O País – A verdade como notícia

Joanguete defende alfabetização digital para evitar fake news

Com a crescente evolução das redes sociais, a divulgação de informação é cada vez mais acelerada. No entanto, surgem igualmente publicações que não constituem a verdade, as consideradas fake news, que mancham a credibilidade dos órgãos de informação. Para reverter o cenário, o professor universitário, Celestino Joanguete, defende que somente com educação, as pessoas saberão identificar informações fidedignas e separar o real do falso.

A pressa de publicar as notícias, por parte dos órgãos de comunicação social, faz com que estes meios veiculem ou corram o risco de veicular falsas notícias. No acto da publicação, Joanguete apela a que os órgãos sejam cuidadosos e observem alguns critérios como verificar a autenticidade da informação, através de ferramentas digitais disponíveis na internet.

Aliás, nesta matéria, a responsabilidade dos profissionais é imprescindível. “Os profissionais devem ser autênticos. Devem empreender esforços e buscar informação verdadeira”. Já em relação aos órgãos, o docente universitário defendem que estes devam capacitar seus quadros num contexto da era digital. “Na era digital, a velocidade da informação é muito grande, mas é preciso ter muita cautela com essa informação que circula”, disse para depois defender que os jornalistas devem ser veiculadores da verdade e não reprodutores de fontes não credíveis de informação.

Acrescenta que os actores e gestores da comunicação social devem ser bastante cuidadosos na veiculação de informação, sob risco de descredibilizarem seus órgãos.

E porque a responsabilizações para os veiculadores de falsas notícias, é inexistente Joanguete considera que o sindicato de jornalistas deve ser mais actuante. Diz que este precisa trabalhar para garantir que os jornalistas tenham carteira profissional, de modo a retirá-la aos profissionais que pautam por falsas informações, como formas de sanção.

 

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