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O País – A verdade como notícia

O ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, diz que pretende regressar ao país e concorrer à presidência.  

Simões Pereira, que lidera o partido de oposição Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), fez o anúncio em Lisboa. Ele se estabeleceu na capital portuguesa logo após o presidente guineense dissolver a Assembleia Nacional da Guiné-Bissau em 2023.  

Em declarações à diáspora da Guiné-Bissau, Simões Pereira disse que temia pela sua segurança ao regressar ao país, mas afirmou que era seu dever continuar a luta.  

Umaro Sissoco Embaló disse que o líder da oposição poderia retornar sem problemas, mas o alertou para não contestar os resultados das eleições de Novembro.  

Caso concorra às eleições, esta será a quarta tentativa de Simões Pereira.

O Presidente Brasileiro, Lula da Silva, respondeu às tarifas dos Estados Unidos, após a condenação de Bolsonaro. Em um artigo de opinião publicado pela New York Time, Lula refuta todos os argumentos usados para fundamentar a aplicação das tarifas e sublinha que a democracia e a soberania brasileira não estão em discussão. 

Lula da Silva reagiu contra as tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros importados para os EUA. Da Silva considera que a decisão é ilógica e tem fundamentos políticos . “O aumento tarifário imposto ao Brasil neste verão não é apenas equivocado, mas também ilógico. Os Estados Unidos não têm déficit comercial com o nosso país, nem estão sujeitos a tarifas elevadas(…) a falta de justificativa económica por trás dessas medidas deixa claro que a motivação da Casa Branca é política”, lê-se no artigo. 

O Presidente brasileiro acusa ainda os EUA de usar as tarifas para buscar impunidade para o ex-presidente, Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado, reiterando que “não se tratou de uma caça às bruxas e que a decisão [do julgamento] foi resultado de um procedimento conduzido em conformidade com a Constituição Brasileira de 1988”. 

Lula da Silva diz estar aberto para negociações, mas sublinhou que “a democracia e a soberania do Brasil não estão em pauta”. 

Volodymyr Zelensky ameaça atacar todos os pontos de exportação de gás e petróleo russos. O presidente ucraniano garante que é a forma mais eficaz de sanção à Rússia, e diz que as forças especiais ucranianas estão neste momento a olhar para os terminais russos no Báltico.

“As sanções mais eficazes, as que funcionam mais depressa, são os incêndios nas refinarias de petróleo russas, nas terminais e nos depósitos de petróleo”, disse Zelensky, agradecendo as forças especiais dos serviços de segurança da Ucrânia “pelo excelente trabalho em Primorsky”, o maior terminal petrolífero da Rússia”. 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a vacinar profissionais de saúde da linha de frente e contactos de indivíduos infectados, em resposta a um novo surto de Ébola na província de Kasai, na República Democrática do Congo (RDC).

Um total inicial de 400 doses da vacina Ervebo contra o Ébola foi entregue a Bulape, epicentro do surto, a partir de um estoque nacional de dois mil doses. O Grupo de Coordenação Internacional para o Fornecimento de Vacinas aprovou o envio de mais 45 mil doses para ajudar a conter a disseminação.

O surto, declarado no início de Setembro, é o primeiro na República Democrática do Congo em três anos. O vírus, que se prolifera nas densas florestas tropicais do país, resultou, até agora, em 32 casos suspeitos, 20 confirmados e 16 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde em Kinshasa, citado pela African News.

Um ataque aéreo do Israel reduziu a escombros um bairro residencial no centro de Sanaa, capital do Iémen, com casas destruídas, fumaça ainda a subir dos destroços e pertences de famílias espalhadas pelos escombros.

O ataque, que de quarta-feira, teve como alvo um prédio que abrigava os jornais 26 de Setembro e Al-Yemen, causando também um número significativo de vítimas civis e forçando muitos moradores a fugirem para áreas mais seguras.

Múltiplos alvos controlados pelos houthis foram atingidos no ataque. Embora os prédios residenciais não tenham sido atingidos diretamente, muitos desabaram devido às fortes ondas de explosão, prendendo civis sob os escombros. Segundo relatos dos houthis, o ataque deixou 46 mortos e 165 feridos.

“Esta era a casa de Abdullah Shabami. A esposa de seu filho Osama, que era médica, foi morta no ataque aéreo israelense. Esta é a casa de Azzub, bem aqui. Você consegue imaginar cinco famílias perdendo suas casas durante a noite? O próprio Ahmed Azzub também morreu, e sua filha ainda está no hospital. Lutamos por horas para retirá-la dos escombros”.

O relato é de Ibrahim Faki, morador do bairro atacado. Residentes do Iémen realizaram manifestações em Sanaa e outros lugares na sexta-feira e no sábado para protestar contra os referidos ataques aéreos.

Nos últimos tempos, a situação de segurança no Iémen e no Oriente Médio tem se agravado.

A Rússia diz ter abatido 340 drones ucranianos na sexta-feira. Enquanto isso, a Ucrânia relatou um ataque a uma refinaria de petróleo russa.

O Ministério da Defesa russo informou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram três foguetes na sexta-feira. O anúncio foi feito este sábado.

As forças russas também lançaram ataques contra postos de comando ucranianos, unidades da legião estrangeira e instalações de armazenamento de drones, de acordo com a reportagem.

Além disso, as forças russas assumiram o controle do assentamento de Novonikolayevka, na região de Dnipropetrovsk.

Enquanto isso, as forças armadas ucranianas usaram as mídias sociais para afirmar que a situação em Kupiansk e seus arredores permanecia sob seu controle. 

Observou-se ainda que o ponto de saída do oleoduto usado pelas forças russas para transportar pessoal para Kupiansk também foi protegido por tropas ucranianas.

Um porta-voz das forças armadas ucranianas confirmou que as forças ucranianas retomaram uma vila na região de Dnipropetrovsk que estava sob controle russo.

Fontes da agência de inteligência militar ucraniana revelaram no sábado que drones foram enviados para realizar um ataque a uma refinaria de petróleo em Ufa, capital da República do Bascortostão, na Rússia.

Cento e sete pessoas morreram e outras 146 foram dadas como desaparecidas após um barco ter pegado fogo na República Democrática do Congo. Este é o segundo acidente mortal com um barco naquele país, na última semana.

Um barco de madeira com quase 500 passageiros a bordo pegou fogo e virou-se, na quinta-feira, na República Democrática do Congo. Cento e sete pessoas morreram e 146 foram dadas como desaparecidas pelas autoridades congolesas.

Este é o segundo acidente mortal com um barco naquele país, na última semana. O acidente desta quinta-feira ocorreu no rio Congo, na província do Equador, segundo um relatório do Ministério dos Assuntos Humanitários do Congo.

O acidente fluvial aconteceu um dia depois de 86 pessoas terem morrido e várias outras desaparecidas num acidente de barco na mesma província, elevando-se o total de mortos para quase 200. Até agora não são claras as causas dos dois acidentes.

À medida que mais pessoas recorrem a embarcações de madeira, consideradas mais baratas para viagens, os naufrágios tendem a ser cada vez mais frequentes na República Democrática do Congo.

Além de várias outras irregularidades, as embarcações, muitas vezes precárias, navegam sobrecarregadas à noite e a sinalização é praticamente inexistente. 

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