O País – A verdade como notícia

A Aliança Democrática venceu as eleições e conseguiu reforçar a percentagem de votos e o número de deputados no Parlamento. Luís Montenegro mantém-se como Primeiro-ministro. PS e Chega empatam em deputados.

A aproximação do partido de André Ventura levou Pedro Nuno Santos a apresentar a demissão da liderança do PS. O Livre subiu à quinta força política, enquanto o Bloco de Esquerda foi superado pela CDU. Há ainda um novo partido com representação parlamentar: o Juntos Pelo Povo.

Com 32,10% dos votos e 86 deputados, a Aliança Democrática conquistou a vitória nas legislativas deste domingo. A este resultado juntam-se os 0,62 por cento (três mandatos) da AD na Madeira, que nessa região inclui o Partido Popular Monárquico (PPM).

“O povo quer este Governo e não quer outro. O povo quer este primeiro-ministro e não quer outro”, destacou. “Espera-se sentido de Estado, sentido de responsabilidade, respeito pelas pessoas e espírito de convivência na diversidade mas também de convergência e salvaguarda do interesse nacional”.

Questionado pelos jornalistas sobre as condições de governabilidade, o líder social-democrata afiançou: “Não me parece que haja outra solução de Governo que não aquela que dimana da vontade livre, democrática e convicta do povo português”.

Luís Montenegro foi ainda questionado sobre o caso Spinumviva, sublinhando que a “razão objectiva” que conduziu às eleições “foi a rejeição de uma moção de confiança” na Assembleia da República.

Após esta eleição, “a moção de confiança que o povo endereçou hoje ao Governo é suficiente para que todos assumam as respectivas responsabilidades”, assinalou Montenegro, exigindo ainda “maturidade” das forças políticas.

O Papa Leão XIV recebeu, hoje, visivelmente emocionado, o pálio e o anel do pescador, símbolos do poder papal, durante a missa de início do seu pontificado, celebrada na Praça de São Pedro, no Vaticano, diante de inúmeras autoridades e milhares de fiéis.

O novo pontífice comoveu-se ao receber o anel das mãos do cardeal filipino Luis Antonio Tagle.
“Hoje, sucedes ao Beato Apóstolo Pedro”, proclamou o cardeal, em latim, antes de colocar o anel na mão do novo Papa.
Leão XIV contemplou sua mão por alguns instantes, quase contendo as lágrimas, enquanto era aplaudido pela multidão reunida na praça.

Antes do anel, o Papa recebeu o pálio — uma estola de lã branca que simboliza o peso do “rebanho” sobre os ombros do pastor —, decorado com seis cruzes de seda preta e preso com três agulhas que representam os pregos da Cruz.

Após uma oração, o cardeal entregou o anel do pescador em ouro, cujo selo traz a imagem de São Pedro com as chaves e a rede do pescador. No interior, está gravada a inscrição “Leão XIV” (em latim) e o brasão papal do novo Papa.

Com a entrega desses dois símbolos, considera-se oficialmente inaugurado o pontificado de Robert Prevost, eleito em 8 de maio no conclave que se seguiu à morte de Francisco.

Após receber os símbolos, o Papa Leão XIV recebeu a promessa de obediência de 12 pessoas, representando toda a Igreja Católica.
O rito foi reformulado nos últimos anos e agora inclui, além de cardeais, representantes diversos da Igreja.

Entre os cardeais que prestaram obediência estavam Francis Leo, do Canadá (América do Norte), Jaime Spengler, do Brasil (América do Sul), e John Ribat, de Papua Nova Guiné (Oceania).
O grupo também incluiu o bispo de Callao, no Peru, o venezuelano Arturo Sosa, superior dos jesuítas, e duas jovens.

A cerimónia de obediência é parte do ritual do início do pontificado, que teve início com uma oração junto ao túmulo de São Pedro, no interior da Basílica do Vaticano.

Milhares de pessoas consideradas ilegais de Ruanda foram expulsas pelo M23 da principal cidade de Goma, no sábado.

Também foram apresentadas milhares de mulheres e crianças, supostamente familiares das pessoas expulsas. Segundo testemunhas, elas foram transportadas em camiões e seus documentos, emitidos pelas autoridades congolesas, foram queimados. O grupo alegou que os documentos eram falsos.

Segundo o Africannews, a maioria das famílias é da região de Karenga, localizada em Kivu do Norte, que estava sob o controle das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR).

Tanto Kigali quanto o M23 acusam o governo do Congo de apoiar as FDLR, que também cometeu inúmeras atrocidades na região.

Cerca de 360 ​​pessoas foram repatriadas no sábado para Ruanda, de acordo com Eujin Byun, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Rússia e Ucrânia acordaram, na Turquia, a libertação de mil prisioneiros de guerra, de parte a parte, para uma data ainda não revelada publicamente.

Nas primeiras negociações directas entre Rússia e Ucrânia em mais de três anos, ficou acordada a libertação de mil prisioneiros de guerra, de parte a parte, para uma data ainda não revelada publicamente.

Lassy Mbouity, líder do partido de oposição Les Socialistes Congolais e candidato nas eleições presidenciais do Congo em Março de 2026, foi sequestrado, no último domingo, em Brazzaville, por homens armados e mascarados. O sequestro ocorre poucos dias depois de Mbouity sobreviver a uma tentativa de assassinato.

Segundo uma notícia do African News, o partido da oposição culpa o actual Governo do país. “Estamos convencidos de que é o regime ditatorial de Brazzaville que está por trás disso. Não é a primeira vez. Ele já foi preso antes, e as pessoas que foram à sua casa estavam mascaradas, armadas e em um veículo sem placa. É por isso que acreditamos que se trata de um sequestro. Planejamos continuar a mobilização. Não apenas entre os socialistas, mas também entre a população congolesa e a diáspora”, disse Martial Mbourangon Pa’nucci, porta-voz do partido Les Socialistes Congolais.

Vários partidos de oposição se juntaram aos Les Socialistes Congolais para emitir uma declaração conjunta na quinta-feira, para condenar o sequestro e exigir a libertação incondicional de Mbouity.

“Este acto covarde faz parte de uma preocupante escalada de terror, intimidação e violações sistemáticas dos direitos humanos na República do Congo. É uma grave violação da liberdade individual e uma violação directa do Artigo 9 da Constituição de 25 de Outubro de 2015. Exigimos a libertação imediata de Lassy Mbouity”, disse Clément Mierassa, líder do Partido Social-Democrata Congolês.

A Organização de Direitos Humanos do Congo também se juntou ao coro de alarme e emitiu um apelo urgente por ajuda de diplomatas e organismos internacionais.

Alguns agricultores brancos sul-africanos dizem que há na África do Sul mais de 2.5 milhões de hectares agrícolas ociosos, pelo que o país não precisa de expropriação mas sim de reforma agrária para garantir que quem precisa de terra para produzir tenha acesso e até financiamento e treinamento.

Os Estados Unidos da América decidiram lançar uma ofensiva contra a África do Sul devido a alegada expropriação violenta da terra a farmeiros brancos, alguns dos quais foram esta semana recebidos como refugiados em Washington.

Esta semana o Governo sul-africanos respondeu com a realização desta mega feira agrícola em Free State que junta milhares de farmeiros, maioritariamente brancos que expõem o quão poderosa é a agricultura sul-africana. O movimento boer que apoia a reforma agrária diz que a África do Sul não precisa de expropriação de terras:

“Não precisamos da lei de expropriação, mas a lei precisa ser usada em muitas partes do país por razões legais, não precisamos de expropriar terras para fazer a reforma agrária. A reforma agrária é muito importante na África do Sul, mas temos mais de 800 reformas que não estão a ser usadas, temos mais de 2.5 milhões de hectares de terras agrícolas que não estão a ser usados neste momento, e se as pessoas querem fazer agricultura, precisam ser dadas terras agrícolas disponíveis, têm que ser dadas capital e treinamento. Eu acredito que o problema que nós como Movimento de Solidariedade sempre dizemos é que não temos pessoas que tentam fazer agricultura, não temos capital nem conhecimentos essenciais e acesso ao mercad”, disse Jaco Kleynhans.

O Vice-presidente da África do Sul visitou a feira e diz que negros e brancos trabalham juntos na África do Sul para o desenvolvimento do país e que esta exposição é disso exemplo. “Quando interagimos com os agricultores entendemos que eles tem seus próprios desafios que estão bem articulados, estão satisfeitos por ficar aqui e estamos satisfeitos por colaborar com eles, estamos satisfeitos por apoiá-los. Somos um povo feliz na África do Sul, temos nossos desafios mas resolvêmo-los. Encorajo a todos os sul-africanos que fiquem e trabalhemos juntos e construamos juntos este lindo país”, afirmou Paul Mashantile, Vice-Presidente da RSA.

Na próxima Quarta-feira o Presidente Sul-Africano Cyril Ramaphosa reune-se com o seu homólogo norte americano Donald Trump para discutir o tema e evitar que o país vizinho seja alvo de sanções por parte de Washington.

Após o golpe militar liderado pelo general Brice Clotaire Oligui Nguema, em Agosto de 2023, o presidente deposto do Gabão, Ali Bongo, e sua família passaram o tempo trancados em casa ou na prisão.

Mas cinco dias depois que sua esposa Sylvia e seu filho Noureddin foram libertos da prisão e transferidos para prisão domiciliar aguardando julgamento por peculato e lavagem de dinheiro, Bongo e sua família chegaram a Angola.

A dinastia Bongo governou o Gabão por mais de 50 anos antes de ser destituída do poder por um golpe militar pelo general Brice Clotaire Oligui Nguema em 2023.

A saída para o exílio é resultado de um acordo firmado entre o presidente angolano, João Lourenço, e Oligui Nguema, novo presidente do Gabão, segundo um comunicado da presidência angolana partilhado no Facebook .

Segundo o Africannews, João Lourenço foi a Libreville na segunda-feira para estreitar as relações com Oligui Nguema, que foi declarado vencedor das eleições presidenciais no mês passado. Os laços entre os dois países esfriaram um pouco durante o período de transição após o golpe.

A União Africana, actualmente liderada pelo presidente angolano, pediu repetidamente às novas autoridades do Gabão que libertassem Bongo e sua família.

Os advogados de Sylvia e Noureddin Bongo já haviam expressado preocupações sobre o estado de saúde deles durante a detenção na prisão.

O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, disse que o Governo ainda não havia garantido nenhum novo financiamento para o HIV depois que os EUA cortaram a ajuda. Motsoaledi negou ainda relatos de que seu programa de HIV tenha sido gravemente afectado, escreveu a Reuters.

A iniciativa global de combate ao HIV dos Estados Unidos, PEPFAR, pagava cerca de 17% do orçamento de HIV da África do Sul até que o presidente Donald Trump cortou a ajuda logo após assumir o cargo.

Segundo a Reuters, os testes de carga viral do HIV já havia caído significativamente na África do Sul desde o corte de financiamento, o que, era um sinal claro de que o sistema de saúde estava sob pressão.

Motsoaledi reconheceu que havia alguns problemas, mas disse que era inconcebível que o programa de HIV da África do Sul pudesse entrar em colapso e acusou a mídia de espalhar uma mensagem negativa.

Outrora o epicentro global da crise do HIV/AIDS, a África do Sul fez grandes progressos na redução de casos e mortes nos últimos 20 anos. No entanto, ainda tem a maior carga de HIV do mundo, com um em cada cinco adultos vivendo com o vírus.

O financiamento dos EUA pagou os salários de mais de 15 mil profissionais de saúde, cerca de 8 mil dos quais perderam seus empregos, disse Motsoaledi.

Activistas do HIV interromperam uma sessão parlamentar na Cidade do Cabo na quarta-feira em protesto, exigindo que o estado implementasse um plano de emergência.

Motsoaledi disse que o governo fez progressos com sua campanha “Fechar a Lacuna” neste ano, colocando 520 700 pacientes com HIV em tratamento antirretroviral, de uma meta de 1,1 milhão até o final de 2025, mas alguns ativistas questionaram os números.

O Presidente da África do Sul diz que os sul-africanos brancos refugiados nos EUA são cobardes. Cyril Ramaphosa acredita que o grupo vai regressar em breve ao país, após ter fugido para Washington, esta semana, alegadamente devido ao racismo.

Um grupo composto por 59 sul-africanos brancos fugiu para os EUA, no início da semana, alegadamente por sofrer perseguição racial no seu país de origem. Já na América, a administração de Trump concedeu-lhes o estatuto de refugiados.

Diante da situação, Donald Trump acusou o governo sul-africano de genocidio. Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da África do Sul negou que tenha discriminado o grupo chamado Afrikaners ou bôeres.

“Não há perseguição aos sul-africanos brancos afrikaners na África do Sul. Isto comprova-se através de dados estatísticos do nosso país, incluindo pelos relatórios da polícia, que não apoiam a alegação de perseguição de sul-africanos brancos com base na raça”, disse Ronald Lamola, ministro das Relações Exteriores da África do Sul.

Nesta quinta-feira, o Presidente Sul-africano reagiu. Cyril Ramaphosa chamou o grupo de cobarde, incapaz de enfrentar desafios do país e o passado do Aparteid.

“Como sul-africanos, somos resilientes, não fugimos dos nossos problemas. Temos de ficar aqui e resolver os nossos problemas. Quando se foge, é-se cobarde e isso é um ato de cobardia. Posso apostar que eles voltarão em breve, porque não há país como a África do Sul”, afirmou o Presidente sul-africano.

O governo de Trump praticamente fechou as portas para todas as pessoas que fogem da guerra e fome nos seus países, no entanto, abriu excepção para os africanos, o que levantou muitas críticas. Nas próximas semanas, a administração Trump e o Governo de Ramaphosa deverão reunir-se.

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