mar, Águas Interiores e Pesca. Lídia Cardoso fala também do tráfico de drogas por via marítima e assume ser um mal difícil de combater.
Depois de um trabalho de investigação levado a cabo pelo Instituto Nacional de Investigação Pesqueira sobre quantidades de peixe pedra, encontrado morto na Baía de Maputo, a ministra do Mar, Águas Interiores e Pesca diz que os resultados revelam que a causa principal tem a ver com as condições climatéricas.
“Foram feitas análises laboratoriais, o peixe não tinha nada a ver com questões de componentes químicos. As descargas dos rios por causa da situação das inundações afectaram um peixe, que é muito vulnerável a stress, e porque o nível de salinidade na água baixou, o peixe morreu”, disse Lídia Cardoso.
Em relação ao facto de a costa de Moçambique ser considerada corredor de drogas, Lídia Cardoso garante que há trabalhos em curso para acabar com o problema, embora reconheça ser difícil.
“Nós, como Ministério do Mar, Águas Interiores e Pesca, estamos, neste momento, a trabalhar no desenvolvimento da economia azul, que também abarca muitas questões ligadas ao mar. Temos a certeza de que uma estratégia bem alinhada com os intervenientes, neste caso, comunidade internacional, há maior possibilidade de mitigarmos este problema”, garantiu.
O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pesca diz ainda que o país chega a perder, anualmente, cerca de 60 milhões de dólares devido à pesca ilegal.