O País – A verdade como notícia

O Director-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, defendeu que a paz é o melhor remédio para os problemas do continente africano. Falando na abertura da Conferência Ibrahim Governance Weekend, em Marraquexe, Adhanom afirmou que os conflitos são um obstáculo ao desenvolvimento do continente africano.

Tedros Adhanom, que falava durante a cerimónia de abertura da Conferência Ibrahim Governance Weekend, considerou que é preciso haver investimento nas pessoas para o continente se desenvolva, afirmando que apenas a paz pode acabar com os problemas de África.

“As escolhas que fizermos, agora, moldarão o futuro do financiamento global da saúde e precisamos acertar. Porque, em última análise, a saúde não é um custo a ser contido. É um investimento a ser nutrido, um investimento nas pessoas, na estabilidade e no crescimento económico. Mas há uma coisa ainda mais fundamental para o futuro da África do que a saúde. E junto-me a isso, meu irmão Mo, e essa única coisa é a paz. A melhor maneira de alcançar a paz é ter o melhor remédio: a paz. Sem paz, nada mais fará a diferença”, disse Adhanom.

Tedros Adhanom admitiu que os cortes súbitos da ajuda externa por países ocidentais estão a afectar a distribuição de medicamentos, o pagamento a profissionais de saúde e o financiamento de outras infraestruturas. E diz que existe diferença entre crise e oportunidade, que é a liderança de todos.

“Em primeiro lugar, agora é o momento para a liderança dos governos se livrarem do jugo da dependência da ajuda e traçar o caminho para a auto-suficiência. Em segundo lugar, precisamos da liderança dos credores na forma de empréstimos concessionais em condições justas. Quando os países africanos pagam mais para tomar empréstimos do que os países de alta renda, há algo errado com o sistema. E, em terceiro lugar, precisamos da liderança de doadores generosos, não para pagar salários e custos operacionais de programas de saúde ou outros, mas para desenvolver a capacidade para que possamos administrá-los nós mesmos”, acrescentou.

Adhanom adiantou que a OMS está a trabalhar para ajudar os países africanos a tornarem-se mais eficientes e auto-suficientes perante a redução na ajuda externa, desafio que a própria organização enfrenta. O Ibrahim Governance Weekend 2025 realiza-se entre 01 e 03 de Junho em Marraquexe, sob o tema “Alavancar os recursos de África para colmatar o défice financeiro”.

 

Um acidente de autocarro no estado de Kano, no norte da Nigéria, matou 22 atletas, que voltavam de um evento desportivo nacional, de acordo com o governador local, citado por Aljazeera.

O autocarro, que supostamente transportava mais de 30 passageiros, caiu da Ponte Chiromawa, na rodovia expressa Kano-Zaria, no sábado, disse o governador de Kano, Abba Kabir Yusuf, à agência de notícias Associated Press.

Não se conhece a causa exacta do acidente, mas Corpo Federal de Segurança Rodoviária (FRSC) disse que “pode ​​ter ocorrido como resultado de fadiga e excesso de velocidade” após uma longa viagem noturna.

Os sobreviventes do acidente foram levados a um hospital local para tratamento.

Segundo a AlJazeera, os atletas, que estavam acompanhados por seus treinadores e dirigentes esportivos, representavam o estado de Kano no Festival Nacional de Desporto da Nigéria.

O Governador de Kano declarou luto nacional na segunda-feira. Seu vice, Aminu Gwarzo, disse que as famílias das vítimas receberiam 1 milhão de nairas e suprimentos alimentares como apoio.

A Associação Nacional de Estudantes Nigerianos divulgo um comunicado, informou o jornal nigeriano The Guardian, dizendo que o incidente “de partir o coração” “lançou uma sombra de tristeza sobre toda a nação, particularmente sobre os jovens e as comunidades desportivas”.

O Festival Nacional de Desporto da Nigéria reúne atletas dos 35 estados do país a cada dois anos.

O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, disse recentemente que os jogos, que incluem esportes, que vão desde basquete em cadeira de rodas à luta tradicional da África Ocidental, representam “a unidade, a força e a resiliência que nos definem como nação”.

O exército nigeriano matou mais de 60 jihadistas, incluindo líderes do Boko Haram e do ISWAP, em operações no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, reforçando o combate ao terrorismo na região.

A lista de mortos na operação inclui um líder ligado ao Boko Haram e à ramificação do grupo, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês), disse o exército num comunicado citado pela DW.

As tropas da Operação Hadin Kai, lançada em 2021 contra os grupos que defendem a ‘jihad’ (guerra santa), realizaram “um ataque terrestre e aéreo simultâneo às posições terroristas em Bita, estado de Borno” na sexta-feira.

“A intensa batalha resultou na neutralização de pelo menos 60 terroristas”, disse o exército no comunicado, sem fornecer mais detalhes, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Numa operação separada, as forças especiais da Operação Hadin Kai efetuaram um “ataque de precisão” na sexta-feira contra um reduto-chave do Boko Haram/ISWAP no eixo Kukawa do norte de Borno.

Ainda segundo a DW, os militares nigerianos disseram que abateram Abu Fatima, o seu adjunto, vários especialistas em explosivos e outros elementos do grupo durante uma “intensa troca de tiros”.

A missão foi concluída sem baixas para o exército, que disse também ter recuperado várias espingardas AK-47, carregadores, diversas munições e material para o fabrico de engenhos explosivos.

O nordeste da Nigéria tem sofrido ataques do Boko Haram desde 2009, violência que se intensificou a partir de 2016 com o surgimento do grupo dissidente, o ISWAP.

Ambos os grupos procuram impor um estado islâmico na Nigéria, um país com uma maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.

O Boko Haram e o ISWAP já mataram mais de 35 mil pessoas e provocaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, principalmente na Nigéria, mas também em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger, segundo dados do governo e da ONU.

Faixa de Gaza é o lugar mais faminto da terra, alertou um porta-voz das Nações Unidas em Genebra, na sexta-feira. O responsável enfatiza que toda a população corre o risco de fome devido aos severos obstáculos à ajuda humanitária.

Jens Laerke, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, disse à imprensa, na última sexta-feira, que a Faixa de Gaza é a única zona do mundo onde toda a população corre o risco de fome.

Laerke explicou que, desde a reabertura da fronteira de Kerem Shalom, entre Israel e Gaza, há 10 dias, quase 900 caminhões de ajuda humanitária foram aprovados para entrar, mas, menos de 600 foram descarregados em Gaza.

O porta-voz ressalta ainda que um número ainda menor de carregamentos de ajuda foi distribuído na Faixa de Gaza, citando as rotas “congestionadas e inseguras”, bem como “atrasos significativos” no processo de aprovação.

O porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários enfatizou também que o número limitado de caminhões que chegam à Faixa de Gaza equivale a pouco mais do que um “gotejamento”.

Dados mais recentes indicam que a Faixa de Gaza tem pouco mais de dois milhões de habitantes, com um número de mortes que ultrapassa 50 mil.

Chuvas torrenciais mataram pelo menos 115 pessoas no estado de Rivers, produtor de petróleo da Nigéria, de acordo com autoridades de emergência. A chuva intensa atingiu a cidade de Okrika, no sul da Nigéria, causando inundações e deslizamentos de terra que soterraram casas e arrastaram pessoas.

Equipas de resgate afirmam que mais corpos ainda estão a ser retirados dos escombros. As enchentes, que começaram no início desta semana, deixaram muitos moradores desabrigados e geraram pânico nas comunidades afetadas.

A Nigéria enfrenta frequentemente inundações sazonais, mas o planejamento urbano deficiente, os sistemas de drenagem bloqueados e as mudanças climáticas estão tornando os desastres mais frequentes e mortais. As autoridades agora exigem melhores infraestruturas e sistemas de alerta precoce.

As operações de resgate estão em andamento, mas o acesso às áreas remotas continua difícil devido às estradas danificadas e aos altos níveis de água.

O antigo Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila apareceu esta quinta-feira perante a imprensa em Goma, uma cidade do leste do país controlada pelo Movimento 23 de Março (M23), após reunir-se com líderes religiosos locais.

O declarado opositor do actual Presidente, Félix Tshisekedi, apresentou-se perante os jornalistas sem fazer declarações, na presença do porta-voz do grupo armado antigovernamental M23, Lawrence Kanyuka, numa das suas residências, onde recebeu líderes religiosos locais. Os religiosos enaltecem a vontade de Kabila de contribuir para a pacificação de RDC e manter a unidade e soberania do país.

Há três dias que o antigo Chefe de Estado encontra-se em Goma, capital de Kivu Norte, província controlada pelo M23 a par de Kivu Sul. Na Quinta-feira, o Senado congolês, controlado pelo partido do actual presidente Felix Tshisekedi, aprovou a retirada de imunidade a Kabila que o actual governo acusa-o de traição, participação num movimento insurrecional, participação em crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Joseph Kabila classificou na sexta-feira a existência de uma “ditadura” promovida pelo Governo de Kinshasa e anunciou que vai se manter nos próximos dias em Goma.

Kabila, de 53 anos, que governou a RDCongo de 2001 a 2019, deixou o país no final de 2023, mas ainda possui uma importante rede de influência. Em abril, o antigo chefe de Estado já tinha anunciado à imprensa que iria retornar ao país “pela parte leste”, sendo que grande parte desta região está sob o controlo do M23, apoiado pelo Ruanda e o seu exército.

O leste congolês, uma região rica em recursos naturais na fronteira com o Ruanda, é dilacerado por conflitos há 30 anos. A violência nesta zona intensificou-se nos últimos meses com a tomada do M23 das grandes cidades de Goma e Bukavu, capitais das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

Pelo menos 117 pessoas morreram e várias outras ainda estão desaparecidas, depois que fortes enchentes destruíram milhares de casas, no estado de Níger, na Nigéria, segundo autoridades de emergência da Nigéria.

Segundo a Reuters, foi, primeiro, anunciado 21 mortes, na quinta-feira, e só mais recentemente é que se chegou aos 117, uma subida bastante acentuada. 

Nigéria é um país propenso a inundações durante a época chuvosa, que começa em Abril. Em 2022, a Nigéria sofreu sua pior onda de inundações em mais de uma década, que matou mais de 600 pessoas, deslocou cerca de 1,4 milhão e destruiu 440 mil hectares de terras agrícolas.

O incidente de inundação no estado de Níger ocorreu na quarta-feira à noite, e continuou até a manhã de quinta-feira.

 

Uma mulher sul-africana foi condenada à prisão perpétua por vender sua filha de 6 anos. Racquel Chantel Smith, foi condenada juntamente com seu namorado, Jacquen Appollis, e seu amigo, Steveno van Rhyn. Os três receberam penas de prisão perpétua por tráfico de pessoas, e mais 10 anos cada um por sequestro, segundo o African News. 

As sentenças foram proferidas pelo juiz Nathan Erasmus, em Saldanha Bay, uma cidade na costa oeste da África do Sul, onde o julgamento foi transferido para um centro esportivo local para permitir a presença da comunidade.

Segundo o African News, Joshlin, filha de Smith, desapareceu em Fevereiro de 2024, dando início a uma busca nacional. Inicialmente, a mãe da vítima foi vista como vítima, e muitos membros da comunidade mobilizaram-se para ajudar a polícia a procurar a jovem perto de seu bairro pobre,nas proximidades da Baía de Saldanha.

No entanto, o caso tomou um rumo sombrio quando Smith foi presa. Durante o julgamento, uma testemunha declarou que Smith admitiu ter vendido sua filha, juntamente com os dois homens, por cerca de mil dólares a um curandeiro tradicional que queria a criança por causa de partes do seu corpo.

O veredito do juiz não esclareceu para quem a criança foi vendida ou o que exatamente aconteceu com ela, mas confirmou que a menina  foi vendida para escravidão ou práticas análogas à escravidão. A criança continua desaparecida.

Um ataque aéreo israelita contra uma casa no centro da Faixa de Gaza matou, esta quinta-feira, 22 pessoas, incluindo nove mulheres e crianças, segundo informaram as autoridades hospitalares do território palestiniano.

O ataque aéreo foi direcionado a um campo de refugiados urbano no centro de Gaza. 

De acordo com fontes citadas pela agência noticiosa norte-americana, Associated Press, os bombardeamentos atingiram uma residência familiar  no norte do enclave, matando, no local, oito pessoas, incluindo duas mulheres e três crianças. 

Uma viatura que se encontrava nas proximidades foi também afectada, provocando a morte de outras quatro pessoas. 

A Associated Press refere ainda que o Exército israelita ainda não se pronunciou sobre este caso, entretanto afirma ter como alvo apenas militantes do Hamas e atribui a morte de civis ao grupo islamita palestiniano, alegando que os seus elementos operam em áreas populosas.

Ainda esta quinta-feira, os militares israelitas ordenaram a evacuação do Hospital Al-Awda,  que é uma das últimas unidades sanitárias em funcionamento no norte do território.

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